Entender alguns conceitos básicos de contabilidade pode ser essencial para agilizar o processo de tomada de decisões em seu negócio. Por mais que uma pessoa especializada dê conta com tranquilidade de certas tarefas, isso não significa que não ter nenhum conhecimento sobre o assunto seja aceitável. Assim, saber o que é DRE, o que é balanço e o que é lucro são itens que devem ter uma resposta imediata em seu vocabulário.
Nesse artigo, vamos trazer alguns conceitos que podem até soar básicos demais para profissionais de contabilidade, mas que sempre podem pegar desprevenidos gestores e empresários. Por isso, nada melhor também do que ter sempre à mão um material de consulta para sanar as suas dúvidas sobre esses temas.
DRE é uma sigla para Demonstração do Resultado do Exercício e pode ser considerado um dos documentos mais importantes a serem gerados pelos contadores. A Demonstração do Resultado do Exercício é um relatório contábil elaborado em conjunto com o balanço patrimonial e descreve as operações financeiras realizadas pela empresa em um determinado período, formando o seu resultado líquido: o lucro ou prejuízo resultante de suas operações.
Segundo a legislação brasileira, a DRE, assim como todos os registros contábeis empresariais (salvo raras exceções), deve ser elaborada obedecendo ao princípio do Regime de Competência, de modo que as receitas e as despesas sejam lançadas no período que aconteceram, e não somente quando recebidas ou pagas.
Seu objetivo é demonstrar a composição do resultado líquido em um exercício ou em determinado período de interesse da empresa, valendo-se do confronto das receitas, despesas e resultados apurados. Dessa forma, ela gera informações de impacto para tomada de decisão. Portanto, é ferramenta essencial para avaliação do desempenho da empresa e da eficiência de seus gestores em gerar lucro.
Já o balanço é um instrumento contábil que reflete a situação econômico-financeira da empresa. É nesse documento que são evidenciados os pontos fortes e os pontos fracos, bem como as comparações diretas de forma mais clara com os seus principais concorrentes. Além disso, ele pode ser encarado como um diagnóstico entre o desempenho projetado e o desempenho real, servindo de item de correção de rota para os exercícios seguintes.
Em linhas gerais, podemos dizer que balanço está dividido em três categorias: os ativos, os passivos e capital próprio. Os ativos são tudo aquilo que a empresa tem e que pode ser avaliado em dinheiro (dinheiro aplicado, títulos negociáveis, créditos a receber, estoque, maquinários ou imóveis).
Já os passivos são as dívidas da empresa, ou seja, valores que ela possui, mas com os quais precisará arcar no futuro. Isso inclui empréstimos, financiamentos, impostos, pagamentos a serem feitos a fornecedores ou dívidas de qualquer espécie. Por fim, temos o capital próprio, que é o valor adicionado pelos sócios ou investidores ao negócio, adicionando-se ou deduzindo-se eventuais lucros e prejuízos.
Por fim, vamos falar das definições sobre lucro. Lucro é o valor que resulta de uma transação comercial, quando levamos em consideração o valor recebido subtraído dos custos de produção. Ou seja, é o valor que sobra em cada transação comercial quando descontamos todos os custos diretos e indiretos que um produto tem.
Por exemplo, vamos supor que a sua empresa fabrique parafusos. Para ser fabricado, um parafuso tem um custo unitário de R$ 0,10. Porém, para obter um certo lucro, você comercializa cada um deles por R$ 0,15. Vamos supor que você acabou de realizar uma venda de 1 mil parafusos. Portanto, seu custo de produção foi de 1.000 x R$ 0,10, o que dá um total de R$ 100.
Porém, ao vender cada unidade por R$ 0,15, você obteve que 1.000 x R$ 0,15 é igual a R$ 150. Portanto, nessa transação, o seu lucro foi de R$ 50.
O conjunto de transações de uma empresa ao longo de um determinado período representa o seu faturamento. Quando descontamos desse valor todos os custos de produção e operação, temos também ao final o lucro, ou seja, o capital que a empresa acumulou ao final de um período.
Uma empresa de sucesso, seja ela de qual segmento ou porte for, trabalha sempre para aumentar o lucro no final do mês. Isso é possível de duas formas: mediante à redução dos custos de produção ou ainda ao aumento do volume de vendas. Porém, lembre-se que a conta precisa sempre fechar no positivo: você precisa faturar mais do que gasta para poder obter lucro em suas operações.
Fontes:
Texto: blog.sage.com.br
(Da Redação)
Foto: Divulgação
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]]>Para quem ainda não está muito habituado ao mundo contábil, os termos que estão no título deste post podem parecer estranhos. Mas se você é empreendedor, precisa conhecê-los. Mesmo que não seja o responsável direto pela contabilidade da empresa, entender essas atividades é indispensável para ter o pleno domínio da gestão do negócio.
Para facilitar um pouco sua vida, separamos aqui definições pontuais sobre cada um desses termos. Mas já adiantamos: não se restrinja a esta leitura. Esse é um assunto que exige aprofundamento e nunca é demais ir atrás de um melhor domínio de questões técnicas.
Vamos às definições:
DRE
A Demonstração de Resultados tem como objetivo mostrar como o resultado líquido do exercício foi formado. Isso é feito por meio do confrontamento das receitas, custos e despesas. Esse documento apresenta um resumo de todos os resultados operacionais em um determinado período e pode ser utilizado como um indicador para auxiliar nas decisões da companhia no âmbito financeiro.
Um detalhe: hoje a DRE é mais conhecida apenas como DR.
BP
A sigla significa Balanço Patrimonial serve para mostrar a situação financeira e patrimonial de uma organização num período específico. Nele são apresentados os ativos (bens e direitos) e passivos (obrigações), bem como o Patrimônio Líquido, obtido a partir da diferença entre o total de ativos e passivos. É no PL que está o capital próprio da organização. Fique atento, porque a visão apresentada pelo BP exibe um retrato estático de um momento muito bem delimitado.
DFC
A Demonstração dos Fluxos de Caixa é um levantamento que tem como função mostrar de que modo aconteceram as movimentações dos recursos disponíveis e como se comportou o Fluxo de Caixa no período em questão. Seu objetivo principal é oferecer subsídios para que a empresa avalie sua capacidade de gerar fluxos de caixa líquidos positivos.
Fontes:
Texto: administradores.com
(Da Redação)
Foto: iStock
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]]>A vida financeira do negócio, o resultado de seus investimentos e as estratégias adotadas ao longo de um determinado período, por exemplo, são facilmente demonstrados e visualizados com a elaboração de uma DRE seguindo a metodologia contábil correta. Então fique atento aos esclarecimentos a seguir:
O que é DRE?
A Demonstração do Resultado do Exercício é um relatório contábil elaborado em conjunto com o balanço patrimonial e descreve as operações financeiras realizadas pela empresa em um determinado período, formando o seu resultado líquido: o lucro ou prejuízo resultante de suas operações.
Segundo a legislação brasileira, a DRE, assim como todos os registros contábeis empresariais (salvo raras exceções), deve ser elaborada obedecendo ao princípio do Regime de Competência, de modo que as receitas e as despesas sejam lançadas no período que aconteceram, e não somente quando recebidas ou pagas.
Qual o objetivo da DRE?
Seu objetivo é demonstrar a composição do resultado líquido em um exercício ou em determinado período de interesse da empresa, valendo-se do confronto das receitas, despesas e resultados apurados. Dessa forma, ela gera informações de impacto para tomada de decisão. Portanto, é ferramenta essencial para avaliação do desempenho da empresa e da eficiência de seus gestores em gerar lucro.
Como estruturar a DRE
A Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976), em seu artigo 187, define a forma como as empresas devem discriminar a Demonstração do Resultado do Exercício. Nos termos da lei, portanto, a DRE deverá conter:
Fontes:
Texto: blog.sage.com.br
(Por Da Redação)
Foto: Divulgação
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]]>Já que a boa gestão das suas finanças e da contabilidade é assunto de primeira importância aqui na Endeavor, não poderíamos deixar de falar sobre algo que é fundamental a esse respeito: a Demonstração de Resultados do Exercício, ou DRE.
Do que se trata, exatamente?
A DRE é um indicativo relativo cujo objetivo é evidenciar a formação do resultado líquido em um exercício específico. Isso acontece por meio do confronto entre as receitas, os custos e as despesas, que devem ser apuradas de acordo com o princípio contábil do regime de competência.
EM OUTRAS PALAVRAS, ESTE RELATÓRIO – QUE DEVE SER ELABORADO EM CONJUNTO COM O BALANÇO PATRIMONIAL – DESCREVE AS OPERAÇÕES FINANCEIRAS REALIZADAS POR UMA EMPRESA DURANTE UM DETERMINADO PERÍODO.
É por meio da demonstração do resultado do exercício que você, gestor, obtém uma síntese financeira dos resultados operacionais e não operacionais de sua empresa em um certo período. E embora as DREs sejam elaboradas anualmente para fins legais de divulgação, no geral são desenvolvidas mensalmente para fins administrativos, e trimestralmente para fins fiscais.
Para que serve a DRE?
A principal função é fornecer ao gestor um panorama detalhado das operações de sua empresa, orientando tomada de decisão e possíveis modificações.
Além disso, a DRE é um instrumento de enorme utilidade para investidores, bancos financiados e governo, já que apresenta a real situação financeira de uma empresa.
Ou seja, entre outros instrumentos, é por meio da DRE que um potencial investidor poderá conhecer os números do seu negócio, de modo a avaliar se realiza ou não o aporte. Afinal, dez entre dez especialistas consideram a DRE extremamente relevante para avaliar o desempenho de uma administração, bem como a eficiência dos gestores em obter resultados positivos – ou seja,o lucro.
O que deve constar na DRE?
Opa, bem lembrado: no Brasil, a DRE é obrigatória por lei. E conforme a legislação do país (Lei nº 6.404, de15 de dezembro de 1976, Lei das Sociedades por Ações), qualquer empresa deverá discriminar, em sua Demonstração, o seguinte:
_a receita bruta das vendas e serviços, as devoluções das vendas, os abatimentos e os impostos;
_a receita líquida das vendas e serviços;
_o custo das mercadorias vendidas e o lucro bruto;
_as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
_o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais; o resultado do exercício antes do Imposto de Renda e a provisão para tal imposto;
_as participações de debêntures, empregados, administradores, partes beneficiárias e as contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados;
_o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.
Como posso realizar uma DRE?
De acordo com este artigo do blog ContaAzul, a DRE costuma ser estruturada da seguinte maneira:
FATURAMENTO BRUTO
(venda de produtos, no caso de empresa industrial)
(-) IPI (imposto por fora)
= RECEITA de VENDAS BRUTA (vendas de mercadorias ou prestação de serviços)
(-) Impostos e Contribuições Incidentes sobre Mercadorias e Serviços (ISS, ICMS, PIS/COFINS)
(-) Descontos INCONDICIONAIS concedidos
(-) Devoluções de vendas
(+) Reversão dos impostos sobre devoluções de vendas
(-) Abatimentos sobre vendas (sem reversão dos impostos sobre a parte abatida)
= RECEITA DE VENDAS LÍQUIDA
(-) Custo dos produtos vendidos (CPV: inclui frete/seguros sobre compras de insumos etc)
(-) Custo das mercadorias vendidas (CMV: inclui frete/seguros sobre compras de mercadorias etc)
(-) Custo dos serviços prestados(CSP)
= RESULTADO OPERACIONAL BRUTO
(-) Despesas comerciais (inclui publicidade e propaganda, depreciação de veículos de vendas/entregas, fretes/seguros sobre vendas, salários de vendedores, despesa de provisão para devedores duvidosos, entre outros)
(-) Despesas gerais e administrativas (inclui impostos e aluguéis sobre prédios administrativos, depreciações em geral, salários de executivos, honorários de diretoria e outros)
(-) Outras despesas operacionais (inclui despesas de equivalência patrimonial, despesas de ajuste ao valor de mercado etc)
(+) Outras receitas operacionais (inclui receitas de equivalência patrimonial, receitas de ajuste ao valor de mercado, aluguéis ativos, reversão de provisão para devedores duvidosos e demais relacionados)
(-) Despesas financeiras (inclui IOF, variações monetárias passivas, descontos condicionais concedidos etc)
(+) Receitas financeiras (inclui variações monetárias ativas, descontos condicionais obtidos)
(-) Outras despesas (inclui, por exemplo, custo de venda de ativo imobilizado)
(+) Outras receitas (inclui, por exemplo, receita de venda de ativo imobilizado)
(=) RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO
(-) Despesa com provisão de imposto de renda
(-) Despesa com provisão de contribuição social sobre o lucro líquido
(=) RESULTADO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES (as participações abaixo devem ser calculadas rigorosamente nesta ordem, sendo que para o cálculo da próxima deve ser abatido o valor da participação anteriormente calculada)
Importante: a base de cálculo das participações deve ser obtida a partir do seguinte cálculo: RESULTADO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES – PREJUÍZO ACUMULADO DE EXERCÍCIOS ANTERIORES.
(-) Debêntures (dedutível do Imposto de Renda)
(-) Empregados (dedutível do Imposto de Renda)
(-) Administradores
(-) Partes Beneficiárias
(-) Fundos de Assistência e Previdência para Empregados
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (DRE)
Em suma, a DRE, assim como outras demonstrações contábeis, é um procedimento de capital importância para avaliar a saúde financeira da sua empresa. Por se tratar de um relatório um tanto detalhado, a Demonstração de Resultados do Exercício fornece a você, empreendedor, importantes elementos que são fundamentais para a sua tomada de decisão. Por isso, quanto antes você conhecer e utilizar bem este instrumento, melhor.
Fontes:
Texto: endeavor.org.br
(Da Redação)
Foto: Divulgação
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]]>O DRE é uma ferramenta financeira obrigatória que deve ser formalmente publicada, sistematicamente, todos os meses do ano pelo gestor financeiro que é o responsável pela consolidação e análise. No DRE o gestor aponta suas considerações e recomendações para a diretoria sênior da empresa e acionistas.
O gestor financeiro deverá comparar os resultados planejados em orçamento para o ano fiscal versus o que foi efetivamente realizado no mês corrente e também demonstrar tendências na evolução positiva ou negativa dos indicadores de performance da empresa com respectivos planos de ação corretiva ou de manutenção.
Ler e entender o DRE é extremamente simples. O DRE permite observar, no tempo, o progresso e tendências sobre as seguintes informações:
1. Evolução das receitas de vendas separadas conforme as respectivas fontes de receita, segmentos de mercado e regiões;
2. Incidência de impostos, acréscimos e reduções conforme engenharia fiscal;
3. Composição dos custos relativos aos produtos ou serviços;
4. Evolução ou deterioração da margem de contribuição. Permite também identificar seu principal ofensor no caso de deterioração;
5. Despesas gerais da empresa e sua representatividade sobre a receita das vendas;
6. Evolução e projeção do lucro da operação conforme as tendências observadas nos itens anteriores;
7. Capacidade de geração de caixa e necessidade de redimensionamento preventivo da exigência de fluxo de caixa;
8. Monitorar nível de endividamento ou estratégia de financiamento.
Os resultados são apresentados num formato padrão e complementados por percentuais calculados através da relação entre as diversas contas e a receita de vendas possibilitando uma análise de tendências.
Análise Vertical, verifica quanto, percentualmente, cada conta de custo e despesa individualmente impacta no resultado de vendas. Ao longo dos meses o gestor deverá monitorar se os percentuais permanecem estáveis conforme orçado e identificar as contas ofensoras tomando medidas imediatas para colocá-las de volta nos parâmetros definidos pelo orçamento original da empresa.
Análise Horizontal, verifica o impacto das contas de custos e despesas proporcionalmente ao aumento ou diminuição das receitas de vendas. A análise horizontal, monitora, mês a mês, a produtividade e a rentabilidade.
Contraditoriamente a sua importância e obrigatoriedade, a ferramenta do DRE é pouco utilizada pela maioria dos gestores e administradores de empresas. Os gestores que se identificam como financeiros, na maioria das vezes são tesoureiros que cuidam especificamente do contas a pagar e receber e nunca ouviram falar no DRE que é básico e de vital importância para gestão financeira da empresa.
Primeiro passo: mapeando e identificando as fontes de receitas
Todas as fontes de receita deverão ser mapeadas e quantificadas conforme seu histórico de vendas e características do ciclo de vendas. As diferentes fontes são igualmente importantes, porque somadas, compõem o faturamento geral declarado e documentado no orçamento anual que foi aprovado para o ano fiscal.
Cada fonte de receita deverá obedecer uma estratégia específica conforme sua característica. Existem fontes, por exemplo, que oferecem maior elasticidade e exigem um plano de ação mais agressivo para conquistar mercado – “market share”. Outras, exigem manutenção para garantir a receita recorrente, ou seja, a receita proveniente de clientes conhecidos e que compram frequentemente da empresa.
Se sua empresa está naquele seleto grupo que planeja seu destino, então deve concentrar-se primeiramente nas fontes de receita que tem a melhor chance de materialização ou seja, as receitas recorrentes provenientes dos clientes ativos que compram da empresa com frequência.
A somatória das diversas fontes de receita formam a base para estabelecer as metas do plano de vendas que também contempla as políticas de preços praticados por tipo de canal.
O quadro no link http://www.brandme.com.br/2-dre auxilia na elaboração do plano de vendas que deverá estar em conformidade com o orçamento. É um exercício matemático portanto, não aceita chutes.
Cada fonte de receita tem seu ciclo de venda específico e exigem mais ou menos dedicação e acompanhamento entre a fase de prospecção do “lead”, qualificação até a fase final de conversão da oportunidade em vendas.
Existem fontes de receita que são resultado da conquista de novos segmentos de mercado ou de expansão regional. Nesse caso, há necessidade antecipada de investimentos para expansão da área de vendas, treinamento, marketing até que a receita seja capturada no volume desejado.
Existem fontes que são provenientes de produtos novos que enfrentam barreiras naturais de entrada no mercado, podendo comprometer momentaneamente as margens de contribuição até que ganhem volume de vendas suficiente para garantir sua rentabilidade.
Para cumprir os objetivos de crescimento sustentável no faturamento, sua empresa deverá ter obrigatoriamente projetos estratégicos específicos para cada fonte de receita identificada. Por exemplo:
1. Aquisições
2. Conquistar novos clientes
3. Manter clientes existentes
4. Vender mais para os clientes ativos
5. Conquistar novos mercados
6. Introduzir novos produtos
7. Desenvolver novos canais de vendas
As decisões de investimento para contratação e expansão devem ter foco no impacto no EBITDA. Na prática, mesmo que impacte negativamente a margem de contribuição e o EBITDA no primeiro momento, o resultado das vendas no futuro devem projetar um EBITDA maior justificando assim o retorno sobre esse investimento. Nenhuma decisão deverá ser tomada sem conhecer ou projetar o impacto nele.
Segundo passo: Projetar o faturamento ou receita
Esse exercício deve ser conduzido por um gestor financeiro experiente que não aceita chute nem entusiasmo que não esteja fundamentado de forma factual. O líder financeiro deverá facilitar o processo conversando com as várias áreas que impactam nas receitas (áreas de vendas e marketing) , custos (gerência de produtos) e despesas (gerência administrativa).
O líder do planejamento orçamentário deve observar os dados históricos que mostram a dinâmica das vendas sobre várias perspectivas :
1. Segmentos de mercado
2. Novos clientes ou novos canais de vendas
3. Clientes existentes
4. O crescimento em cada cliente individualmente
5. Canais de vendas
6. Parcerias estratégicas
7. Regiões
8. Novos produtos
9. Produtos existentes
Ao mesmo tempo, conforme analisa os percentuais de crescimento para cada perspectiva, o líder financeiro deverá também questionar sobre os planos de marketing integrado a vendas que justifiquem tal crescimento. Se a empresa não tem nenhum fato novo e nenhum plano, tudo indica que seu crescimento será no máximo orgânico.
Terceiro passo: Calcular incidência de impostos
A estrutura fiscal e tributária pode, ao mesmo tempo, melhorar a rentabilidade ou simplesmente inviabilizar os preços de seus produtos e serviços.
Na prática, a desordem tributária exige um planejamento ou engenharia que só poderá ser conduzido por um profissional tributarista experiente que acompanha as mudanças federais e estaduais e atualiza sistematicamente o cálculo dos impostos que impactam seus preços e consequentemente as receitas.
Os especialistas também podem recomendar modificações no regime tributário na qual sua empresa está inserida, inclusive recomendando a mudança da sede para outro estado motivado por leis regionais de incentivos fiscais. O tema tributário exige um profissional experiente. Não arrisque comprando livros ou pesquisando no Google.
Mesmo assistido por profissionais experientes, vale reforçar que os fiscais da receita não foram orientados para auxiliar sua empresa, e sim multá-la. A multa pode significar que boa parte dos seus lucros irão para o lixo, por exemplo, por uma interpretação ambígua da lei.
Operacionalmente, nunca tolere nenhuma não conformidade com a Lei para que não tenha que lidar com situações constrangedoras com fiscais da receita ou com autuações que muitas vezes são retroativas gerando multas e juros cumulativos que se transformam em passivos fiscais impagáveis.
Para a composição dos custos de produtos e serviços, normalmente existe uma conta de débito e crédito quando a cadeia produtiva paga o mesmo imposto de forma repetida. Esse cálculo deverá ser obrigatoriamente considerado no processo de precificação.
Quarto passo: Calcular o CMV e margem de contribuição
A composição dos custos, ou CMV – Custo das Mercadorias Vendidas – é essencial para formação de preços e apuração da margem de contribuição do produto ou serviço.
A margem apurada, ou contabilmente chamada de Margem de Contribuição, deve ser suficiente para pagar as despesas fixas da sede – “back office” – e principalmente gerar o lucro que foi combinado com o acionista no ato da ratificação do orçamento anual.
Simplifique a definição de custos e despesas. Custo é sempre variável e está associado diretamente ao produto ou serviço que será vendido. Despesa é fixa e representa o montante que sua empresa deverá pagar todo mês, obrigatoriamente, independente da geração de qualquer receita de vendas. Essa é a despesa da sede ou – “burn rate”. Refugue qualquer tentativa de rateio e abomine qualquer tentativa de implementação de custeio ABC. Despesa fixa é o pesadelo de qualquer empresa, por isso mantenha a simplicidade e, sobretudo, absoluto controle.
Os custos relacionados ao produto ou serviço normalmente tem a seguinte natureza: matéria prima, fornecedor, frete, embalagem, mão de obra diretamente relacionada a produção. Sempre que houver dúvidas se é custo ou despesa utilize como referência a definição na sua forma mais simples.
Quinto passo: Listar as despesas fixas
Cada conta de despesa deve seguir com rigor os limites impostos pelo orçamento. Se sua empresa não tem orçamento anual e o resultado está entregue a sorte, tanto faz. Caso contrário considere uma conta de despesa como um cheque preenchido, sem nenhuma flexibilidade com relação a alteração do valor.
Além da definição dos valores, deve-se também definir níveis de alçadas para aprovação das despesas. Existem vários softwares de gestão – ERP – que contam com módulos chamados workflow que garantem a disciplina no processo.
É importante não gerar qualquer despesa que esteja fora do orçamento – uma vez gerada, deverá ser paga. Cada conta deve ter um dono, que responderá por seu controle.
As despesas normalmente são organizadas conforme sua natureza, por exemplo: despesas administrativas, despesas com vendas, despesas com marketing, salários e benefícios, despesas financeiras, etc.
A margem, e nunca o faturamento, é que define a saúde da operação. A matemática é simples e infalível. Se a margem da empresa está baixa, não caia na tentação simplista, preguiçosa e equivocada de cortar custos e despesas apenas.
Se sua empresa está cortando custos e despesas, é porque provavelmente parou de empreender e inovar. Normalmente, cortar custos é efeito e não a causa dos seus problemas. Na prática e na grande maioria dos casos, sua empresa parou de planejar, de empreender, de inovar e está colhendo os frutos podres da estagnação.
O DRE também aponta o resultado da negligência e da falta de estratégia que leva invariavelmente a deterioração.
O Resultado Operacional ( LAIR ou EBITDA )
O resultado operacional mostra a capacidade da empresa em gerar caixa através da própria operação, sem contar com outros tipos de receitas como: valorização do dólar, receitas provenientes de prêmios de fornecedores, engenharia financeira, fiscal e tributária. Uma operação saudável possui margem de contribuição suficiente para pagar as despesas fixas e gerar caixa.
A capacidade de gerar caixa determina o “pulmão” da empresa para:
1. Reinvestimentos em novos projetos estratégicos que impactam positivamente o EBITDA como compra de equipamentos, aumento da capacidade produtiva, aquisição de empresas com competências complementares, etc;
2. Pagar dividendos para os acionistas.
O valuation da empresa, que determina quanto valerá sua empresa numa eventual venda ou na busca por um sócio investidor, observa rigorosamente essas duas variáveis: investimentos e pagamento de dividendos. Investidores não gostam de empresas que não geram caixa. Também não gostam de empresas sem estratégia, que geram caixa é não investem para crescer, sugando os dividendos até a última gota.
O lucro da operação ajuda na priorização e decisão sobre as opções estratégicas e respectivos projetos estratégicos. Também auxiliam monitorando limites seguros de tomada de empréstimos para financiamento da operação.
A política de remuneração variável ou bônus também deverá ser atreladas ao resultado da empresa e só deverá ser ativada se o EBITDA combinado for atingido justificando assim o bônus por meritocracia.
Fontes:
Texto: administradores.com
(Por Nori Lucio)
Foto: Internet
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]]>Uma empresa precisa nascer e crescer capitalizada. E, em muitos casos, no início de vida, as receitas são menores do que as despesas. É o que costumamos falar de empresas que precisam de capital de giro. Precisam de dinheiro para sustentar a operação.
Em épocas de crise, além dessas jovens empresas, muitas outras voltam a vender menos e se tornam, também, deficitárias.
Uma das possibilidades, então, passa a ser a procura pelos bancos. Mas, na crise, além do crédito ser menor e o juro maior, o parcelamento é feito em menos meses. O que ajuda num primeiro momento, mas não por um período muito longo.
Quando a crise é prolongada, torna-se constante a busca por recursos financeiros. Para cuidar das finanças, não precisamos sofisticar demais. Podemos ter poucos, mas eficazes relatórios que ajudarão na gestão da empresa. Não precisamos mais do que cinco folhas em cima da mesa. E são elas:
1. Demonstração de Resultados (DRE) – esse relatório deve ser feito mensalmente, apresentando as receitas, despesas e resultado do mês.
2. Fluxo de Caixa – precisamos ter clareza das entradas e saídas de dinheiro que teremos, dia a dia, nos próximos 60 dias. Isso nos dará a certeza de podermos comprar mais mercadorias e em que prazo e se precisamos antecipar os recebíveis.
3. Planejamento Orçamentário – uma vez feito, você conseguirá confrontar esse seu planejamento com o DRE mensal e descobrir se está se saindo melhor ou pior do que o desejado.
4. Balanço – poder analisar a situação da empresa, como: tamanho do estoque, títulos a receber (em qual prazo), títulos a pagar e imobilizado. Alguns índices podem ajudar a mostrar se a empresa tem recursos financeiros suficientes para cobrir seus compromissos assumidos.
5. Custos e Precificação – é extremamente importante conhecer os custos dos produtos ou serviços que você vende. Assim, fica mais fácil definir o preço de venda e saber se você pode dar um desconto, e de quanto, para conseguir atrair seus clientes ou concorrer em seu mercado.
Além desses pontos, observe o prazo que você está pagando seus fornecedores. Ele não deveria ser muito maior do que é o prazo de estocagem das mercadorias, mais o prazo que estamos concedendo aos clientes. Se isso estiver acontecendo, você poderá ter problemas de falta de caixa. E não adianta vender mais. Isso agravará, ainda mais, a situação.
Em crises como essa que estamos vivendo, o melhor conselho, além do conhecimento sobre o nosso negócio e mercado, é viver o mais enxuto possível com os gastos fixos. Somente os necessários.
Márcio Iavelberg é especialista em finanças da Blue Numbers Consultoria.
Fontes:
Texto: revistapegn.globo.com
(Por Márcio Iavelberg)
Foto: Shutterstock
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