Resposta: Parabéns, Theodore! Você atingiu o limite que separa os verdadeiros empreendedores das pessoas que simplesmente têm boas ideias. A decisão sobre se deve cruzá-lo agora é você quem deve tomar. A questão é: você tem o que é necessário para chegar ao outro lado?
A sensação de estar emperrado é na verdade um bom sinal – você não é apenas um teleguiado que ganha um salário. Em termos da sua carreira, é o equivalente a ter uma dor de barriga: sua infelicidade, a falta de realização e objetivo o estão motivando a fazer algo diferente.
Aqui estão alguns passos simples que deverão tornar a decisão mais fácil para você. Vamos chamá-los de as cinco etapas do despertar empresarial:
Está bem, você tem uma ideia. E agora? Há muitas boas ideias de negócios por aí, e nem todas valem a pena de se investir. Pergunte a si mesmo: eu fiz as devidas diligências para levar minha ideia ao próximo nível? Minha ideia soluciona um problema? Satisfaz uma necessidade? Toca um nervo? É original? Já foi feita antes? Escreva suas respostas, depois critique-as da maneira mais profunda possível. As melhores ideias são as que suportam uma forte análise crítica. Se você não conseguir fazer isto sozinho – o que quase sempre acontece -, leve sua ideia para alguém em quem você confia em peça sua opinião. Continua de pé? Bom. Vamos em frente.
Vamos supor que você tenha encontrado um novo produto ou serviço incrível, que cumpre todos os critérios delineados acima. Ótimo. Agora é hora de planejar. Pergunte a si mesmo: de que eu preciso para tornar essa ideia uma realidade? Eu desenvolvi um plano de negócios? Quais são minhas necessidades de capital? A que distância estou de ter um protótipo funcional? Eu procurei potenciais sócios e investidores? Qual a minha estratégia de distribuição? Nessa altura, você talvez deva procurar um mentor, se ainda não tiver – um empresário tarimbado, capaz de empurrá-lo na direção certa, apontar potenciais problemas e a ajudar a contorná-los. Eu ainda confio muito no conselho dos outros, apesar de ser empresário há quase cinco décadas. Afinal, sem os conselhos que recebi de alguns grandes mentores, a Virgin ainda poderia ser uma pequena loja de discos em algum lugar de Londres.
Você tem uma ideia e também já tem um plano. Ótimo. Agora vamos falar de você. Theodore, você disse que está se sentindo emperrado, mas até que ponto? Pergunte a si mesmo: eu prefiro continuar pagando minhas contas ou estou disposto a viver das minhas economias durante algum tempo? Manter meu estilo de vida atual é mais importante do que ter um novo começo na vida? Você sabe, empreendedorismo tem tudo a ver com assumir riscos – potencialmente riscos de vida perturbadores e assustadores. Se sua família depende da sua renda, é sua responsabilidade pensar nas coisas muito cuidadosamente. Se a sua resposta ainda for um ressoante e enfático “sim”, depois de ter sopesado todos os riscos, então você está pronto para dar o salto.
Se você ainda estiver lendo isto, a próxima etapa deve ser simples: dê o mergulho. Cruze a linha. E não olhe para trás. Você não vai se arrepender.
A chave do sucesso é dedicação e foco constantes. Você cometerá erros quando lançar seu produto ou serviço – uma tonelada deles. Mas mantenha o olhar no prêmio e nunca pisque. Se você deixar de acreditar, todo o seu empreendimento será questionado. No meu caso, quando nossa equipe começou a Virgin Atlantic, com apenas um avião e pouco conhecimento do negócio de companhias aéreas, erguemo-nos sozinhos contra atores estabelecidos que estavam prontos para nos enterrar. Ninguém teria nos culpado por atirar a toalha e voltar ao negócio de música. Mas nós vimos o enorme potencial em perturbar e reinventar as viagens aéreas por meio de um serviço superior e inovação. Por isso seguimos em frente, e continuamos fortes depois de 30 anos. Tudo tem a ver com empenho.
RICHARD BRANSON
O megaempresário inglês é criador do grupo Virgin, que tem 200 companhias em mais de 30 países, incluindo a empresa aérea de baixo custo de mesmo nome.
Fontes:
Texto: noticias.uol.com.br
(Por Richard Branson – Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves)
Foto: Internet
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Empreendedores nascem empreendedores. MITO: segundo Cynthia Serva, do Insper, há características que são desejadas quando se quer empreender, como foco, capacidade de automotivação e disposição para assumir riscos, mas elas podem ser desenvolvidas e aprimoradas se a pessoa estiver disposta a aprender. “Ninguém nasce pronto para empreender, é necessário se preparar, estudar e ter habilidades técnicas, além das comportamentais”, afirma . (Foto: Thinkstock)

É necessário ter muito dinheiro para começar um negócio. MITO: atualmente, existem modelos de negócio que não exigem grande capital, além de haver no mercado investidores em busca de boas ideias e executores. “Muita gente começa do zero. A escassez de recursos, muitas vezes, é importante para fazer o indivíduo pensar mais e se desdobrar para achar soluções”, diz Tales Andreassi, da FGV. (Foto: Thinkstock)

Abrir uma empresa no Brasil é demorado. VERDADE: de acordo com o Banco Mundial, leva-se 107 dias, em média, para abrir uma empresa no Brasil, enquanto nos EUA a espera é de cinco dias. “Se o negócio exigir certificados ou regulamentações específicas, como no ramo de alimentação, a demora é ainda maior”, declara Tales Andreassi, da FGV. (Foto: Thinkstock)

É preciso ter uma ideia inovadora para abrir uma empresa. PARCIALMENTE VERDADE: uma inovação irá ajudá-lo a se diferenciar da concorrência e a se destacar no mercado, mas não é necessário descobrir a nova roda para começar. “Mais importante do que uma ideia inovadora é ter pessoas dispostas a pagar pelo seu produto ou serviço”, afirma Cynthia Serva, do Insper. (Foto: Thinkstock)

Quanto mais jovem começar a empreender, melhor. MITO: de acordo com Tales Andreassi, da FGV, há vantagens e desvantagens ao se empreender muito jovem. “Por um lado, o jovem ainda não formou família, não tem dependentes e pode correr mais riscos. Por outro lado, ele não tem experiência e poderá ter mais dificuldades na implantação do negócio. (Foto: Thinkstock)

Só quem faz o que gosta tem sucesso. VERDADE: para Cynthia Serva, do Insper, essa deve ser a principal motivação para empreender. “A pergunta inicial a se fazer é: o que eu gosto e sei fazer? A partir disso, vamos identificar as oportunidades de mercado. O dinheiro é consequência”, declara. (Foto: Thinkstock)

Empreendedores não têm chefe e trabalham menos. MITO: Cynthia Serva, do Insper, diz que o empreendedor tem os dois piores chefes que existem: o cliente e ele próprio. “O empreendedor tem que cuidar de todo o negócio, ele não tem horário de trabalho porque precisa estar disponível o tempo todo, não pode tirar férias quando quer e, muitas vezes, não ganha de acordo com sua dedicação”. (Foto: Thinkstock)

Vou ganhar mais dinheiro sendo dono de uma empresa. MITO: os ganhos dependem da oportunidade de negócio identificada e podem variar bastante se o mercado de atuação tiver sazonalidade. “Há muitos casos de pessoas que deixaram bons cargos para empreender e hoje ganham menos, mas estão mais realizadas profissionalmente”, diz Cynthia Serva, do Insper . (Foto: Thinkstock)

Empreendedores precisam ser bons vendedores. VERDADE: segundo Cynthia Serva, do Insper, o empreendedor precisa saber vender sua ideia para possíveis investidores, sócios, fornecedores e potenciais clientes. “Mais do que vender um produto ou serviço, ele precisa vender seu sonho, convencer os demais a confiarem no seu projeto”, diz. (Foto: Thinkstock)

Ter um plano de negócios é fundamental para começar uma empresa. PARCIALMENTE VERDADE: para negócios tradicionais, como um restaurante, ele pode ser útil, mas para modelos inovadores, como start-ups, ele pode não funcionar. “O plano de negócios ainda é uma ferramenta importante, principalmente para pedir recursos financeiros, mas não precisa ser feito no início do negócio, necessariamente”, diz Tales Andreassi, da FGV. (Foto: Thinkstock)

Empreendedores correm riscos altos. MITO: bons empreendedores correm riscos calculados. “Riscos sempre existem, mas é necessário minimizá-los. Monitorar a concorrência, analisar o mercado, avaliar o impacto das ações que pretende tomar, considerar cenários negativos e positivos são maneiras de se fazer isso”, diz Tales Andreassi, da FGV. (Foto: Thinkstock)

É possível começar um negócio em casa, sem planejamento. VERDADE: de acordo com os especialistas, é possível começar assim, mas o planejamento será necessário se desejar crescer. “É importante conhecer os concorrentes, saber o que oferecem e os preços que praticam para se aprimorar se quiser sobreviver no mercado”, diz Cynthia Serva, do Insper. (Foto: Thinkstock)

Ter sócios não é bom. MITO: os sócios devem ter objetivos em comum para a empresa e perfis complementares em conhecimento e comportamento para dividir as responsabilidades do negócio. “Além de um sócio suprir as deficiências do outro, eles se apoiam mutuamente, pois muitas vezes o empresário pode pensar em desistir”, diz Cynthia Serva, do Insper. (Foto: Thinkstock)

Os impostos no Brasil são complicados e caros. VERDADE: Embora exista o Simples, que facilitou o pagamento dos impostos, ele atende a apenas uma parcela das empresas. “A grande dificuldade é para a média empresa. A grande tem benefícios fiscais, a pequena pode estar no Simples. Tem empresa que evita crescer muito porque não consegue sobreviver quando muda o regime tributário”, diz Tales Andreassi, da FGV. (Foto: Thinkstock)

Empreendedores têm sorte. MITO: assim como qualquer profissional, empreendedores precisam se preparar se quiserem ter sucesso. “Eles não têm sorte, eles têm espírito inovador, buscam oportunidades onde há problemas, enxergam além do que outras pessoas”, diz Tales Andreassi, da FGV. (Foto: Thinkstock)
Fontes:
Texto: economia.uol.com.br
(Da Redação)
Foto: Arte/UOL
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