Descolado da fraqueza externa, o pregão também foi marcado pelos últimos ajustes para o vencimento dos contratos de opções sobre ações que acontece na segunda-feira na bolsa paulista.
O Ibovespa subiu 1,56 por cento, a 53.227 pontos, máxima de fechamento desde 14 de julho de 2015.
O volume financeiro totalizou 8,7 bilhões de reais.
Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 5,8 por cento.
Após sofrer leve realização de lucros na quinta-feira, o índice de referência do mercado acionário local retomou o viés positivo nesta sexta, no primeiro dia do rito de votação do impeachment na Câmara dos Deputados. A alta foi amparada por levantamentos mostrando que a oposição já teria conseguido os votos 342 votos necessários para a aprovação do impeachment na Câmara.
Profissionais da área de renda variável avaliam que a reação da bolsa ao resultado da votação no domingo deve depender do placar de votos. “Se vier algo como 380 votos a favor, pode dar mais suporte ao pregão”, arriscou um gestor.
Para efeito de comparação, considerando as diferenças entre os dois cenários, no dia em que a Câmara dos Deputados, em setembro de 1992, aprovou a abertura do processo de impeachment do então presidente Fernando Collor, o Ibovespa subiu 7,6 por cento, mas no dia seguinte recuou 1,8 por cento.
Em Wall Street, os principais índices acionários recuaram ligeiramente nesta sexta-feira na esteira da queda dos preços do petróleo e das ações da Apple, mas o desempenho semanal foi positivo.
DESTAQUES
– PETROBRAS fechou com as preferenciais em alta de 5,79 por cento, com agentes financeiros relevando a queda do petróleo e voltando as atenções para os potenciais desdobramentos no cenário político no fim de semana.
– BANCO DO BRASIL subiu 3,51 por cento, também amparado em expectativas ligadas à esfera política, resistindo ao enfraquecimento das ações de bancos privados, com o ITAÚ UNIBANCO fechando com avanço de apenas 0,64 por cento e BRADESCO ganhando 0,45 por cento.
– VALE avançou 3,55 por cento, também resistindo ao declínio dos preços do minério de ferro na China, assim como as siderúrgicas, com USIMINAS valorizando-se 5 por cento.
– ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES avançou 5,04 por cento. De acordo com cálculos da Hoper Consultoria divulgados nesta sexta-feira, a empresa ficou com 16.628 vagas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no primeiro semestre de 2016.
– RAIA DROGASIL subiu 4,90 por cento, também entre as maiores altas. O Credit Suisse disse em nota a clientes que a rede de drogarias deve apresentar resultado forte para o primeiro trimestre do ano e “estelar” no segundo trimestre.
– OI caiu 2,22 por cento, tendo no radar reportagem do jornal Folha de S.Paulo, de que a operadora de telecomunicações pode precisar resolver seus problemas de endividamento antes de usufruir dos benefícios do novo modelo de contratos de telefonia. Na véspera, a Agência Nacional de Telecomunicações disse que resolveu adiar por mais 60 dias a análise de proposta para mudanças nos contratos de concessão de telefonia fixa.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Paula Arend Laier)
Foto: Internet
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]]>Bovespa encerrou em 46.625 pontos, apontam dados preliminares – (Foto: Internet)
SÃO PAULO – A Bovespa fechou em queda nesta segunda-feira, após novos sinais da dificuldade extrema do governo brasileiro em promover o ajuste das contas públicas, com o envio da proposta orçamentária ao Congresso Nacional prevendo déficit primário em 2016.
O viés negativo em Wall Street, diante de dúvidas renovadas sobre quando o Federal Reserve começará a elevar os juros, endossou as perdas no pregão local, embora o declínio tenha sido limitado pelos ganhos das ações da Petrobras na esteira da disparada dos preços do petróleo.
O Ibovespa caiu 1,12 por cento, a 46.625 pontos. Na mínima, recuou mais de 3 por cento. O giro financeiro totalizou 9,2 bilhões de reais.
Nesta segunda-feira, o governo encaminhou ao Congresso Nacional proposta do Orçamento da União de 2016 prevendo um déficit primário do governo federal de 30,5 bilhões de reais no próximo ano, ou equivalente a 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa é que o setor público consolidado, que inclui Estados e municípios, registre déficit primário equivalente a 0,34 por cento do PIB em 2016.
“Isso confirma toda a dificuldade do governo em reduzir gastos e intensifica o risco de perda da avaliação grau de investimento do país”, disse o gestor Eduardo Roche, da Canepa Asset Management.
O economista-chefe e sócio do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, avaliou que indicar um déficit primário no Orçamento, em vez de superávit, “significa admitir que o país não consegue se decidir por um caminho que evite o pior”.
“E significa também que não há consenso para transformar um desequilíbrio no presente em equilíbrio futuro. O resultado será uma dívida crescente. E um risco Brasil maior. Nesse caso, as agências de classificação provavelmente reduziriam o grau de investimento do Brasil”, afirmou Goldfajn, em nota a clientes.
Em agosto, o índice de referência do mercado acionário brasileiro acumulou perda de 8,33 por cento, pior desempenho mensal em 2015.
A pressão no mês de agosto veio de preocupações com o horizonte fiscal e a deterioração do panorama econômico local, combinadas a apreensões acerca da economia e dos mercados na China e dúvidas sobre a política monetária norte-americana.
DESTAQUES
Itaú Unibanco e Bradesco caíram 3,56 e 4,08 por cento, respectivamente, respondendo pelas maiores pressões negativas do Ibovespa, uma vez que o cenário de déficit fiscal corrobora apostas de agentes financeiros em rebaixamento do rating brasileiro e papéis de bancos estão entre os mais sensíveis a um eventual corte da nota de crédito brasileira. Banco do Brasil perdeu 5,06 por cento e Santander Brasil cedeu 1,50 por cento.
Petrobras fechou com as ações ordinárias em alta de 3,31 por cento e com as preferenciais com avanço de 2,11 por cento, revertendo as perdas iniciais, conforme os preços do petróleo também passaram ao campo positivo. As cotações da commodity fecharam com fortes ganhos, após dados da produção de petróleo nos Estados Unidos mostrarem queda e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) dizer que conversaria com outros produtores sobre preços baixos.
Braskem encerrou em alta de 4,84 por cento, após cair quase 5 por cento na abertura, em dia que expirou o último aditivo no contrato de fornecimento de nafta pela Petrobras à petroquímica. Além disso, de acordo com reportagem do Valor Econômico publicada nesta segunda-feira, encerrou nesta sessão o prazo, nos Estados Unidos, para que acionistas declarem interesse em liderar a ação coletiva (“class action”) ajuizada contra a petroquímico em Nova York.
Vale fechou com as preferenciais de classe A em alta de 3,21 por cento, em meio à estabilização dos preços do minério de ferro na China, a despeito do corte no preço-alvo do recibo de ação negociado nos EUA (ADR) da mineradora pelo o JPMorgan de 7,50 para 5,50 dólares, enquanto a recomendação “neutra” foi mantida.
Localiza caiu 6,63 por cento, maior queda do Ibovespa. A companhia de gestão de frotas e aluguel de veículos realizou encontro com analistas e investidores nesta segunda-feira, no qual a diretoria indicou que seu principal objetivo é focar na rentabilidade do capital investido e que não deve elevar dividendos ou recomprar ações no curto prazo, entre outras sinalizações, segundo destacou a equipe da corretora Brasil Plural, em nota a clientes.
Reuters
Fontes:
Texto: www.dci.com.br
(Por Reuters) Matéria Original:
http://www.dci.com.br/financas/ibovespa-fecha-em-queda-de-0,95-id492648.html
Foto: Internet
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