O empreendedor que escolhe abrir uma franquia deve se enquadrar no modelo rígido da matriz e se adaptar ao novo negócio logo de cara. A AgilDoc (www.agildoc.com) quer mudar esse cenário: a startup, que ajuda empresas a digitalizar e organizar documentos e pretende virar franquia, vai lançar um crowdfunding para que os interessados em integrar a rede possam fazer doações e opinar sobre a formatação do modelo. A ideia é que as pessoas contribuam com sugestões e ganhem um test drive como franqueados.
Apostando em melhorar a relação franqueadora-unidades, Alex Moreira, idealizador da AgilDoc, quer atrair com a campanha empreendedores, clientes e investidores, além de arrecadar fundos para lançar a rede. “Nascemos para ser uma franquia e queremos formatá-la da forma mais democrática possível”, esclarece.
A empresa dará prêmios aos participantes com as sugestões mais interessantes. “Os que apresentarem uma ideia inovadora, que acrescente à nossa proposta, poderão ganhar viagens ou dispositivos eletrônicos, por exemplo”, diz o fundador. A contribuição mínima é de R$ 100.
Os interessados que contribuírem com R$ 1 mil ou mais ainda poderão escolher entre duas categorias de “pré-franqueados”, Afiliados ou Correspondentes, para fazer o test drive por um ano, além de ganharem o título de Patrocinador-Fundador. O primeiro grupo recebe comissão a cada indicação de cliente que contrate a AgiDoc; já o segundo, pode testar gratuitamente o sistema de intermediação de negócios da empresa, executando pedidos repassados pela matriz.
Lançado por meio da plataforma Kickante, o crowdfunding terá a duração de 60 dias e a meta é superar o recorde de R$ 1,2 milhão. Após a campanha, serão organizados encontros com os Afiliados e Correspondentes para discutir os resultados da pesquisa de opiniões, incluindo as sugestões apresentadas, e chegar a uma definição de formato para a franquia. “Após isso, já começaremos a comercializar unidades. Os ‘pré-franqueados’ terão prioridade, podendo escolher entre virar de fato um franqueado ou esperar terminar o período de teste”, explica Moreira.
Gestão documental de ponta a ponta
A AgilDoc nasceu em 2014, fruto de um desejo antigo de seu criador, que fez parte da primeira empresa de digitalização de documentos associada à ABF. O cliente assina um pacote, que inclui um scanner em comodato e a licença para usar o software de GED (Gestão Eletrônica de Documentos) desenvolvido pela empresa, que tem a função de escanear documentos pela web e recuperá-los de forma simples.
A digitalização dos arquivos fica por conta dos Correspondentes, que usam o scanner Kodak alaris, parceira AgilDoc, e o tratamento das imagens é função de sua equipe técnica. O material resultante do processo fica armazenado em nuvem, na plataforma Azure, da Microsoft, também parceira da empresa por meio do projeto BizSpark, que auxilia startups. O objetivo de Moreira é descentralizar a gestão documental no meio corporativo, fazendo com que as companhias deixem o trabalho a cargo de sua marca, focando em outras tarefas.
Na Feira do Empreendedor, que ocorre entre os dias 20 e 23 de fevereiro, em São Paulo, os fundadores estarão a postos para divulgar a campanha. “Queremos engajar os interessados em nossa proposta a construírem o futuro de sua própria franquia”, conclui.
Mais informações sobre o crowdfunding podem ser conferidas no link a seguir: http://agildoc.com/franquia/.
Sobre a AgilDoc
Startup de logística e digitalização distribuída de documentos. Oferece pacotes com ferramenta de digitalização, armazenamento e busca de documentos de variados tipos, voltados a PMEs e profissionais liberais. Lança em 2016 crowdfunding focado na prospecção de franqueados, que podem opinar sobre a formatação da franquia, a ser lançada depois da campanha. Foi fundada em 2014 por Alex Moreira, que participou da primeira empresa do ramo associada à ABF. www.agildoc.com. Tel: (31) 99127-7191.
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Fontes:
Texto: Press Works
(Da Redação)
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]]>São Paulo – Quando o negócio precisa de dinheiro, ir ao banco e pegar um empréstimo costuma ser a primeira alternativa dos empreendedores. Diante das altas taxas de juros desses financiamentos, procurar alternativas se torna um movimento necessário para quem quer abrir ou manter um empreendimento de forma mais sustentável.
Isso é especialmente importante durante uma época de contenção, em que as instituições financeiras pensam duas vezes antes de conceder um financiamento. “Se antes um projeto meia-boca passava, agora ele precisa ser bom para ser aprovado. A régua subiu”, afirma Gustavo Marques, gerente de acesso aos mercados e serviços financeiros do Sebrae de São Paulo.
Por isso, lembre-se: qualquer investimento no seu negócio pede um certo nível de maturidade empresarial. “A maior dificuldade é o empreendedor saber dizer em que área irá aplicar esse dinheiro. Essa falta de preparo dificulta a concessão de crédito”, alerta o consultor. “É preciso dar segurança na hora de negociar com um investidor. Para isso, procure ter três elementos: boa gestão, governança estruturada e demonstração financeira já auditada”, completa Rafael Mingone, sócio-diretor da consultoria em governança TMG Estratégia.
Para Mingone, mesmo se o empreendedor preferir continuar com os empréstimos bancários, essa apresentação o ajudará a negociar taxas de juros reduzidas. Uma opção também dentro dos bancos é procurar linhas de crédito voltadas para as PMEs, recomenda Marques.
Mas como escolher entre tantos tipos de investimento disponíveis, dos bancos aos acionistas? Primeiro, olhe para o estágio em que seu empreendimento se encontra. “No início, quando o risco é o maior possível, quem empresta são os amigos e a família. À medida que a empresa vai se consolidando, começam a surgir opções”, explica Bento Costa, docente do Ibmec do Distrito Federal.
O professor ressalta também que é necessário estar regularizado para ter acesso aos financiamentos, especialmente os de órgãos públicos. Viver na informalidade e perder essas oportunidades é um erro que pode acabar com as contas do seu negócio.
Veja, a seguir, como funcionam cinco alternativas de investimentos para empreendedores:
1. Investimento-anjo
Os investidores-anjo geralmente procuram as startups que ainda estão em estágio inicial. Eles, como pessoa física, investem seu próprio capital no empreendimento. Porém, o diferencial desse aporte é a contribuição intelectual do investidor.
“Não é só uma questão de investimento financeiro, e sim de haver um processo de colaboração junto ao negócio. O investidor empresta toda sua experiência, e aumenta a possibilidade de a empresa se desenvolver”, explica Camila Farani, do Mulheres Investidoras Anjo (MIA).
Esse parceiro empresarial pode tanto chegar imediatamente com uma participação acionária na empresa quanto negociar com o empreendedor uma entrada futura no negócio, por meio de uma dívida conversível.
2. Crowdfunding
Por meio do crowdfunding, um negócio pode criar uma página na internet apresentando a empresa e atrair doadores. Em troca, o negócio pode oferecer condições especiais e brindes aos contribuintes. Para Greg Kelly, sócio-fundador da plataforma de equity crowdfunding EqSeed, esse tipo de investimento é voltado para empresas em estágio mais inicial, que estão procurando testar seu produto ou conseguir uma divulgação maior do projeto.
3. Equity crowdfunding
Quando sua empresa já tem um mínimo produto viável (o chamado MVP), está inserida no mercado e busca crescimento, uma opção para captar investimentos é o equity crowdfunding. A forma de campanha é parecida com a de um crowdfunding usual, mas os investidores recebem mais do que brindes: uma participação societária correspondente ao valor investido. “Em um banco, o empreendedor pega um empréstimo e paga juros todo mês. No equity, não há juros e todo o valor é reinvestido no crescimento da empresa”, afirma Kelly, que também é diretor da Associação Brasileira de Equity Crowdfunding.
No momento, explica, as plataformas que trabalham com esse tipo de investimento estão aproveitando uma exceção da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que permite ofertas para sociedades limitadas e com faturamento até 3,6 milhões de reais no ano. “Na EqSeed, temos que pedir a autorização da CVM antes de publicar qualquer oferta. O órgão irá publicar até o fim do ano uma consulta sobre o assunto e a regulamentação específica sairá no ano que vem”, explica.
4. Venture Capital e Private Equity
Quando a empresa já saiu do plano das ideias e está operando, é possível receber aportes de fundos de investimento. Nessas organizações, empresários investem em uma gestora de capitais, que irá aportar em diversos negócios (como a sua empresa).
Esse é um tipo de investidor mais passivo do que o anjo, afirma Camila. Ele é mais preocupado com o retorno financeiro e costuma estar mais distanciado da operação do que um anjo, já que as operações estão na mão da gestora de capitais. Ao mesmo tempo, o valor do investimento é bem maior.
Os dois principais tipos de fundos de investimento são o Venture Capital e o Private Equity. Bento Costa, docente no Ibmec, afirma que não há diferença jurídica entre eles. Mas o Venture Capital procura empresas em estágio mais inicial e, portanto, com maior risco e retorno. À medida que a avaliação da empresa é mais positiva e o risco é reduzido, os fundos de Private Equity passam a ter interesse. Mingone ressalta também que a governança corporativa dessas empresas vai ficando mais profunda na transição entre o investimento de um Venture Capital para o de um Private Equity.
5. Mercado de ações
Abrir uma oferta inicial pública de ações (IPO) não é apenas para grandes empresas. “Há na Bolsa níveis que incorporam as pequenas e médias empresas. Isso depende do tamanho do seu faturamento”, explica Mingone. O consultor cita a Bovespa Mais, segmento da BM&FBovespa voltado para PMEs que querem entrar gradualmente no mercado de ações.
Porém, momentos de recessão e incerteza não costumam ser boas épocas para abrir capital, afirma Costa. Isso porque a série de notícias ruins para o mercado pode fazer com que o valor da sua ação seja afetado. “Há várias empresas que estão esperando esse momento passar para abrir seu capital”, diz o docente.
Fontes:
Texto: EXAME.com
(Por Mariana Fonseca, de EXAME.com) Matéria Original:
http://exame.abril.com.br/pme/noticias/5-formas-de-fugir-do-dinheiro-emprestado-ao-abrir-um-negocio
Foto: Rawpixel Ltd/Thinkstock
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