O balanço apontou ainda crescimento de 22,1% na análise mensal – foram 179,2 mil unidades em março e 146,8 mil em fevereiro. No comparativo com março do ano passado, quando 234,6 mil unidades foram negociadas, o setor apresentou queda de 23,6%. Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, o resultado de março ficou um pouco abaixo das expectativas:
“Os resultados de licenciamento dos primeiros dois meses deste ano ficaram em cima das nossas expectativas. Contudo, esperávamos que em março houvesse uma elevação mais significativa do ritmo de vendas médias diárias, o que não ocorreu. Isto é resultado da falta de confiança ocasionada pelas questões políticas vivenciadas pelo País que, somada à falta de uma definição no cenário de curto prazo, segue contaminando a economia. As instituições precisam pensar Brasil para revertermos este quadro”.
Saíram das linhas de montagem em março 195,3 mil veículos, acréscimo de 42,6% com relação as 136,9 mil de fevereiro e diminuição de 23,7% ante as 255,9 mil do mesmo período do ano passado. Nos três primeiros meses, 482,3 mil unidades foram produzidas, baixa de 27,8% frente as 667,6 mil de 2015.
As exportações nos meses já transcorridos de 2016 acumulam 98,9 mil unidades e está 24% maior do que o ano passado, quando 79,8 mil unidades foram enviadas para outros países. Em março 38,6 mil unidades foram exportadas, o que representa alta de 5,7% ante as 36,5 mil unidades de fevereiro e de 19,8% contra as 32,2 mil de março do ano passado.
Caminhões e ônibus
O licenciamento de caminhões apresentou baixa de 32,1% no acumulado, com 13,1 mil unidades este ano e 19,3 mil em 2015. Na comparação mensal, o segmento registrou recuo de 25,4% em março, com 4,8 mil unidades contra as 6,5 mil de março do ano passado, e aumento de 25,8% se defrontado com as 3,8 mil do último fevereiro.
A produção de caminhões terminou março com alta de 6,9% ao se comparar as 5,7 mil unidades produzidas neste mês com as 5,3 mil de fevereiro. Se analisado com março do ano passado, quando 7,4 mil unidades saíram das linhas de montagem, o resultado é inferior em 23,2%. No trimestre as 15,1 mil unidades fabricadas ficaram abaixo em 35,2% com relação as 23,3 mil de igual período do ano passado.
O resultado das exportações de caminhões no terceiro mês de 2016, com 1,6 mil unidades, apresentou contração de 5,3% frente as 1,7 mil unidades de fevereiro e de 11,5% ao defrontar com as 1,8 mil de março de 2015. Até março foram enviados para fora da fronteira 4,1 mil unidades, o que significa queda de 6,5% ante mesmo período do ano passado com 4,4 mil unidades.
No segmento de ônibus a comercialização encerrou o mês com crescimento de 41%, ao comparar as 987 unidades de março com as 700 de fevereiro, e de baixa de 45,3% frente as 1,8 mil unidades vendidas em março do ano passado. O resultado do ano até o momento, com 2,7 mil unidades, ficou 47,8% menor frente as 5,2 mil unidades do ano passado.
A produção no terceiro mês apresentou contração de 40,6% com relação a março do ano passado – 1,6 mil unidades contra 2,8 mil – e de elevação de 9,6% frente a fevereiro, quando saíram das linhas de montagem 1,5 mil chassis para ônibus. O total de unidades produzidas no trimestre ficou 43,5% abaixo do mesmo período de 2015, com 4,3 mil unidades este ano ante 7,7 mil no ano passado.
As exportações aumentaram 8,4%, na comparação até o terceiro mês do ano, com 1,6 mil unidades em 2016 e 1,4 mil no ano passado.
Máquinas agrícolas e rodoviárias
As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias encerraram março com acréscimo de 17,3% ao se comparar as 2,7 mil unidades no mês com as 2,3 mil negociadas em fevereiro. No comparativo contra março do ano passado, a retração foi de 43%, com 4,8 mil unidades naquele período. Até março deste ano a diminuição foi de 44%, quando comparados as 6,7 mil unidades com as 11,9 mil no ano passado.
A produção em março recuou 4,3%: foram 2,8 mil unidades no mês e 2,9 mil em fevereiro. Ao se comparar com as 5,9 mil de março do ano passado a queda foi de 52,6%. Somente no acumulado do ano 7,3 mil unidades foram fabricadas, o que representa contração de 52,2% contra as 15,4 mil do ano passado.
As exportações registraram queda de 23,2% no trimestre, com 1,8 mil unidades este ano ante as 2,4 mil do ano passado.
Outras informações:
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Fontes:
Texto: Anfavea
(Da Redação)
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]]>“O setor de veículos pesados continua passando por uma situação dramática. Falta confiança para o financiamento”, lamenta Luiz Carlos de Moraes, vice-presidente da Anfavea, ao comentar o desempenho do segmento durante a apresentação dos resultados na sexta-feira, 6, em São Paulo. O volume de caminhõeslicenciados no acumulado entre janeiro e outubro ficou na casa das 61,3 mil unidades, descendo aomenor nível desde 1999, quando o mercado consumiu 50,7 mil unidades novas.
“Isso reflete bastante o estado de espírito da economia brasileira”, completou Luiz Moan, presidente da entidade, ao lembrar que o segmento do transporte de cargas está fortemente ligado à evolução do PIB, que é a soma das riquezas produzidas no País. “Só para dar ideia do tamanho da retração deste mercado, em 2011 apuramos vendas recordes de 170 mil caminhões. Neste ano, nossa previsão é de um volume de 70 mil, são 100 mil caminhões a menos em apenas quatro anos de diferença.”
Segundo Moraes, o resultado de outubro, quando os emplacamentos declinaram 52,5% sobre igual mês de 2014, para 5,77 mil unidades, também foi prejudicado pela interrupção do PSI, cujos recursos foram cortados pelo governo em 23 de outubro. Além disso, o setor que semanas antes havia recebido autorização do BNDES para contrair financiamentos via PSI no modo simplificado até 31 de dezembro teve todas as operações bloqueadas até 27 de outubro.
Se o ritmo lento da economia ao longo deste ano fez com que a Anfavea projetasse queda contundente de 45,5% para o segmento de pesados neste ano contra 2014, com 90 mil caminhões e ônibus, conforme sua última previsão, o fim dos financiamentos via PSI – que ainda apresentavam taxa de juros mais atrativas do que outras modalidades – deve aprofundar ainda mais a crise do segmento.
“Esta foi uma decisão bastante difícil para o setor e traz uma expectativa negativa para os dois últimos meses do ano. O que posso dizer é que o mercado está parado neste momento e isso traz consequências e impactos importantes não só nos volumes de venda, mas na produção”, comenta Moraes.
Na contramão do mercado doméstico – o que tem servido de pequeno alívio para as montadoras –, as exportações cresceram 13,8% no acumulado dos meses completos do ano, para 17,4 mil unidades.
No entanto, as vendas ao exterior não são suficientes para manter um ritmo saudável nas linhas de produção: as montadoras fabricaram 46,6% menos caminhões este ano até outubro na comparação com mesmo período de 2014. Foram 66,1 mil unidades contra as 124,4 mil montadas há um ano, o pior volume de produção desde 2009, quando a indústria entregou 95 mil caminhões.
ÔNIBUS
O segmento de chassis de ônibus acompanha o tombo dos caminhões: de janeiro a outubro, os emplacamentos não passaram de 14,6 mil unidades, 36% de queda na comparação anual.
Ainda no acumulado, as exportações somaram 5,85 mil unidades, alta de 7%, impulsionadas pelo segmento de ônibus rodoviários, cujas vendas para outros países subiram 26% no período, para 2,89 mil, enquanto as de ônibus urbanos caiu 6,8% ao totalizar 2,96 mil chassis.
Com quase 20 mil ônibus produzidos até outubro deste ano, a indústria brasileira apura queda de 35%.
Fontes:
Texto: www.automotivebusiness.com.br
(Por Sueli Reis)
Foto: Internet
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