
Cacau Show (loja de doces): investimento inicial a partir de R$ 160 mil (inclusos taxa de franquia + capital de giro + custos de instalação); faturamento mensal e lucro não são divulgados; prazo de retorno do investimento a partir de de 18 meses (Foto:Divulgação)
Lojas de rua franqueadas integram o movimento Compre do Pequeno, organizado pelo Sebrae (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa) com apoio da ABF (Associação Brasileira de Franchising), em comemoração ao Dia do Empreendedor (5). A iniciativa busca incentivar o consumo nos pequenos negócios. Embora contem com marcas conhecidas, muitas franquias são tocadas por pequenos empreendedores.

Óticas Carol (ótica): investimento inicial a partir de R$ 300 mil (inclusos custos de instalação + taxa de franquia + capital de giro); faturamento médio mensal de R$ 80 mil, lucro médio não informado; prazo de retorno do investimento a partir de 24 meses (Foto:Divulgação)
A Cacau Show tem, atualmente, 1.850 lojas. Aproximadamente 70% estão localizadas nas vias públicas. Dos 150 estabelecimentos da Óticas Carol, 70% também estão na rua. Na Emagrecendo, das 130 unidades, apenas 5% ficam nos shopping centers.

Emagrecentro (clínica de emagrecimento): investimento inicial de R$ 40 mil a R$ 80 mil (inclusos custos de instalação + capital de giro, a rede não cobra taxa de franquia); faturamento médio mensal de R$ 30 mil, com lucro líquido médio de 30% (R$ 9.000); previsão de retorno do investimento a partir de 12 meses (Foto:Divulgação)
Loja de bairro tem tratamento mais pessoal
A escolha do ponto depende do público-alvo, de acordo com os representantes das redes. “Uma loja de bairro possibilita atender o cliente pelo nome e dar um tratamento mais pessoal a cada um que entra no estabelecimento. E isso vem ao encontro com o espírito do brasileiro, que é bastante comunicativo e gosta do calor humano”, diz Ronaldo Pereira, dono da Óticas Carol.

5àSec (lavanderias): investimento inicial a partir de R$ 395 mil (inclusos custos de instalação + taxa de franquia + capital de giro); faturamento mensal a partir de R$ 45 mil, com lucro de 25% a 30% (R$ 11.250 a R$ 13.500); prazo de retorno do investimento previsto em 44 meses (Foto:Divulgação)
Para o empresário, o conforto é o atrativo das lojas que estão perto da casa do consumidor. “Com o crescente problema de mobilidade urbana de São Paulo, poder resolver tudo sem sair da região onde mora ou trabalha, sem ter de pegar o carro e enfrentar o trânsito, é muito bom.”

SPA das Sobrancelhas (salão de beleza especializado): investimento inicial a partir de R$ 115 mil para loja (inclusos custos de instalação + taxa de franquia + capital de giro); faturamento médio mensal de R$ 30 mil, com lucro médio de 20% (R$ 6.000); prazo de retorno de 20 meses (Foto:Divulgação)
Tendência predomina nas áreas de alimentação e beleza
Segundo Filomena Garcia, especialista em franquias e colunista do UOL, a inauguração de mais lojas nas ruas é uma tendência do mercado de franquias e tem funcionado como um modelo de expansão mais abrangente. “A ideia é não depender da construção de mais centros de compras para a rede começar a crescer.”
De acordo com ela, a estratégia predomina nas áreas de alimentação, beleza e saúde e serviços. “A opção é atrativa para as redes que têm um modelo de negócio e experiência com o comércio de rua. Para lojas âncoras, por exemplo, os shoppings continuam sendo a melhor alternativa.”
Arlan Roque, gerente de expansão da Cacau Show, afirma que a estratégia de vendas para shopping e rua são diferentes. “Temos que levar em consideração que os shopping têm regras estabelecidas, que fazem com que as ferramentas de vendas sejam diferentes. Por isso, são realizadas ações distintas que proporcionam equilíbrio entre os dois perfis.”
Falta de segurança e de estacionamento são pontos fracos
Para Percival Maricato, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), a falta de segurança é um dos pontos negativos para se manter um comércio de rua. Além disso, a redução de espaço para se estacionar também vem causando um certo desconforto para o consumidor, na opinião dele, e atraindo um público que deseja mais conforto para os shoppings centers.
Para Pereira, das Óticas Carol, a vantagem de abrir franquia nos bairros é o valor do imóvel. Segundo ele, o valor do aluguel e condomínio é mais barato num bairro. “O que em um bairro custaria R$ 100, no centro sairia por R$ 200 e em um shopping por R$ 300, por exemplo”, diz.
Sérgio de Carvalho Júnior, diretor de expansão da 5àSec, estima que o aluguel de uma loja de shopping pode custar até 25% mais caro do que na rua. “Além da locação já ser mais cara, há um fundo de propaganda, o que encarece ainda mais o negócio.”
Fontes:
Texto: economia.uol.com.br
(Por Márcia Rodrigues, Colaboração para o UOL) Matéria Original:
http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2015/10/05/atras-do-cliente-de-passagem-franquias-buscam-expansao-em-lojas-de-bairro.htm#fotoNav=2
Foto: Internet
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