Introdução
Fala-se em Administração de Negócios, Gestão Empresarial e Gerenciamento de Projetos. Por ventura, manter-se-ia a interpretação correta caso fossem permutados esses 3 substantivos? Na análise gramatical sim, entretanto, para as Organizações a definição adequada é fundamental. Não obstante uma diferenciação seja evidente, frequentemente, esses conceitos são utilizados como sinônimos e, muitas vezes, estudantes e profissionais não os definem com certa clareza.
A semelhança dos significados é conseqüência da realidade, a qual consiste na compreensão que a parte compõe o todo e que a essência do todo é a natureza da parte. Isto é, os conceitos se desenvolvem numa relação intrínseca. Todavia, uma elucidação ideal implica categorização dos termos, portanto, cada um desses conceitos obtém uma aplicação especial, com suas causas e conseqüências peculiares na ação empresarial.
Administração é a Excelência do Poder, isto é, o poder de conquistar objetivos de maneira efetiva, eficaz e eficiente. Administrar é o fator em evidência na Gestão e no Gerenciamento; em outras palavras, o Gestor e o Gerente desenvolvem suas atividades por meio da Administração. Porém, o Administrador é um Gestor… se desempenha suas atividades em âmbito Estratégico; ou, um Gerente, caso sua função seja em nível operacional. Por consequência, a Gestão está relacionada à Estratégia e o Gerenciamento à Operação. A administração une o gestor e o gerente na elaboração das táticas que compõe o Plano de Ação.
Desenvolvimento
Por uma perspectiva mais reativa, administração são as respostas para questões que surgem tanto no cenário interno das organizações, quanto no externo. Cada paradigma possui seus princípios que induzem à solução, portanto, administrar implica análise e decisão. No cenário externo, são 6 fatores que devem ser analisados pelo gestor – 5 indiretos e 1 direto. Os cinco fatores externos indiretos são: a política, economia, sociedade, tecnologia e o meio ambiente. O fator externo de influência direta são os concorrentes. A análise consiste em obtenção de dados e processamentos de informações, justamente para que se obtenha a melhor decisão.
O cenário interno da organização é onde impera a atividade de gerenciamento. A análise, predominantemente dedutiva desse (cenário interno), embora também implique obtenção de dados e processamento de informações, se dá de maneira menos difusa, isto é, segue um fluxo previamente planejado, a fim de que o procedimento de decisão das soluções seja sistemático, metódico e holístico. Os fatores internos são: Produtos, Capital, Colaboradores, Processos, Estrutura e Clientes.
A criação das soluções que respondem às questões cujo tratamento é dado pela administração, a priori, e pela gestão e gerenciamento, a posteriori, é resultado da elaboração de 9 perguntas auto-reflexivas. É nesse trabalho de construção dos argumentos que a união da gestão e do gerenciamento se manifesta sublime no ato de administrar. A Primeira pergunta é: Onde e Por Que estamos? (Diagnóstico). Por conseguinte: Aonde e Pra que vamos? (Diretriz). Em segundo lugar: O Que Ser (Visão) – O Que Ter (Valores) – O Que Fazer (Missão)? Em terceiro Lugar: Como? (Algoritmo), Quem? (Equipe), Quando? (Cronograma) e Quanto? (Orçamento).
Conclusão
Portanto, a Administração é um todo do qual participam a Gestão e o Gerenciamento, ou seja, a Gestão e o Gerenciamento fazem parte da Administração. Quanto às perguntas estratégicas (Diagnóstico e Diretriz), cabem aos gestores conduzir as respostas. Quanto às arguições operacionais (Algoritmo, Equipe, Cronograma e Orçamento), ficam na responsabilidade (habilidade de resposta) dos Gerentes. A Visão, Valores e Missão representam a sinergia dos Administradores (União dos Gestores e Gerentes). Logo, na gestão predomina uma administração com enfoque externo e, no gerenciamento, o foco da excelência é o cenário interno da organização. Trata-se de uma consequência da aplicação do princípio da especialização na própria ciência, técnica e arte de administrar.
Pois bem, de acordo com a oportunidade e conveniência de cada conceito, o significado correto na utilização dos termos Administração, Gestão e Gerenciamento são os seguintes: Administração de Empresas, de Igrejas, de Escolas, de Organizações no Geral; Gestão Estratégica, Gestão Política, Gestão Econômica, Gestão Social, Gestão Tecnológica, Gestão Ambiental; Gerenciamento Operacional, Gerenciamento Logístico, Gerenciamento Financeiro, Gerenciamento de Marketing, Gerenciamento de Pessoas, Gerenciamento de Sistemas de Informação e Tecnologia, Gerenciamento de Jurisprudência, Gerenciamento de Projetos, Gestão Empresarial (quando se trata de administração de várias empresas) e Administração de Negócios (negócio é o fundamento que dá origem a empresa. É possível ter um negócio sem ter uma empresa, contudo, toda empresa tem um negócio).
Administração é (uma ciência, técnica e arte de) trabalhar para a realização de objetivos: estratégicos efetivos, táticos eficazes e operacionais eficientes; por meio de planos, pessoas, estruturas, insumos, tecnologia e capital; a curto, médio e longo prazos. É constituída pelos Sistemas Logístico, Comercial, Financeiro, Tecnológico, Jurisprudencial e Social. Sua ação se desenvolve pelo Planejamento, Organização, Direção, Execução e Reavaliação. É a excelência do P.o.d.e.r.
Gestão é uma perspectiva especializada da Administração, cuja visão está predominantemente em 3° pessoa, ou seja, um olhar além da matéria e o espaço em questão. Uma visão de cima, onde é possível obter uma imagem do todo com suas relações externas, contudo, sem muitos detalhes. A intenção é efetuar uma análise indutiva e definição de uma decisão geral.
Gerenciamento é uma perspectiva de 2° Pessoa, isto é, a imagem foca uma parte do todo, algum fator específico, porém, ainda sim não é a visão de 1° pessoa, pois esta, pertence ao indivíduo que executa a ação. O Gerente administra, portanto, é uma segunda visão, que não foca apenas um ponto, observa toda uma linha. A atenção é focada no Departamento. A intenção é efetuar análises dedutivas e decisões setoriais.
A título de exemplo, é possível ilustrar uma composição da Alta Diretoria, composta por Administradores, Gestores e Gerentes. A Administração é constituída pelo Presidente, Administrador Geral e Acionista Majoritário. A Gestão é composta por 6 Gestores: Assuntos Políticos, Econômicos, Sociais, Tecnológicos, Ambientais e Mercadológicos. A Gerência, vai depender do tipo de estrutura organizacional adotada pela empresa, com principal influência do modelo de departamentalização implantado, podendo ser por Função, então falar-se-ia em Gerente de Logística, Gerente de Marketing, Gerente de Finanças, Gerente de Info&Tecno (I&T), Gerente de Pessoas, Gerente de Jurisprudência; ou, por Fatores, Gerente de Produtos, Gerente de Tesouraria, Gerente de Recursos Humanos, Gerente de Processos, Gerente Administrativo e Gerente de Relacionamento.
Fontes:
Texto: administradores.com
(Por Cleiton Santiago)
Foto: Internet
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]]>Basicamente, uma empresa é formada por recursos materiais, financeiros, tecnológicos, atividades/processos e pessoas, tendo como objetivo a transformação de insumos em produtos e serviços para os clientes. Mas, para que tudo funcione perfeitamente, com eficácia, dois fatores são fundamentais: 1) que as pessoas sejam competentes e estejam dispostas a executarem suas atividades com boa vontade; 2) que todos os recursos e processos sejam bem administrados.
Entende-se como administração “a capacidade de executar serviços através de pessoas” ou “trabalho, com indivíduos e grupos, para a realização de objetivos da organização” (Kenneth Blanchard).
No processo de administração, o gestor tem quatro funções: Planejamento (estabelecer os objetivos da empresa e traçar as estratégias para alcançá-los); Organização (alocar os recursos e trabalhos entre as pessoas, de acordo com suas competências e funções, para que as atividades possam ser executadas); Direção (influenciar as pessoas para realizarem suas atividades com motivação e entusiasmo, de modo a alcançarem os objetivos da empresa); e Controle (fazer o acompanhamento das atividades executadas para ter a certeza de que estão de acordo com o que foi planejado).
Todas essas funções são importantes para o sucesso do administrador, mas, talvez, a mais complexa seja a direção, tendo em vista que o exercício da liderança não é tão fácil. É comum ouvir-se dizer que grande parte das empresas se preocupa mais com processos, controles e resultados do que com as pessoas e que muitas dessas empresas preparam mais gerentes do que líderes para lidar com os colaboradores.
Quando se fala em gerência nas organizações, a primeira ideia é que os profissionais que exercem tal função foram designados apenas para administrar processos e fazer controles, mas sem habilidade nas relações humanas. Não há dúvida de que muitas pessoas são promovidas, sem o devido preparo, para exercerem cargos mais elevados nos níveis administrativos das empresas.
Na realidade, existe diferença entre gerenciar e liderar, mas, para serem eficazes, as empresas necessitam de pessoas que exerçam essas duas funções, pois nem todo líder é gerente assim como nem todo gerente é líder. Como disse Peter Drucker, gerenciar é fazer as coisas do jeito certo; liderar é fazer as coisas certas.
“A liderança complementa o gerenciamento, não o substitui. Gerenciar é lidar com a complexidade. Liderar, por sua vez, é lidar com a mudança” (John P. Kotter)
O gerente tem como foco o planejamento, lidar com processos, elaborar orçamentos, controles, organização, resolver problemas, levando os colaboradores a atingir os resultados almejados pela empresa. Já os líderes são agentes de transformação, motivando e inspirando as pessoas, dando-lhes um direcionamento correto, ajudando-as a eliminarem resistências às mudanças e aceitarem novas ideias, de modo que elas estejam sempre dispostas para fazer as coisas acontecerem.
No mundo moderno, de mudanças velozes e constantes, as empresas precisam cada vez mais de gerentes-líderes, de profissionais que tenham a consciência de que necessitam muito mais do que apenas fazer com que os processos atuais funcionem. E a mola mestra para influenciar a mudança e aumentar a eficiência dos liderados está nos relacionamentos interpessoais.
Desse modo, esteja o profissional na escada hierárquica da empresa exercendo função de supervisão, gerência ou alta administração é fundamental que tenha um bom domínio na área de habilidades humanas, pois é exatamente nesta área, que muitos “líderes” não dão tanta importância, onde está o segredo do sucesso da administração com liderança.
Fonte: administradores.com
Antonio Braga
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