Quem nunca pensou “eu mereço”, “eu preciso” ou “estou infeliz” quando está na frente do caixa da loja, pronto para abrir a carteira?
Na hora de comprar, costumamos usar várias desculpas para justificar o gasto –principalmente quando ele é por impulso. Mas, muitas vezes, essas justificativas não são verdadeiras, e acabamos mentindo para nós mesmos.
“Embora pareçam ingênuas ou despretensiosas, há certas mentiras que acabam sabotando a saúde financeira das pessoas. O ideal é ter consciência de sua situação financeira e criar o hábito de planejar antes de comprar, assim deixará de agir por impulso ou por falsos motivos”, afirma Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).
Confira as principais mentiras que contamos para nós mesmos na hora de compras, segundo a Dsop Educação Financeira
1) “Eu mereço”

Getty Images
Embora essa frase possa ser verdadeira, ela tende a minar a realização de algo que a pessoa realmente deseja conquistar.
Atingir uma grande meta é conseguir algo mais desejado e merecido do que qualquer outra experiência do dia a dia. Quanto mais dinheiro gastamos em compras esporádicas, menos guardamos para alcançar sonhos maiores (e mais caros).
Com tantas promoções, é difícil resistir à tentação de comprar. Por isso é tão importante ter objetivos bem definidos. São eles que estimulam o consumo consciente. Fazendo isso, nos privamos de um prazer pontual em prol de algo muito maior lá na frente.
2) “A pessoa que estou presenteando merece”

Getty Images/iStockphoto
Na hora de presentear, muitos não medem esforços para agradar, especialmente em datas comemorativas, como aniversários, Natal e Dia das Mães.
Há quem pense que o tamanho do carinho deve ser representado no preço do presente, mas isso não é verdade. Para demonstrar sentimentos, os gestos tendem a ter mais valor do que bens materiais.
Por mais que a pessoa mereça o melhor que o dinheiro pode comprar, reflita sobre como ela pode se sentir feliz sem que você tenha que gastar mais do que pode. Se o desejo é realizar um sonho que a pessoa tenha, é válido se planejar com antecedência e poupar ao longo de meses.
3) “Eu preciso”

Getty Images/iStockphoto
Uma das principais mentiras que as pessoas contam a si mesmas é que precisam de determinado produto ou serviço, sem ponderar se há mesmo necessidade e se vai usufruir daquilo.
É importante que o consumo venha após o planejamento financeiro. Precisamos nos educar financeiramente para viver de maneira mais saudável e sustentável, realizando sonhos que possuem valor para nós mesmos.
4) “Eu não tenho”

Getty Images/iStockphoto
Nas lojas ou mercados, você pode pensar que o produto falta em sua casa (ou em sua vida) para justificar a vontade de comprá-lo.
Muitas vezes, porém, isso não é verdade. O que faltou foi procurar.
Antes de ir às compras, analise o que já tem. Veja seu guarda-roupa, armários e geladeira. Assim, é possível evitar o desperdício de dinheiro e também de recursos –o meio ambiente agradece.
5) “Estou infeliz”

Getty Images/iStockphoto
A felicidade que se consegue com o consumo esporádico e sem planejamento tende a ser pequena e momentânea. Realizar sonhos, por sua vez, gera a felicidade genuína e duradoura que todos almejam.
Quem reconhece que está infeliz precisa, em vez de buscar a satisfação em compras, equilibrar o momento presente com a projeção de um futuro de realizações.
Para que o ato de sonhar também não seja algo pontual, sempre é recomendável que as pessoas tenham, no mínimo, três objetivos: um de curto prazo (até um ano), um de médio (de um a dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos).
6) “Não consigo resistir”

Getty Images
Mais do que contestada, essa mentira aparentemente inofensiva deve levar à reflexão sobre o porquê de, em vez de planejar e consumir com consciência, a pessoa prefere se deixar levar pelo momento. É possível que esteja faltando organização.
Conhecer a própria situação financeira é primordial para que se possa ter mais pulso firme e disciplina na hora de resistir aos impulsos consumistas. Parece estranho, mas muita gente não sabe quanto de dinheiro tem na conta antes de gastar. Acabe com esse comportamento o quanto antes, com educação financeira.
7) “É barato”

Getty Images/iStockphoto
Fazer uma pequena compra hoje, outra pequena compra amanhã, sem se preocupar com a totalidade dos gastos, é um hábito que vem levando muitas pessoas ao endividamento.
É claro que é preciso priorizar o custo/benefício, pesquisar preços e pedir descontos, mas não adianta pagar pouco e comprar muito, de forma desenfreada, sem planejamento. No final, a conta ficará cara do mesmo jeito.
8) “Eu tenho condição”

Getty Images/iStockphoto
Por incrível que pareça, a sobra de dinheiro também é um sinal de que a administração não está sendo eficiente, porque a melhor forma de gastar é seguindo um bom planejamento.
Em vez de comprar por impulso, apenas porque tem dinheiro sobrando no final do mês, é preciso rever se esse valor o ajudará a realizar sonhos mais rapidamente, ou se há novos objetivos de vida a serem priorizados.
Afinal, o dinheiro deve trabalhar em favor das pessoas, não o contrário.
9- “Todo mundo já tem”

Getty Images/iStockphoto
Quando o produto ou serviço dá status, a pessoa pode se sentir mais tentada a comprar.
Os desejos de pertencer a um grupo e de ser reconhecido não devem influenciar as decisões financeiras. Afinal, o status é algo que pode ser difícil de sustentar. Muita gente compra aquilo de que não precisa, com o dinheiro que não tem, para impressionar, muitas vezes, pessoas que nem conhece.
Fontes:
Texto: economia.uol.com.br
(Da Redação)
Foto: Getty Images/iStockphoto
Quer publicar um release em nosso portal? Entre em CONTATO.
]]>Normalmente, as pessoas aproveitam o final do ano para realizar um balanço do que aconteceu durante o período. A partir daí, elaboram uma lista com aquilo que gostariam de fazer diferente no próximo ano. Pensando em ajudar aqueles que querem se organizar para melhorar a sua vida financeira, elaborei uma lista com 17 objetivos para serem alcançados ao longo do ano de 2017.
1º) Elaborar o orçamento familiar com pelo menos 3 meses de antecedência. Assim será possível evitar assumir compromissos além da capacidade financeira.
2º) Analisar, todos os meses, a evolução das despesas e ficar mais atento àquelas que ficaram além do planejado. Além disso, é importante sempre buscar alternativas para diminuir as despesas.
3º) Criar uma reserva financeira. Ela é fundamental para evitar desequilíbrios financeiros em situações imprevisíveis.
4º) Ter uma relação saudável com o cartão de crédito. Bem usado, ele pode ser uma ferramenta importante no controle financeiro.
5º) Planejar e realizar uma viagem. O destino é o menos importante. O mais importante é descobrir que com planejamento é possível conhecer novos destinos e ampliar os horizontes.
6º) Definir objetivos pessoais e familiares para o curto (até um ano), médio (um a cinco anos) e longo prazos (além de cinco anos).
7º) Ler bons livros e assistir bons filmes. A leitura e o cinema são uma importante fonte de inspiração para nossa vida.
8º) Reservar um tempo para estar junto da família e amigos.
9º) Evitar o excesso de consumo. Isso ajudará a manter a sustentabilidade de suas finanças, mas também terá um impacto muito positivo em nosso planeta.
10º) Compartilhar com a família os assuntos financeiros. É importante buscar o engajamento de todos.
11º) Ficar longe de dívidas que possam comprometer o orçamento.
12º) Economizar uma parte dos ganhos mensais para utilizar somente no futuro.
13º) Doar um pouco do tempo e atenção para alguém que precise.
14º) Destinar o 13º salário para a realização de algum sonho e não usar para cobrir os “buracos” gerados pelo desequilíbrio financeiro.
15º) Buscar aumentar a rentabilidade dos investimentos. Quanto maior a rentabilidade, mais rápido será a realização do objetivo ou mais objetivos poderão ser realizados.
16º) Celebrar cada conquista alcançada ao longo do ano.
17º) Buscar informações, periodicamente, que possam contribuir para melhorar a gestão das finanças.
Planeje bons hábitos para 2017. Invista em sua educação financeira.
* Consultor do site de Educação Financeira do Mercantil do Brasil – www.mercantildobrasil.com.br/educacaofinanceira
Informações à Imprensa
Link Comunicação Empresarial
Celira Fonseca
Comunicadora Corporativa
celira.fonseca@linkcomunicacao.com.br
(31) 2126-8063 / (31) 99816-6451
Fontes:
Texto: Link Comunicação Empresarial
(Por Celira Fonseca)
Foto: Internet
Quer publicar um release em nosso portal? Entre em CONTATO.
]]>O que leva as pessoas ao endividamento e à inadimplência? Basicamente, pode-se dizer que é gastar mais do que se ganha. Contudo, de trás dessa ação existem diversos fatores que levam ao comportamento de descontrole financeiro. O resultado são milhões de brasileiros com sérios problemas financeiros.
Muitos vão rapidamente relacionar o momento de crise e instabilidade econômica que vivemos como o principal problema. Com certeza, isso tem reflexo nos números, mas repare que, mesmo antes desse período de dificuldades, a quantidade de inadimplentes já era alta. Enfim, existem outros fatores que geram essa situação e, para melhor entendimento, decidi detalhar os sete principais pecados que levam as pessoas a gastarem mais do que ganham:
Falta de educação financeira: sem possuir educação financeira, as pessoas não conhecem sobre a importância do dinheiro e as formas corretas de utilizá-lo, então, ficam a um passo das dívidas. Isso acontece com a maior parte da população, pois nem os pais e nem as escolas ensinam isso para as crianças e adolescentes e depois que crescem, ficam expostos a sociedade de consumo, na qual esse tipo de informação não é interessante. O caminho para sair desta situação é buscar cursos e livros sobre o tema. Também é fundamental a preocupação com as crianças, ensinando de forma lúdica e solicitando a inserção deste nas escolas.
Falta de planejamento: as pessoas não sabem para onde vai o dinheiro que recebem e não possuem controle. Isso é reflexo direto do pecado anterior, as pessoas ganham e gastam sem controle nenhum ou com um controle superficial, não se dando conta que o descontrole financeiro não acontece nos grandes gastos, mas sim nos pequenos. Para evitar que isso ocorra, o correto é o preenchimento de uma caderneta diária de todos os gastos, que chamamos de apontamento, e realizar uma planilha mensal por três meses, conhecendo, assim, os seus verdadeiros números.
Marketing e publicidade: a suscetibilidade às ferramentas de marketing e publicidade faz com que as pessoas comprem o que elas não precisam. Isso acontece diariamente por meio de ações expostas na televisão, nas ruas, no trabalho. As mensagens são muitas e as pessoas passam a acreditar que parte do que é oferecido é realmente necessário. O caminho para evitar esse problema é não comprar por impulso; o ideal é se questionar se realmente precisa desse produto, qual a função que terá em sua vida, etc. Também é interessante deixar a compra para outro dia, quando terá refletido sobre se quer realmente o produto.
Crédito fácil: buscar ferramentas de crédito fácil, como empréstimos, crediários, financiamentos, limite do cheque especial ou pagar o mínimo de cartão de crédito já é uma forma de endividamento. O mercado oferece milhares de produtos de fácil acesso, contudo, os juros cobrados são abusivos e fazem com que a inadimplência se torne alta. Assim, a solução é evitar esses meios. No caso de cartão de crédito, o ideal é ter só um e, em caso de descontrole, até mesmo eliminar. Também é interessante não ter limite de cheque especial e evitar os empréstimos e crediários.
Parcelamentos: ao parcelar as compras, as pessoas não percebem que já estão se endividando. Para piorar, muitas vezes, o consumidor esquece de colocar esses valores no orçamento, o que pode comprometer seriamente as finanças. Um parcelamento, na verdade, é uma forma de crédito, pois você está usando um dinheiro que não possui para comprar um produto. Caso seja fundamental parcelar, deverá constar no orçamento mensal da pessoa, que sempre que receber seus rendimentos, separará parte do valor para pagar essa dívida. Também é interessante ter uma poupança paralela, para que, em caso de imprevistos, tenha como arcar com esses valores.
Falta de sonhos: não ter objetivo para o dinheiro causa inadimplência. Se a pessoa não tem determinado o objetivo para o dinheiro, gastará de forma irresponsável, levando ao endividamento. Isso ocorre muito pela falta de capacidade das pessoas de sonharem, vivendo apenas o presente. Para sair deste problema, é recomendável fazer um exercício simples, refletir sobre quais são realmente os seus sonhos, o que se quer para o futuro. Tendo isso estabelecido, deve cotar os valores e determinar parte de seu dinheiro, quando recebê-lo para esse fim. Com isso em mente, será muito mais difícil cair nas armadilhas do consumismo e crédito fácil.
Necessidade de status social: acreditar que consumir é importante para ser aceito socialmente faz com que as pessoas comprem sem ter condições. Isso porque acreditam que possuir alguma coisa é o que fará a diferença para os outros, e não o que ela realmente é. Isso é um valor errado de que ter produtos é sinônimo de felicidade. O consumo dessa maneira irá apenas suprir a dificuldade de relacionamento interpessoal. A solução para esta questão é ter objetivos claros e perceber que é muito mais importante ter conteúdo do que ter produto.
Ao citar esses sete erros que levam à inadimplência, não quer dizer que não existam outros, mas acredito que esses sejam vitais para que uma pessoa ou família se atentem. Quem investe em seus conhecimentos, tem maior chance de se dar bem na vida e, quem tem a educação financeira como um dos requisitos básicos para se viver bem, certamente, poderá desfrutar muito melhor desta vida. Enfim, vamos todos investir em nossa saúde financeira para dar sustentabilidade às nossas principais saúdes: física, mental e espiritual.
Fontes:
Texto: administradores.com
(Por Reinaldo Domingos)
Foto: iStock
Quer publicar um release em nosso portal? Entre em CONTATO.
]]>