Com investimento de R$ 2 milhões, marQ Systems chega ao mercado com tecnologia de ponta 100% nacional e planos ambiciosos de expansão para outros territórios.
Nem o cenário atual de crise na economia brasileira conseguiu abalar o otimismo dos empreendedores Luciana Schavacini, Daniel Rosenfeld e Tiago Albino. Juntos, eles trazem ao mercado a marQ Systems, startup voltada para o desenvolvimento de dispositivos vestíveis de monitoramento.
A ideia de desenvolver uma série de soluções que tivessem peso e tamanho reduzidos, aliados a uma plataforma web e mobile intuitiva, surgiu há cerca de dois anos. Diante de situações envolvendo a segurança de suas famílias, Luciana e Daniel já haviam buscado no Brasil e exterior opções tecnológicas que contemplassem estes requisitos, mas sem sucesso. A percepção dessa lacuna de mercado fez com que decidissem unir forças e empreender.
De acordo com Daniel Rosenfeld, CEO da empresa, o plano de negócios da empresa foi bastante extenso, contemplando estudos de mercado em quatro continentes. “A empresa surgiu do nosso interesse pessoal comum, como consumidores, em tecnologias que pudessem servir de auxílio na localização e monitoramento de pessoas e animais. Porém, nossos estudos de mercado mostraram que não havia nenhum produto nos moldes desejado por nós”, conta.
Isso bastou para que percebessem que a ideia podia se tornar um negócio lucrativo. Passo seguinte, então, foi iniciar o desenvolvimento do protótipo. Para isso, Tiago Albino – com ampla experiência no segmento de TI – se uniu à dupla e passou a integrar como sócio do time da marQ Systems.
De acordo com a empresa, foram investidos um total de R$ 2 milhões para o desenvolvimento do primeiro dispositivo, o easepet, voltado para o monitoramento de cães e gatos. “Metade desse valor é oriundo de recursos próprios dos sócios, sendo o restante referente a aporte de capital realizado por investidor anjo”, explica Luciana, apaixonada por cães e gatos.
O fato de terem forte ligação com pets, no entanto, não foi decisivo para que o easepet fosse o dispositivo de estreia da marca no mercado. “Optamos por iniciar nossa linha de produtos com foco no segmento pet porque, apesar da crise, encontra-se em forte expansão e tem tendência de crescimento para os próximos anos”, comenta Daniel. Segundo a Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), só no ano passado os consumidores gastaram R$ 16,7 bilhões no país com produtos e serviços para os bichinhos e estimação. Além disso, de acordo com o IBGE o Brasil é a segunda maior nação em total de cães e gatos.

Produto permite ao dono do animal ter informações como localização e controle de desempenho físico do bichinho durante atividades físicas. (Foto: Divulgação)
Compacto
Para conquistar os consumidores, a empresa aposta não apenas na funcionalidade, mas também no design do produto. Medindo 4,6 centímetros, o equipamento pesa 25 gramas e pode ser acoplado com segurança à coleira do animal.
“Buscamos desenvolver o easepet considerando as especificações de formato e usabilidade para garantir conforto às ações diárias dos animais e funcionalidades que realmente importem para os donos”, afirma Daniel Rosenfeld.
De acordo com ele, o produto permite ao dono do animal ter informações como: dados de localização, controle de tempo e desempenho físico do bichinho durante atividades físicas e delimitação de perímetro seguro, tudo com acompanhamento via app ou pela internet. Com garantia permanente do fabricante, o aparelho é cedido em comodato para o cliente. A taxa de ativação é no valor de R$ 499,00 e mensalidades fixas entre R$ 39,00 e R$ 49,00, dependendo do plano de fidelidade escolhido.
Após a chegada do easepet ao mercado, que poderá ser adquirido via e-commerce e em redes varejistas, a empresa já tem no horizonte o lançamento de outros dois novos produtos e plataforma para humanos: o easekids, voltado ao monitoramento de crianças, e o easefamily, destinado a adultos e pessoas, com necessidades especiais. Os empreendedores planejam ainda conquistar espaço no mercado internacional, exportando suas soluções para os EUA e Europa ainda em 2016.
Fontes:
Texto: economia.ig.com.br
(Da Redação)
Foto: Divulgação
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