Segundo o educador financeiro Robinson Trovó, da Trovó Academy, para enriquecer, uma pessoa tem que gastar menos do que ganha, ter uma reserva de emergência e investir ao menos 10% de sua renda líquida todo mês em investimentos que pague juros acima da inflação.
A proporção ideal seria assim:
Exemplo: Se a pessoa ganha R$ 5.000 líquidos (já considerando todos os descontos da folha de pagamentos, por exemplo), ela deve reservar R$ 500 reais para investir, R$ 1.000 para reserva de emergência e R$ 3.500 para as despesas.
A técnica dos envelopes pode ajudar a pessoa a se organizar para manter essa proporção e, assim, conseguir executar seu planejamento financeiro.
O primeiro passo é simples: compre 10 envelopes em uma papelaria. A seguir, escreva, em cada um deles: carro, casa, saúde, educação, compras, supermercado, lazer, dívidas, reserva de emergência e investimentos.
Durante o primeiro mês, não serão usados os envelopes reserva de emergência e investimentos.
Na frente dos envelopes de despesas, escreva, a lápis, o quanto você acha que gasta por mês com cada um. Por exemplo: carro (R$ 300); casa (R$ 1.000).
Ao longo do mês, coloque todos os comprovantes de gastos (fatura ou recibo de compras) dentro do envelope adequado.
Ao final do primeiro mês, some tudo o que foi gasto com cada despesa e verifique se o resultado foi muito diferente. Anote o valor real dos gastos. Exemplo: carro (previsto: R$ 300 / realizado: R$ 600); casa (previsto: R$ 1.000 / realizado: R$ 1.100).
De acordo com Trovó, as pessoas costumam se espantar demais nesse primeiro momento. “Geralmente vai haver um ou dois envelopes cujo resultado será absurdamente diferente daquilo que a pessoa imaginou. Esse é o envelope inimigo, é em cima dele que tem de focar para reduzir os gastos. Carro e compras normalmente são os envelopes problemáticos”, diz.
No segundo mês o desafio aumenta. Como já tem uma ideia melhor do quanto gasta, escreva a soma correspondente ao gasto em cada envelope e distribua o dinheiro necessário para pagar as despesas dentro de cada um deles.
O objetivo é gastar somente o dinheiro que está dentro do envelope.
Separe 10% da renda líquida para o envelope Investimentos e aplique esse dinheiro em um investimento que esteja rendendo mais do que a inflação.
O que sobrar do dinheiro (o ideal é que seja 20% da renda líquida) deve ser guardado no envelope Reserva de Emergência. Esse valor deve ser aplicado em um investimento que permita o saque rápido do dinheiro.
Repita esse procedimento a cada mês até conseguir ajustar as contas à proporção ideal.
A reserva de emergência deve ser usada só em casos excepcionais, como problemas de saúde, desemprego ou algum gasto necessário, como conserto de uma geladeira. Não deve ser usada para cobrir o descontrole financeiro.
Se observar que o dinheiro da reserva de emergência é necessário para cobrir gastos todo mês, terá de reduzir os gastos fixos ou procurar novas fontes de renda.
Fontes:
Texto: economia.uol.com.br
(Por Sophia Camargo)
Foto: Getty Images/iStockphoto
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]]>A crise aperta o bolso de muitas famílias brasileiras, que estão sentindo a alta do preço de alimentos como o feijão e das contas. Com o dinheiro escasso, alternativas são imprescindíveis para contornar a situação. Mas como tudo tem seu lado bom, muitas pessoas aproveitam os tempos difíceis para começar a se educar financeiramente e economizar com supérfluos.
Especialistas dizem que o grande segredo para conseguir juntar dinheiro é tornar a prática um hábito. “Poupar é um hábito, fazer o controle dos gastos e da receita é um hábito. Tem que fazer sempre para se acostumar”, afirma Thiago Alvarez, presidente do GuiaBolso, em entrevista para o UOL.
O especialista listou nove dicas para quem quer ter mais dinheiro no bolso – ou no cofrinho:
1) Comece anotando tudo
Saiba exatamente quanto você ganha e quanto gasta, através de anotações, planilhas ou até mesmo com aplicativos. Assim, será possível ver onde o dinheiro está sendo gasto que poderá ser cortado.
2) Use a fórmula para limitar gastos
Use a fórmula 50-15-35 dividir os gastos. Funciona assim: 50% de tudo o que ganha vai para gastos essenciais: moradia, comida, saúde, transporte e educação. Depois, 15% vai para prioridades financeiras da família, mas o ideal é que este valor seja poupado. Por fim, 35% para manter estilo de vida: lazer, academia, cabeleireiro, restaurantes. Desta forma, todos os gastos que fujam muito deste valor devem ser cortados.
3) Renegocie dívidas
É essencial saber quais dívidas existem, os valores exatos de cada uma e traçar um plano para saudá-las. Alvarez afirma que uma pessoa pode ser considerada super endividada quando tem acima de 15% da renda comprometidos com dívidas de curto prazo, como cheque especial e cartão de crédito. Caso esteja com muitas dívidas, procure credores e renegocie os pagamentos. Mas atenção: só feche acordos que possa cumprir.
4) Crie uma reserva de emergência
É muito importante criar uma poupança para momentos de emergência. O ideal é poupar de 3 a 6 meses de salário (3 meses no caso de um funcionário público concursado, 6 meses para os demais trabalhadores). Este valor deve ficar guardado em uma aplicação fácil de ser sacada.
5) Cuidado com o cartão de crédito
Sempre que possível, faça as compras à vista. Use o cartão somente em situações necessárias e sempre pague a fatura em dia. Não use o rotativo e use somente para obter milhagens. “Mas não aconselho a pagar conta de água, luz, e outras despesas essenciais no cartão. Essas contas devem ser pagas de uma vez. O cartão serve para compras eventuais como lazer e estilo de vida”, diz Alvarez.
6) Pare de pegar empréstimos
Cheque especial não é parte da renda. Empréstimos devem ser feitos somente como último recurso e não devem se tornar um hábito mensal. Programe-se com antecedência para comprar algo ou fazer viagens e vá juntando dinheiro. O ideal é juntar primeiro e gastar depois, não gastar primeiro e depois pagar a conta.
7) Troque dívidas caras por outras mais baratas
Cheque especial e cartão de crédito são os créditos que mais têm juros no mercado. Ao invés destes créditos, adira ao empréstimo consignado ou empréstimo pessoal, que têm juros menores.
8) Poupe de 10% a 15% do salário
O ideal é poupar 15% do salário todo mês. Mas, para quem não está acostumado, começar com uma meta de 10% é suficiente – o importante é poupar, nem que pouco.
9) Pense na aposentadoria
Poupar para o futuro é importante e um bom planejamento financeiro possibilita que isso seja feito sem sacrifícios. Quanto mais cedo a pessoa começa a poupar para a aposentadoria, mais tempo terá de juntar um bom patrimônio sem que isso seja um grande sacrifício.
Fontes:
Texto: www.contabeis.com.br
(Por Notícias Ao Minuto)
Foto: Internet
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