Com isso, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua mostrou que a taxa de desemprego permaneceu na máxima da série histórica iniciada em 2012, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A deterioração do mercado de trabalho fica clara na comparação com o mesmo trimestre de 2015, quando o desemprego havia sido de 8,1 por cento.
“Houve perdas significativas no mercado de trabalho principalmente em relação ao trimestre encerrado em maio do ano passado. O mercado mostra perdas que estão ligadas ao ambiente econômico”, destacou o coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo.
O resultado do trimestre até maio foi melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters de que a taxa subisse a 11,4 por cento na mediana das projeções.
A Pnad Contínua mostrou que o total de desempregados no período chegou a 11,44 milhões, recorde da série e alta de 40,3 por cento sobre um ano antes, ou 3,284 milhões de pessoas a mais em busca de um emprego. Nos três meses até abril, eram 11,411 milhões de desempregados.
A população ocupada teve queda de 1,4 por cento na comparação com o mesmo período de 2015, o que significa 1,255 milhão de pessoas a menos em relação ao ano passado.
Sobre o rendimento médio da população ocupada, a Pnad Contínua mostrou que no trimestre até maio houve queda de 2,7 por cento sobre o mesmo período de 2015, para 1.982 reais.
Dados do Ministério do Trabalho já haviam mostrado a fragilidade do mercado de trabalho no Brasil em maio, ao apontar que nos cinco primeiros meses do ano foram registradas 448.101 demissões líquidas, recorde histórico para a série iniciada em 2002, após o fechamento de 72.615 vagas formais de trabalho somente no mês passado.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira)
Foto: Divulgação
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]]>Pela primeira vez no ano, a taxa medida pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) parou de subir, mas ainda assim é a maior para setembro desde 2009, quando foi de 7,7 por cento.

(Foto: Divulgação)
A expectativa em pesquisa da Reuters era de que a taxa subisse a 7,8 por cento.
O cenário recessivo, aliado à inflação elevada, tem pesado sobre o mercado de trabalho. Além disso, a forte crise política também mina a confiança de empresários e consumidores.
Segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, a população desocupada –que inclui as pessoas à procura de uma posição nas seis regiões metropolitanas analisadas– teve queda de 0,2 por cento no mês passado na comparação com o mês anterior, mas saltou 56,6 por cento sobre um ano antes, atingindo 1,853 milhão de pessoas.
“As pessoas estão descrentes de que vão arrumar um emprego efetivamente, e saem da pesquisa. Estão fazendo bicos, estudando para alguma especialização e isso é normal nesse período de crise”, disse o economista-chefe da Austin Rating Alex Agostini.
A população ocupada recuou 0,2 por cento sobre agosto e 1,8 por cento ante o mesmo mês do ano passado, chegando a 22,683 milhões de pessoas.
Segundo Agostini, a tendência sazonal de criação de vagas no fim do ano teve acontecer num padrão bem abaixo da média histórica, e a tendência é que a taxa de desemprego caia até o fim do ano. “Mas isso não significa que está bom. Existe falta de perspectiva de conseguir emprego”, disse ele, para quem a taxa fechará este ano em 7 por cento.
O IBGE mostrou ainda que a renda média da população recuou 0,8 por cento em setembro, para 2.179,80 reais mensais, enquanto na comparação anual houve recuo de 4,3 por cento.
No trimestre encerrado em julho, o desemprego no Brasil subiu a 8,6 por cento, renovando o nível mais alto da série histórica iniciada da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua iniciada em 2012, que engloba todas as regiões do país. A PME, que deixará de existir no início de 2016, abrange apenas seis regiões metropolitanas.
Na pesquisa Focus do Banco Central junto a uma centena de economistas, a expectativa é de que a economia irá contrair 3 por cento este ano e 1,22 por cento em 2016.
(Edição de Alexandre Caverni e Patrícia Duarte)
Fontes:
Texto: br.reuters.com
(Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira)/Matéria Original:
http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKCN0SG1H820151022?sp=true
Foto: Internet
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