Já que a boa gestão das suas finanças e da contabilidade é assunto de primeira importância aqui na Endeavor, não poderíamos deixar de falar sobre algo que é fundamental a esse respeito: a Demonstração de Resultados do Exercício, ou DRE.
Do que se trata, exatamente?
A DRE é um indicativo relativo cujo objetivo é evidenciar a formação do resultado líquido em um exercício específico. Isso acontece por meio do confronto entre as receitas, os custos e as despesas, que devem ser apuradas de acordo com o princípio contábil do regime de competência.
EM OUTRAS PALAVRAS, ESTE RELATÓRIO – QUE DEVE SER ELABORADO EM CONJUNTO COM O BALANÇO PATRIMONIAL – DESCREVE AS OPERAÇÕES FINANCEIRAS REALIZADAS POR UMA EMPRESA DURANTE UM DETERMINADO PERÍODO.
É por meio da demonstração do resultado do exercício que você, gestor, obtém uma síntese financeira dos resultados operacionais e não operacionais de sua empresa em um certo período. E embora as DREs sejam elaboradas anualmente para fins legais de divulgação, no geral são desenvolvidas mensalmente para fins administrativos, e trimestralmente para fins fiscais.
Para que serve a DRE?
A principal função é fornecer ao gestor um panorama detalhado das operações de sua empresa, orientando tomada de decisão e possíveis modificações.
Além disso, a DRE é um instrumento de enorme utilidade para investidores, bancos financiados e governo, já que apresenta a real situação financeira de uma empresa.
Ou seja, entre outros instrumentos, é por meio da DRE que um potencial investidor poderá conhecer os números do seu negócio, de modo a avaliar se realiza ou não o aporte. Afinal, dez entre dez especialistas consideram a DRE extremamente relevante para avaliar o desempenho de uma administração, bem como a eficiência dos gestores em obter resultados positivos – ou seja,o lucro.
O que deve constar na DRE?
Opa, bem lembrado: no Brasil, a DRE é obrigatória por lei. E conforme a legislação do país (Lei nº 6.404, de15 de dezembro de 1976, Lei das Sociedades por Ações), qualquer empresa deverá discriminar, em sua Demonstração, o seguinte:
_a receita bruta das vendas e serviços, as devoluções das vendas, os abatimentos e os impostos;
_a receita líquida das vendas e serviços;
_o custo das mercadorias vendidas e o lucro bruto;
_as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
_o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais; o resultado do exercício antes do Imposto de Renda e a provisão para tal imposto;
_as participações de debêntures, empregados, administradores, partes beneficiárias e as contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados;
_o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.
Como posso realizar uma DRE?
De acordo com este artigo do blog ContaAzul, a DRE costuma ser estruturada da seguinte maneira:
FATURAMENTO BRUTO
(venda de produtos, no caso de empresa industrial)
(-) IPI (imposto por fora)
= RECEITA de VENDAS BRUTA (vendas de mercadorias ou prestação de serviços)
(-) Impostos e Contribuições Incidentes sobre Mercadorias e Serviços (ISS, ICMS, PIS/COFINS)
(-) Descontos INCONDICIONAIS concedidos
(-) Devoluções de vendas
(+) Reversão dos impostos sobre devoluções de vendas
(-) Abatimentos sobre vendas (sem reversão dos impostos sobre a parte abatida)
= RECEITA DE VENDAS LÍQUIDA
(-) Custo dos produtos vendidos (CPV: inclui frete/seguros sobre compras de insumos etc)
(-) Custo das mercadorias vendidas (CMV: inclui frete/seguros sobre compras de mercadorias etc)
(-) Custo dos serviços prestados(CSP)
= RESULTADO OPERACIONAL BRUTO
(-) Despesas comerciais (inclui publicidade e propaganda, depreciação de veículos de vendas/entregas, fretes/seguros sobre vendas, salários de vendedores, despesa de provisão para devedores duvidosos, entre outros)
(-) Despesas gerais e administrativas (inclui impostos e aluguéis sobre prédios administrativos, depreciações em geral, salários de executivos, honorários de diretoria e outros)
(-) Outras despesas operacionais (inclui despesas de equivalência patrimonial, despesas de ajuste ao valor de mercado etc)
(+) Outras receitas operacionais (inclui receitas de equivalência patrimonial, receitas de ajuste ao valor de mercado, aluguéis ativos, reversão de provisão para devedores duvidosos e demais relacionados)
(-) Despesas financeiras (inclui IOF, variações monetárias passivas, descontos condicionais concedidos etc)
(+) Receitas financeiras (inclui variações monetárias ativas, descontos condicionais obtidos)
(-) Outras despesas (inclui, por exemplo, custo de venda de ativo imobilizado)
(+) Outras receitas (inclui, por exemplo, receita de venda de ativo imobilizado)
(=) RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO
(-) Despesa com provisão de imposto de renda
(-) Despesa com provisão de contribuição social sobre o lucro líquido
(=) RESULTADO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES (as participações abaixo devem ser calculadas rigorosamente nesta ordem, sendo que para o cálculo da próxima deve ser abatido o valor da participação anteriormente calculada)
Importante: a base de cálculo das participações deve ser obtida a partir do seguinte cálculo: RESULTADO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES – PREJUÍZO ACUMULADO DE EXERCÍCIOS ANTERIORES.
(-) Debêntures (dedutível do Imposto de Renda)
(-) Empregados (dedutível do Imposto de Renda)
(-) Administradores
(-) Partes Beneficiárias
(-) Fundos de Assistência e Previdência para Empregados
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (DRE)
Em suma, a DRE, assim como outras demonstrações contábeis, é um procedimento de capital importância para avaliar a saúde financeira da sua empresa. Por se tratar de um relatório um tanto detalhado, a Demonstração de Resultados do Exercício fornece a você, empreendedor, importantes elementos que são fundamentais para a sua tomada de decisão. Por isso, quanto antes você conhecer e utilizar bem este instrumento, melhor.
Fontes:
Texto: endeavor.org.br
(Da Redação)
Foto: Divulgação
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]]>Com uma época marcada por escândalos políticos e pela maior recessão econômica desde a década de 80, de um período para cá, outro problema voltou a assombrar os brasileiros: a inflação.
A alta dos preços não prejudica apenas o poder de compra do consumidor, mas também os lucros das empresas, pois os sindicatos exigem reposição inflacionária para os funcionários, os fornecedores também repassam os reajustes inflacionários para o empresário, e, muitas vezes, a pequena e a média empresa não conseguem repassar esses custos para os clientes finais.
Diante desse cenário, precisamos analisar se realmente nossa empresa obteve um lucro real, crescimento acima da inflação no ano de 2015, ou, simplesmente, um prejuízo disfarçado de lucro.
Saber se o empreendimento agregou valor econômico no decorrer do ano é vital para o sucesso da empresa. Muitos negócios começam a enfrentar dificuldades financeiras e não conseguem enxergar que esses problemas foram desencadeados por anos sem ter um crescimento acima da inflação.
Saiba como calcular
Para efetuarmos esse cálculo, é bem simples. Basta seguir a equação abaixo:

Agora, que já conhecemos a fórmula, vamos ver como fica esse cálculo com valores:

No exemplo acima, a empresa obteve uma rentabilidade sobre o ativo de 20%. Descontando a inflação do período, a organização obteve um retorno acima da inflação de 9,50%.
Com essa taxa de rentabilidade, a empresa terá recursos de sobra para suportar os repasses inflacionários dos sindicatos e fornecedores e, ainda, terá dinheiro para investir na expansão do negócio.
Nesse cálculo, analisamos a rentabilidade sobre o Ativo total da empresa, pois o ativo é a soma de todos os bens e direitos da empresa, sendo assim, todo dinheiro investido em seu negócio está alocado no Ativo. Seja em carros, construções, aplicações financeiras e entre outros.
É importante que as empresas sempre busquem manter uma taxa de retorno acima da inflação, pois, caso isso não ocorra, em médio prazo, os danos ao patrimônio da empresa podem ser irreversíveis.
Como conseguir essas informações?
Conseguir os dados para efetuar esse cálculo é bem simples.
Basta entrar em contato com o contador da sua empresa, ou com o escritório de contabilidade que lhe presta serviços, e pedir para que eles lhe enviem dois relatórios contábeis chamados de Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício, referentes ao ano de 2015.
Agora, para saber qual a inflação de 2015, é necessário entrar em sites, como o do Banco Central, do governo federal, onde esses dados são divulgados.
O índice inflacionário utilizado no nosso exemplo foi o IPCA (Índice nacional de preços ao consumidor amplo).
Esse índice calcula a inflação das famílias que ganham de 1 a 40 salários mínimos e vivem em áreas urbanas. Mas, é claro, que, se esse índice não estiver adequado para a realidade de sua empresa, você pode utilizar o que melhor se adequar.
Para saber o índice do IPCA clique aqui.
Fontes:
Texto: www.contabeis.com.br
(Por Netspeed)
Foto: Internet
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