O contrato deve fazer parte da COF, a Circular de Oferta de Franquias (Foto: Shutterstock)
A procura por franquias como uma forma de empreender aumenta a cada ano. Com a crise, a tendência é que muitos desempregados procurem um negócio já formatado para gerar renda. Hoje, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), existem mais de 125 mil unidades franqueadas em operação. O crescimento de novas franquias pode trazer também mais dor de cabeça se o empreendedor não souber analisar o negócio e entender bem o contrato.
Segundo Luis Henrique do Amaral, diretor jurídico da ABF, a lei de franquias não regula cada relação entre franqueado e franqueador. “A relação é toda dentro do contrato. É o documento mais importante, é a lei entre as partes”, diz Amaral. A análise começa bem antes de decidir comprar a franquia.
O contrato deve fazer parte da COF, a Circular de Oferta de Franquias, documento entregue antes da assinatura. “O contrato de franquia é um instrumento muito importante e que deve ser analisado quando o candidato recebe a Circular de Oferta de Franquias. Caso tenha alguma dúvida questione ou, na pior das hipóteses, não assine o contrato”, afirma Andre Friedheim, da consultoria de franquias Francap.
Confira abaixo os pontos mais importantes na hora de analisar o contrato:
1. Prazo de contrato
A franquia não é uma relação infinita. Por isso, o prazo de contrato é tão importante. Depois de investir as economias, o empreendedor precisa ter tempo de recuperar o capital. “Se o retorno vem em cinco anos, ele não pode assinar um contrato com duração de dois anos”, diz Amaral. Para Friedheim, prazos mínimos de cinco anos são ideais neste tipo de operação, mas vale a regra de avaliar cada caso. “Você deve ter um prazo para ganhar dinheiro com a operação”, diz o consultor da Francap.
2. Direitos e deveres
Pode parecer óbvio, mas muitos franqueados ficam insatisfeitos porque não checaram com atenção as clausulas que definem direitos e deveres de cada um. “Fique atento aos deveres e obrigações das partes no contrato”, diz Friedheim. Treinamentos, regras, pagamentos de taxas, padrões, punições, negociações e até saída do negócio são pontos que devem estar bem especificados. “As condições mais importantes são sobre tudo que está relacionado à forma da operação, direitos concedidos e marcas cobertas. Tudo que for combinado tem que estar expressamente escrito no contrato”, afirma Amaral.
3. Território
E se menos de um ano depois de você inaugurar sua unidade outro franqueado abrir uma loja igual na esquina? Por mais absurdo que pareça isso é possível. É preciso estar no contrato se o franqueado tem exclusividade sobre aquele território em detalhes. Por exemplo, a franqueadora delimitou um raio ou mesmo um bairro ou cidade para atuação da unidade. “Se não tem definido o território, ele não tem exclusividade e franqueadora pode abrir outra unidade no mesmo bairro e até na mesma rua”, diz Amaral.
Fontes:
Texto: revistapegn.globo.com
(Por Priscila Zuini)/Matéria Original:
http://revistapegn.globo.com/Franquias/noticia/2015/10/3-cuidados-que-voce-deve-ter-antes-de-assinar-o-contrato-de-franquias.html
Foto: Shutterstock
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]]>Para evitar frustrações, antes de fechar qualquer negócio, o interessado em se tornar um franqueado deve saber quais as opções de franquia se encaixam ao seu perfil pessoal e capacidade de investimento.
Cada franquia possui particularidades próprias e os riscos inerentes à atividade. Comprar uma franquia significa empreender o próprio negócio, assumir os riscos, definir metas e acompanhar seu cumprimento, enfrentar desafios pessoais e profissionais.
Mesmo com todo apoio do franqueador, a unidade aberta constitui um negócio “per se” e requer toda atenção, dedicação e muito trabalho. Aquele velho ditado “o gado só engorda aos olhos do dono” demonstra a verdadeira sabedoria popular.
Antes de ingressar num sistema de franchising, o interessado deve, inicialmente, esclarecer todas as suas dúvidas sobre o tipo de negócio, qualidades, problemas do setor, capacidade de geração de caixa, questões relacionadas à rede de franquias, necessidade de investimento, e ainda publicidade, suporte e assistência. Tudo isso muito bem detalhado em um budget de pelo menos dois anos.
Dessa forma, para a escolha da rede de franquias deve ser verificada a consolidação e credibilidade da franquia no mercado, sua estrutura e organização, bem como seu padrão de qualidade. Isso poderá ser verificado em visitas a unidades instaladas e também nas tratativas com a franqueadora.
Como todo negócio, a unidade franqueada precisará de investimentos, motivo pelo qual se deve ter certeza do montante inicial necessário para acomodar a aquisição da franquia, ponto comercial, instalações, decoração, equipamentos, estoque, equipe, além do capital de giro, custos fixos e retorno do investimento. Montar um fluxo de caixa com uma visão de curto e médio prazos é uma providência fundamental.
Não se deve assinar um contrato de franquia sem antes: ter acesso aos dados da franqueadora e de seus sócios; verificar os balanços e demonstrações financeiras da franqueadora de pelo menos os dois últimos exercícios; checar a existência de ações judiciais; conhecer a lista de franquias da rede; e ler atentamente a sempre importante Circular de Oferta de Franquia – COF.
Na COF vão estar detalhadas as regras principais da franquia e as obrigações do franqueado tais como: limites de território, preferência, exclusividade, não concorrência etc. É fundamental ler detalhadamente esse documento, “se ver” no negócio em seu dia a dia e avaliar se você se enquadra. Atenção: algumas franquias preveem o envolvimento direto do franqueado.
Finalmente, o interessado deverá analisar qual o tipo e o volume de investimento da franqueadora em publicidade, e o nível de suporte e assistência que ela oferece para a condução da franquia; se há serviços de orientação, treinamentos; manuais e apoio em campo.
Como todo negócio, o sucesso do franqueado depende do seu envolvimento direto no dia a dia da sua empresa, alinhar os seus valores com os da franquia, manter uma equipe de colaboradores capacitados e dedicados, investir no marketing local, compartilhar ideias e alternativas com a franqueadora. A parceria entre o franqueado e a franqueadora fortalece a troca de conhecimentos e relacionamento para garantir o sucesso da nova unidade.
Boa sorte!
Eduardo Camillo Pachikoski é sócio da PP&C Auditores Independentes.
Fontes:
Texto: EXAME.com
(Por Mariana Desidério, de EXAME.com) Matéria Original:
http://exame.abril.com.br/pme/noticias/os-documentos-que-voce-deve-ler-antes-de-entrar-na-franquia
Foto: Thinkstock
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