A DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) tem como principal objetivo demonstrar a formação do Resultado Líquido do Exercício, confrontando as receitas, despesas e custos apurados de acordo com o regime de competência. A DRE tem a seguinte sequência de cálculos, que a cada etapa podem-se calcular alguns de seus principais integrantes.
O resultado será a Receita Líquida de Vendas/Serviços.
O resultado será o Lucro (ou Prejuízo) Operacional Líquido.
» Deduzir AS PARTICIPAÇÕES DE DEBENTURISTAS;
» Deduzir AS PARTICIPAÇÕES DE EMPREGADOS;
» Deduzir AS PARTICIPAÇÕES DE ADMINISTRADORES;
» Deduzir AS PARTICIPAÇÕES DE PARTES BENEFICIÁRIAS.
O resultado será o Lucro (ou Prejuízo)Líquido do Exercício.
Observações:
» Abatimentos não são dedutíveis dos Tributos sobre venda/serviços;
» Tributos sobre venda/serviços são MS, ISS, PIS, COFINS;
» PIS/COFINS sobre a Receita Bruta é dedutível, sobre as demais receitas não será dedutível e sim uma Despesa Operacional;
» A CSLL, quando apurada pelo Lucro Real, deve ser calculada antes da Provisão para o Imposto de Renda e depois das Participações;
» Lucro Real é ajustado pelas adições, exclusões e compensações;
» Lucro Presumido: quem se enquadra neste tipo de aferição não precisa fazer Escrituração Contábil, Livros Diário e Razão, mas precisa fazer Registro de Inventário e Livro Caixa;
» O Prejuízo Acumulado deve ser deduzido da base de cálculo das participações.
Matéria: Ok Concursos
Fontes:
Texto: www.jornalcontabil.com.br
(Da Redação)
Foto: Divulgação
Quer publicar um release em nosso portal? Entre em CONTATO.
]]>Sendo assim, por mais que muitos tentem desviar dessa disciplina, a Contabilidade possui ferramentas de suma importância para que o comerciante (ou qualquer outro tipo de empresário) consiga gerir seu negócio de forma mais uniforme e tranquila. Uma dessas ferramentas é a Demonstração de Resultado do Exercício, ou simplesmente DRE, infelizmente pouco utilizada pelos comerciantes e sendo muitas vezes confundida com o próprio fluxo de caixa da empresa.
Segundo Santos e Veiga (2014) a DRE é considerada uma demonstração Contábil, que se destina a evidenciar a formação do resultado final do exercício em questão, geralmente com a apuração do lucro, por meio da demonstração vertical, confrontando as receitas, custos e despesas consolidadas, obedecendo sempre ao regime de competência, ou seja, a venda, custo ou despesa computada deverá ser lançada conforme o dia em que de fato ocorreu, e não pelo dia de seu pagamento ou recebimento. Exemplo: No regime de competência, se o comércio em questão realizar uma venda de R$ 500,00 no dia 05/03 e receber por essa venda apenas no dia 05/04, a venda (receita operacional) deverá ser computada no dia 05/03 (dia de sua ocorrência), sendo que no dia 05/04 (recebimento da venda) será lançado o valor de R$ 500,00 para fins de fluxo de caixa, pois a venda em si já foi concretizada no dia 05/03. Dessa forma, o empresário conseguirá enxergar realmente quais foram suas vendas realizadas em certo período, separando suas receitas, custos e despesas conforme a operação e não conforme as entradas e saídas de moeda corrente no fluxo de caixa.
Vale ressaltar que o fluxo de caixa é muito importante para qualquer organização, sendo indispensável seu gerenciamento diário. Porém, se for dada a interpretação errônea para os acontecimentos no fluxo de caixa, o empresário pode acabar chegando a uma conclusão errada de sua movimentação financeira. É nesse momento que a DRE é indispensável: Caso a empresa possua uma DRE mensal, por exemplo, conseguirá enxergar se a falta de caixa é devido à baixa nas vendas, aumento de despesas, aumento de custos, etc. Muitas vezes o caixa da empresa está baixo e o empresário já se precipita nas conclusões, pensando que a empresa está fechando com prejuízos, quando na verdade a empresa está obtendo altos lucros. Lucros esses que só serão vistos caso a empresa possua uma DRE.
Mas, então, se a DRE apresenta um bom lucro, e meu caixa está baixo, qual o problema da minha empresa? Nesse caso, caberá à empresa verificar o Balanço Patrimonial e ver como estão alocados os ativos (bens e direitos) da organização. O caso mais provável, neste exemplo, seria de que o lucro acumulado da empresa está nos estoques e (ou) nas contas a receber de clientes (vendas a prazo). Ou até mesmo investidos no ativo imobilizado da empresa (máquinas, equipamentos, etc).
Em empresas comerciais, devido ao alto fluxo de estoques e variedades, (um mercado, por exemplo) achar o custo de cada produto e administrar as vendas dos mesmos de forma correta para se realizar uma DRE acaba se tornando um grande desafio, fazendo com que a maioria dos comerciantes opte por apenas utilizar o fluxo de caixa como forma de administração financeira. Realmente realizar tudo de forma manual se torna inviável, sendo assim, necessário o auxílio de um sistema de informação adequado que fará toda a gestão necessária para sua Contabilidade Gerencial. Apesar de a aquisição do software ser uma despesa a mais para a organização, dificilmente o empreendedor conseguirá encontrar os gargalos financeiros e operacionais de sua organização sem “investir” em um sistema que faça o serviço mais “pesado”. Optando apenas pelo fluxo de caixa, o comerciante sofrerá com a apuração de custos, com qual é a verdadeira margem de lucro sobre cada item ou até mesmo sofrer em apurar o faturamento da organização.
Para Santos e Veiga (2014) a DRE possui uma grande relevância gerencial e administrativa, pois demonstra com muita clareza a estrutura de todas as atividades envolvendo receitas, custos e despesas, além de mostrar o peso dos tributos incidentes sobre as vendas. Através da análise vertical é possível notar qual é a verdadeira porcentagem, por exemplo, que os custos consomem de sua venda, conseguindo desta forma analisar mensalmente (análise horizontal) se há um aumento ou diminuição desses custos perante suas vendas.
Sendo assim, segue um modelo da Demonstração de Resultado do Exercício, com suas principais contas e suas respectivas características.
Tabela 1. Distribuição e explicação sobre as contas da DRE [1]
Modelo da DRE
Análise das Contas
RECEITA OPERACIONAL BRUTA (=) (ROB)
Valor das vendas de bens, à vista ou a prazo.
Deduções da receita bruta (-)
São os tributos, descontos dados e devoluções de vendas.
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (=) (ROL)
É a diferença entre a ROB e as deduções.
Custos das mercadorias vendidas (-)
São os gastos com os produtos comprados para revendas no comércio.
LUCRO BRUTO (=)
É a diferença entre a ROL e os custos acima analisados.
Despesas Operacionais (-)
Despesas ocorridas necessárias para o desenvolvimento da atividade.
Despesas com vendas (-)
Gastos com telefones, energia elétrica, comissões, marketing, etc.
Despesas gerais e administrativas (-)
Gastos com salários administrativos, pró-labore, matérias de escritório, etc.
Outras receitas operacionais (+)
Proveniente de vendas de sucatas, lucro de participações em outras sociedades, etc.
Outras despesas operacionais (-)
Dividendos, amortizações, multas fiscais, IPVA, IPTU, etc.
LUCRO OPERACIONAL (=)
É a diferença entre o lucro bruto e as despesas operacionais.
Despesas financeiras (-)
São os juros, encargos e tarifas arcadas pela empresa.
Receitas Financeiras (+)
São os rendimentos obtidos pela empresa através de aplicações financeiras.
LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA (LAIR) (=)
É diferença entre o lucro operacional e as despesas financeiras, somada às receitas financeiras.
Provisão para o Imposto de Renda e Contribuição Social (-)
Determinado por alíquotas específicas de cada regime de apuração.
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (=)
Constitui o resultado final, que será integrado ao Balanço Patrimonial – Lucro ou Prejuízo.
[1] Tabela extraída de SILVA, Cleber Fernando Alves. A importância da Contabilidade Gerencial para as micro e pequenas empresas. Itápolis,2015,p.33.
Sendo assim, vale lembrar que todos os recursos da Contabilidade, desde que bem interpretados e utilizados da forma correta, são válidos para uma boa administração, principalmente para as empresas comerciais que muitas vezes sofrem em administrar financeiramente seus altos fluxos de produtos variados.
A DRE pode muitas vezes, segundo Sá (2008), salvar uma organização de prejuízos futuros quando bem analisada juntamente com outras demonstrações contábeis e financeiras como, por exemplo, fluxo de caixa; balanço patrimonial; planejamentos e orçamentos financeiros; índices econômico-financeiros, etc. Quando se tem um histórico longo de todas as DRE´s da organização, fica fácil se planejar para ao futuro, comparar épocas, índices, vendas e despesas sazonais e, dessa forma, traçar um caminho mais uniforme para a empresa nos próximos meses, prevendo e até mesmo diminuindo os riscos financeiros da organização.
Em um mercado onde a concorrência é cada vez maior e os clientes são cada vez mais seletivos e exigentes, obter mais conhecimento e formas de “driblar” os pontos negativos que podem afetar sua empresa é um grande passo dado para se atingir os objetivos empresariais e, dessa forma, crescer financeiramente de forma limpa e segura. Conhecer as finanças da empresa superficialmente não ajudará a organização a notar o que realmente deve ou não ser mudado. Quanto mais o empresário se aprofundar no setor Contábil-Financeiro de sua empresa, mais fácil será para agir em uma eventual crise ou em uma importante tomada de decisão.
Fontes:
Texto: www.jornalcontabil.com.br
(Da Redação)
Foto: Divulgação
Quer publicar um release em nosso portal? Entre em CONTATO.
]]>Já que a boa gestão das suas finanças e da contabilidade é assunto de primeira importância aqui na Endeavor, não poderíamos deixar de falar sobre algo que é fundamental a esse respeito: a Demonstração de Resultados do Exercício, ou DRE.
Do que se trata, exatamente?
A DRE é um indicativo relativo cujo objetivo é evidenciar a formação do resultado líquido em um exercício específico. Isso acontece por meio do confronto entre as receitas, os custos e as despesas, que devem ser apuradas de acordo com o princípio contábil do regime de competência.
EM OUTRAS PALAVRAS, ESTE RELATÓRIO – QUE DEVE SER ELABORADO EM CONJUNTO COM O BALANÇO PATRIMONIAL – DESCREVE AS OPERAÇÕES FINANCEIRAS REALIZADAS POR UMA EMPRESA DURANTE UM DETERMINADO PERÍODO.
É por meio da demonstração do resultado do exercício que você, gestor, obtém uma síntese financeira dos resultados operacionais e não operacionais de sua empresa em um certo período. E embora as DREs sejam elaboradas anualmente para fins legais de divulgação, no geral são desenvolvidas mensalmente para fins administrativos, e trimestralmente para fins fiscais.
Para que serve a DRE?
A principal função é fornecer ao gestor um panorama detalhado das operações de sua empresa, orientando tomada de decisão e possíveis modificações.
Além disso, a DRE é um instrumento de enorme utilidade para investidores, bancos financiados e governo, já que apresenta a real situação financeira de uma empresa.
Ou seja, entre outros instrumentos, é por meio da DRE que um potencial investidor poderá conhecer os números do seu negócio, de modo a avaliar se realiza ou não o aporte. Afinal, dez entre dez especialistas consideram a DRE extremamente relevante para avaliar o desempenho de uma administração, bem como a eficiência dos gestores em obter resultados positivos – ou seja,o lucro.
O que deve constar na DRE?
Opa, bem lembrado: no Brasil, a DRE é obrigatória por lei. E conforme a legislação do país (Lei nº 6.404, de15 de dezembro de 1976, Lei das Sociedades por Ações), qualquer empresa deverá discriminar, em sua Demonstração, o seguinte:
_a receita bruta das vendas e serviços, as devoluções das vendas, os abatimentos e os impostos;
_a receita líquida das vendas e serviços;
_o custo das mercadorias vendidas e o lucro bruto;
_as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
_o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais; o resultado do exercício antes do Imposto de Renda e a provisão para tal imposto;
_as participações de debêntures, empregados, administradores, partes beneficiárias e as contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados;
_o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.
Como posso realizar uma DRE?
De acordo com este artigo do blog ContaAzul, a DRE costuma ser estruturada da seguinte maneira:
FATURAMENTO BRUTO
(venda de produtos, no caso de empresa industrial)
(-) IPI (imposto por fora)
= RECEITA de VENDAS BRUTA (vendas de mercadorias ou prestação de serviços)
(-) Impostos e Contribuições Incidentes sobre Mercadorias e Serviços (ISS, ICMS, PIS/COFINS)
(-) Descontos INCONDICIONAIS concedidos
(-) Devoluções de vendas
(+) Reversão dos impostos sobre devoluções de vendas
(-) Abatimentos sobre vendas (sem reversão dos impostos sobre a parte abatida)
= RECEITA DE VENDAS LÍQUIDA
(-) Custo dos produtos vendidos (CPV: inclui frete/seguros sobre compras de insumos etc)
(-) Custo das mercadorias vendidas (CMV: inclui frete/seguros sobre compras de mercadorias etc)
(-) Custo dos serviços prestados(CSP)
= RESULTADO OPERACIONAL BRUTO
(-) Despesas comerciais (inclui publicidade e propaganda, depreciação de veículos de vendas/entregas, fretes/seguros sobre vendas, salários de vendedores, despesa de provisão para devedores duvidosos, entre outros)
(-) Despesas gerais e administrativas (inclui impostos e aluguéis sobre prédios administrativos, depreciações em geral, salários de executivos, honorários de diretoria e outros)
(-) Outras despesas operacionais (inclui despesas de equivalência patrimonial, despesas de ajuste ao valor de mercado etc)
(+) Outras receitas operacionais (inclui receitas de equivalência patrimonial, receitas de ajuste ao valor de mercado, aluguéis ativos, reversão de provisão para devedores duvidosos e demais relacionados)
(-) Despesas financeiras (inclui IOF, variações monetárias passivas, descontos condicionais concedidos etc)
(+) Receitas financeiras (inclui variações monetárias ativas, descontos condicionais obtidos)
(-) Outras despesas (inclui, por exemplo, custo de venda de ativo imobilizado)
(+) Outras receitas (inclui, por exemplo, receita de venda de ativo imobilizado)
(=) RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO
(-) Despesa com provisão de imposto de renda
(-) Despesa com provisão de contribuição social sobre o lucro líquido
(=) RESULTADO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES (as participações abaixo devem ser calculadas rigorosamente nesta ordem, sendo que para o cálculo da próxima deve ser abatido o valor da participação anteriormente calculada)
Importante: a base de cálculo das participações deve ser obtida a partir do seguinte cálculo: RESULTADO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES – PREJUÍZO ACUMULADO DE EXERCÍCIOS ANTERIORES.
(-) Debêntures (dedutível do Imposto de Renda)
(-) Empregados (dedutível do Imposto de Renda)
(-) Administradores
(-) Partes Beneficiárias
(-) Fundos de Assistência e Previdência para Empregados
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (DRE)
Em suma, a DRE, assim como outras demonstrações contábeis, é um procedimento de capital importância para avaliar a saúde financeira da sua empresa. Por se tratar de um relatório um tanto detalhado, a Demonstração de Resultados do Exercício fornece a você, empreendedor, importantes elementos que são fundamentais para a sua tomada de decisão. Por isso, quanto antes você conhecer e utilizar bem este instrumento, melhor.
Fontes:
Texto: endeavor.org.br
(Da Redação)
Foto: Divulgação
Quer publicar um release em nosso portal? Entre em CONTATO.
]]>