A gente sabe que há pessoas mais controladas e outras menos. Também sabemos que existem aqueles que conseguem acompanhar seus gastos e outros, não. Agora, o que ninguém pode deixar de saber é que a taxa média de juros no cartão de crédito passa de 435% ao ano – sendo a mais alta em todo mundo – e que isso pode ser um buraco negro para as finanças de qualquer pessoa que entra no ciclo da inadimplência.
Aliás, com todo o cenário ruim da economia brasileira (a inflação pressionada, a inadimplência que aumenta, desemprego atingindo milhões de pessoas etc), a tendência é que as instituições financeiras aumentem ainda mais as taxas de juros do cartão de crédito a fim de reparar as prováveis perdas pelo endividamento crescente. Desse modo, fazer cartão de crédito – ou mesmo ter um ou mais de um – pode se tornar uma grande armadilha. Mas, como é difícil hoje não ter essa opção em mãos, trazemos dicas para que você não se perca nas contas.
A primeira coisa a fazer é não mentir para si mesmo. Afinal, você sabe se é disciplinado, se recebe o salário em uma ou duas parcelas, se é preciso ter mais de um cartão de crédito (um só não atende sua demanda?). Além disso, é essencial que você avalie seu modo de acompanhar as contas: é preguiçoso ou consciente? Caso as respostas sejam de uma pessoa que não terá muito controle sob as contas… Bem, o melhor é deixar o cartão de crédito em casa e somente utilizá-lo quando realmente for preciso, como nos casos de compras grandes (aquela geladeira dos sonhos, por exemplo).
Depois de analisar seu perfil, você precisa criar o hábito de acompanhar o extrato do cartão – ou dos cartões – sempre de olho no limite. Não aceite um limite maior que 30% da sua renda, é cilada! Além disso, esteja sempre em dia com o pagamento da fatura, evitando aquele chamado “valor mínimo”. Se você realmente não pode pagar as contas no dia, a melhor escolha é parcelar a fatura, sempre observando se não existem juros abusivos. Esta é uma maneira mais indicada de pagar uma fatura atrasada, já que evita o chamado crédito rotativo (que acontece quando o valor mínimo é pago) que possui altas taxas de juros.
Quando for fazer compras pequenas e cotidianas, dê preferência ao cartão de débito ou dinheiro. Não se torne dependente do cartão de crédito – um erro muito comum entre a maioria dos usuários brasileiros. Lembre-se de que é sempre mais fácil acompanhar o gasto diário ou semanal observando as “moedinhas” que saem do bolso!
Não se engane sobre as facilidades do parcelamento: essa é uma das principais causas do endividamento no País. É preciso que você tenha em mente que seu orçamento mensal será comprometido por aquela “parcelinha pequena” daquela compra.
Por fim, uma dica é buscar fugir da anuidade. Ao decidir fazer cartão de crédito, prefira aqueles que não cobram a taxa de manutenção – sim, eles existem! Além disso, evite emprestá-lo a outras pessoas, mesmo que conhecidas. Com esses cuidados, você pode evitar as taxas de juros exorbitantes – e as armadilhas tentadoras das compras.
Fontes:
Texto: economia.ig.com.br
(Por Brasil Econômico)
Foto: iStock
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]]>Hoje em dia quando apresentamos o cartão para pagar uma conta em qualquer estabelecimento comercial, uma das perguntas que mais estamos acostumados a ouvir é se “quer passar no crédito ou débito?”. A questão é pertinente, afinal, os dois modelos trazem vantagens e desvantagens ao lojista e consumidor, e as condições devem ser avaliadas para a decisão. Mas, por que esse hábito comum no varejo físico ainda não chegou ao ambiente virtual?
O cartão de crédito é o principal meio de pagamento no e-commerce, seja à vista ou parcelado, muito à frente dos outros métodos, como o débito online, o boleto e o cartão de débito. Esse último, inclusive, é utilizado por 100 milhões de pessoas, seja num plástico distinto (Visa Electron, Maestro, Elo, Hiper) ou até Múltiplo (o mesmo plástico processa débito e crédito).
Tanta gente atualmente sai para trabalhar ou passear com apenas um documento e o cartão no bolso, pela praticidade e até pela segurança de não precisar carregar dinheiro em espécie. Neste contexto, seria oportuno oferecer ao consumidor a possibilidade de pagar nas lojas online também com o cartão de débito.
Isso ainda não acontece porque a grande maioria dos lojistas virtuais ainda não tem o costume de oferecer esse meio de pagamento. A tecnologia está disponível, e traz três principais vantagens ao lojista:
– Recebimento do valor da transação à vista, ou seja, depositado na conta corrente já no dia seguinte, contra os 30 dias programados para o depósito da venda a crédito, que, quando é parcelada, tem o valor é diluído em 60, 90 dias, ou até mais;
– Pagamento por taxas mais baixas de comissão às adquirentes;
– Prevenção contra fraudes, já que o comprador precisa ser identificado.
A soma dos custos de não receber a vista, que muitas vezes significa pagar para antecipar os recebíveis, e a proteção contra a fraude são fatores que levam as lojas incentivar os meios de pagamento à vista, muitas vezes em detrimento da experiência do usuário – já que o processo de conversão e prazo de entrega são maiores para o boleto – mediante descontos de até 15%. No caso de um pagamento por cartão de débito, o estabelecimento comercial recebe uma confirmação definitiva da venda, sem risco de fraude, e pode proceder imediatamente com o envio.
O varejo físico está cada dia mais virtual, valendo-se da tecnologia para melhorar a experiência de compra. O comércio eletrônico deve adotar o cartão de débito para trazer retorno em curto prazo. O cliente, por sua vez, pode fazer sua parte, sugerindo a adoção do débito para ter mais opções de pagamento. No final, ambos saem ganhando.
Jerome Pays – Diretor de e-commerce da Lyra Network, multinacional francesa especializada em transmissão de pagamentos e criadora do gateway PayZen – www.payzen.com.br
Fontes:
Texto: administradores.com
(Por Jerome Pays)
Foto: iStock
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]]>Cartão de crédito não é sinal de “status financeiro”. Tem gente que se orgulha de ter o limite do cartão de crédito alto. Fique atento, pois se a financeira te dá o limite alto é porque ela busca uma operação segura e lucrativa. O bom “status” é não ter dívidas e uma reserva financeira. Fuja de ostentação, planeje suas compras e fique atento com seu equilíbrio financeiro.
Tenha um ou dois cartões no máximo. Quanto mais cartões, maiores as chances de você descontrolar e entrar numa situação de superendividamento. Dois cartões, de bandeiras diferentes, já estão ótimos.
Saiba dizer NÃO. Nunca aceite cartões oferecidos, mesmo que possuam anuidade grátis. Tenha uma regra rígida sobre isso.
Anuidade grátis. No mercado financeiro existe um ditado que “não existe almoço grátis”. Então fique esperto, pois, no geral, a primeira anuidade é grátis, mas as posteriores não o são. Valores como R$ 300,00 são cobrados sem nenhuma dificuldade após o período da “anuidade grátis” e já se previna dessas estratégias que sempre prejudicam o consumidor.
Priorize pagar sempre à vista ou no cartão de débito. Corte o mal pela raiz. É duro, dói, é complicado, mas funciona. Use sempre as alternativas para pagamento imediato e se proteja do efeito “bola de neve” das dívidas.
A regra de ouro: fuja do pagamento mínimo. Os juros do crédito rotativo podem chegar a impensáveis 16% ao mês, em alguns casos. Se a fatura chegar e você não tiver como fazer o pagamento integral, busque uma linha de crédito mais barata, como o crédito consignado, CDC, etc. Pague o mais rápido que puder e repense seus hábitos de consumo.
Não divida nada. Ataque mais uma vez a origem do problema. Tente desconto para pagamento à vista, caso a loja não concorde e você quiser fazer a compra, pague imediatamente. Não divida nada em quatro, cinco ou dez vezes. Com o tempo, você pode se descontrolar com várias parcelas de fornecedores diferentes e o valor de sua fatura irá aumentar excessivamente.
Não passe o número do cartão para empresa nenhuma. Algumas grandes empresas como editoras gostam de dar opções para o consumidor pagar assinaturas de revistas com o cartão de crédito. Elas quase não dão desconto no valor à vista e isso leva a crer que pagar com o cartão parcelado em muitas vezes é muito melhor. Na verdade, elas querem mesmo é o número do seu cartão e poderão lançar a renovação do mesmo, apenas te avisando, quando o certo seria pedir sua autorização primeiro. Depois que lançam a renovação, para você cancelar sempre dá muito trabalho e é muito complicado. Priorize pagar via boleto ou depósito em conta corrente.
Cuidado com o limite global do cartão. Um dos perigos de se pagar tudo parcelado é que, eventualmente, você pode chegar ao limite global do cartão, mesmo sem ter atingido o limite da fatura mensal. Nessa situação seu cartão será bloqueado e você pode ficar em situações onde não está com dinheiro vivo ou não tem como usar cartão de débito. Todo mundo tem o limite mensal que pode ser usado e um limite global que não pode ser ultrapassado. Bateu em algum dos dois, o cartão de crédito já não funciona.
Destrua o cartão de crédito se você não consegue lidar com ele. Controle-se e se pergunte muitas vezes se aquela compra é boa para você ou não. Não compre nada por impulso, pois isso é o caminho da morte financeira. Se, após tentar se controlar você viu que não possui força para se sustentar perante o impulso de gastar, destrua o cartão de crédito e passe a usar apenas a modalidade débito.
Fontes:
Texto: www.jornalcontabil.com.br
(Da Redação)
Foto: Divulgação
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]]>Não é segredo que os juros do cartão de crédito e do cheque especial estão entre os mais altos do mercado. Apesar disso, estas são justamente as duas modalidades de crédito mais buscadas pelas micro e pequenas empresas, de acordo com dados da pesquisa Lado A Lado B Recursos Financeiros, realizada pelo Sebrae-SP. A situação poderia ser evitada se as empresas se preparassem para eventuais dificuldades e levassem um plano estruturado para a mesa de negociações.
Segundo o levantamento do Sebrae-SP, 45% dos empreendedores que afirmam usar algum produto de crédito recorrem ao cartão, enquanto 44% fazem uso do cheque especial. Para Marcelo Moreira, coordenador de pesquisa, as empresas estão cientes de que estas duas modalidades apresentam taxas de juros mais elevadas, mas acabam optando por elas em função da conveniência.

Para especialista, empresas deveriam se preparar para eventuais dificuldades e levar plano de negócios para a mesa de negociação. (Foto: NPFire / Shutterstock)
“Isso geralmente acontece quando a empresa tem um problema que precisa de solução rápida, como pagar um fornecedor. Por falta de informação ou de preparo, ela acaba, muitas vezes, recorrendo ao pior crédito possível”, aponta.
Moreira acrescenta que uma solução alternativa seria o empresário se sentar com o fornecedor e renegociar a dívida, pedindo um prazo maior ou parcelando o compromisso.
“É preciso avaliar bem se você realmente precisa deste crédito, pois ele deve ser sempre o último recurso. Ainda mais em um momento de crise, quando o dinheiro fica mais caro e as transações, mais perigosas. Também é essencial estar atento à sua capacidade de retornar este valor, para não entrar em uma espiral de dívidas”, recomenda.
Caso o empréstimo seja inevitável, o ideal é que o empreendedor pesquise as taxas ofertadas por instituições financeiras diferentes, não se restringindo ao banco no qual possui conta. “Antes, existia certo receio de buscar crédito em bancos concorrentes, mas hoje, isso é muito bem aceito e permite ao empresário encontrar as melhores condições para o seu negócio.”
Finalmente, para evitar situações emergenciais que levem à realização de empréstimos com altas taxas, o especialista recomenda que o empresário se prepare para esse tipo de eventualidade e ofereça as garantias exigidas para obter créditos mais vantajosos.
“Veja quais são os seus fatores de risco e trabalhe para minimizá-los. Elabore também um plano de negócios, que ajuda a dar maior consistência à sua empresa na hora da negociação. Se você for despreparado, certamente vai se deparar com condições ruins”, completa.
Fontes:
Texto: economia.terra.com.br
(Da Redação)
Foto: Internet
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