Entender alguns conceitos básicos de contabilidade pode ser essencial para agilizar o processo de tomada de decisões em seu negócio. Por mais que uma pessoa especializada dê conta com tranquilidade de certas tarefas, isso não significa que não ter nenhum conhecimento sobre o assunto seja aceitável. Assim, saber o que é DRE, o que é balanço e o que é lucro são itens que devem ter uma resposta imediata em seu vocabulário.
Nesse artigo, vamos trazer alguns conceitos que podem até soar básicos demais para profissionais de contabilidade, mas que sempre podem pegar desprevenidos gestores e empresários. Por isso, nada melhor também do que ter sempre à mão um material de consulta para sanar as suas dúvidas sobre esses temas.
DRE é uma sigla para Demonstração do Resultado do Exercício e pode ser considerado um dos documentos mais importantes a serem gerados pelos contadores. A Demonstração do Resultado do Exercício é um relatório contábil elaborado em conjunto com o balanço patrimonial e descreve as operações financeiras realizadas pela empresa em um determinado período, formando o seu resultado líquido: o lucro ou prejuízo resultante de suas operações.
Segundo a legislação brasileira, a DRE, assim como todos os registros contábeis empresariais (salvo raras exceções), deve ser elaborada obedecendo ao princípio do Regime de Competência, de modo que as receitas e as despesas sejam lançadas no período que aconteceram, e não somente quando recebidas ou pagas.
Seu objetivo é demonstrar a composição do resultado líquido em um exercício ou em determinado período de interesse da empresa, valendo-se do confronto das receitas, despesas e resultados apurados. Dessa forma, ela gera informações de impacto para tomada de decisão. Portanto, é ferramenta essencial para avaliação do desempenho da empresa e da eficiência de seus gestores em gerar lucro.
Já o balanço é um instrumento contábil que reflete a situação econômico-financeira da empresa. É nesse documento que são evidenciados os pontos fortes e os pontos fracos, bem como as comparações diretas de forma mais clara com os seus principais concorrentes. Além disso, ele pode ser encarado como um diagnóstico entre o desempenho projetado e o desempenho real, servindo de item de correção de rota para os exercícios seguintes.
Em linhas gerais, podemos dizer que balanço está dividido em três categorias: os ativos, os passivos e capital próprio. Os ativos são tudo aquilo que a empresa tem e que pode ser avaliado em dinheiro (dinheiro aplicado, títulos negociáveis, créditos a receber, estoque, maquinários ou imóveis).
Já os passivos são as dívidas da empresa, ou seja, valores que ela possui, mas com os quais precisará arcar no futuro. Isso inclui empréstimos, financiamentos, impostos, pagamentos a serem feitos a fornecedores ou dívidas de qualquer espécie. Por fim, temos o capital próprio, que é o valor adicionado pelos sócios ou investidores ao negócio, adicionando-se ou deduzindo-se eventuais lucros e prejuízos.
Por fim, vamos falar das definições sobre lucro. Lucro é o valor que resulta de uma transação comercial, quando levamos em consideração o valor recebido subtraído dos custos de produção. Ou seja, é o valor que sobra em cada transação comercial quando descontamos todos os custos diretos e indiretos que um produto tem.
Por exemplo, vamos supor que a sua empresa fabrique parafusos. Para ser fabricado, um parafuso tem um custo unitário de R$ 0,10. Porém, para obter um certo lucro, você comercializa cada um deles por R$ 0,15. Vamos supor que você acabou de realizar uma venda de 1 mil parafusos. Portanto, seu custo de produção foi de 1.000 x R$ 0,10, o que dá um total de R$ 100.
Porém, ao vender cada unidade por R$ 0,15, você obteve que 1.000 x R$ 0,15 é igual a R$ 150. Portanto, nessa transação, o seu lucro foi de R$ 50.
O conjunto de transações de uma empresa ao longo de um determinado período representa o seu faturamento. Quando descontamos desse valor todos os custos de produção e operação, temos também ao final o lucro, ou seja, o capital que a empresa acumulou ao final de um período.
Uma empresa de sucesso, seja ela de qual segmento ou porte for, trabalha sempre para aumentar o lucro no final do mês. Isso é possível de duas formas: mediante à redução dos custos de produção ou ainda ao aumento do volume de vendas. Porém, lembre-se que a conta precisa sempre fechar no positivo: você precisa faturar mais do que gasta para poder obter lucro em suas operações.
Fontes:
Texto: blog.sage.com.br
(Da Redação)
Foto: Divulgação
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]]>Uma empresa precisa nascer e crescer capitalizada. E, em muitos casos, no início de vida, as receitas são menores do que as despesas. É o que costumamos falar de empresas que precisam de capital de giro. Precisam de dinheiro para sustentar a operação.
Em épocas de crise, além dessas jovens empresas, muitas outras voltam a vender menos e se tornam, também, deficitárias.
Uma das possibilidades, então, passa a ser a procura pelos bancos. Mas, na crise, além do crédito ser menor e o juro maior, o parcelamento é feito em menos meses. O que ajuda num primeiro momento, mas não por um período muito longo.
Quando a crise é prolongada, torna-se constante a busca por recursos financeiros. Para cuidar das finanças, não precisamos sofisticar demais. Podemos ter poucos, mas eficazes relatórios que ajudarão na gestão da empresa. Não precisamos mais do que cinco folhas em cima da mesa. E são elas:
1. Demonstração de Resultados (DRE) – esse relatório deve ser feito mensalmente, apresentando as receitas, despesas e resultado do mês.
2. Fluxo de Caixa – precisamos ter clareza das entradas e saídas de dinheiro que teremos, dia a dia, nos próximos 60 dias. Isso nos dará a certeza de podermos comprar mais mercadorias e em que prazo e se precisamos antecipar os recebíveis.
3. Planejamento Orçamentário – uma vez feito, você conseguirá confrontar esse seu planejamento com o DRE mensal e descobrir se está se saindo melhor ou pior do que o desejado.
4. Balanço – poder analisar a situação da empresa, como: tamanho do estoque, títulos a receber (em qual prazo), títulos a pagar e imobilizado. Alguns índices podem ajudar a mostrar se a empresa tem recursos financeiros suficientes para cobrir seus compromissos assumidos.
5. Custos e Precificação – é extremamente importante conhecer os custos dos produtos ou serviços que você vende. Assim, fica mais fácil definir o preço de venda e saber se você pode dar um desconto, e de quanto, para conseguir atrair seus clientes ou concorrer em seu mercado.
Além desses pontos, observe o prazo que você está pagando seus fornecedores. Ele não deveria ser muito maior do que é o prazo de estocagem das mercadorias, mais o prazo que estamos concedendo aos clientes. Se isso estiver acontecendo, você poderá ter problemas de falta de caixa. E não adianta vender mais. Isso agravará, ainda mais, a situação.
Em crises como essa que estamos vivendo, o melhor conselho, além do conhecimento sobre o nosso negócio e mercado, é viver o mais enxuto possível com os gastos fixos. Somente os necessários.
Márcio Iavelberg é especialista em finanças da Blue Numbers Consultoria.
Fontes:
Texto: revistapegn.globo.com
(Por Márcio Iavelberg)
Foto: Shutterstock
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