SÃO PAULO (Reuters) – A confiança do consumidor brasileiro subiu em março pelo terceiro mês consecutivo, para o nível mais alto em pouco mais de dois anos, com forte melhora das expectativas e perspectiva de avanços na avaliação sobre o quadro econômico atual.
Segundo dados da Fundação Getulio Vargas divulgados nesta segunda-feira, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 3,5 pontos em março e chegou a 85,3 pontos, nível mais alto desde os 86,4 pontos registrados em dezembro de 2014.
Embora a alta neste mês tenha se dado principalmente pela melhora das expectativas, a coordenadora da pesquisa, Viviane Seda Bittencourt, destacou que notícias favoráveis à economia podem promover uma alta mais forte sobre a situação atual nos próximos meses.
“(…) a desaceleração da inflação, a queda dos juros e a liberação de recursos de contas inativas do FGTS podem levar a uma alta mais consistente das variáveis que medem a situação corrente dos consumidores ao longo dos próximos meses”, destacou ela.
Segundo a FGV, em março o Índice de Expectativas (IE) teve alta de 5,1 pontos, atingindo 95,7 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2014. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 1,2 ponto, alcançando 71,5 pontos, melhor marca desde agosto de 2015.
A principal influência para o resultado do ICC, segundo a FGV, foi o indicador de perspectivas sobre as finanças familiares, com alta de 5,8 pontos, para 94,3 pontos –melhor leitura desde outubro de 2014 (96,4 pontos).
“Este otimismo parece refletir a expectativa de aceleração do processo de desalavancagem das famílias, sob a influência de inflação e juros mais baixos e entrada de recursos anteriormente não previstos do FGTS”, apontou a FGV em nota.
A confiança de consumidores e empresários vem apresentando recorrente melhora, em meio à queda da inflação e recuo dos juros no país depois de dois anos de recessão.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Thaís Freitas)
Foto: Internet
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SÃO PAULO (Reuters) – A confiança do consumidor do Brasil permaneceu em alta em fevereiro diante da desaceleração da inflação e da queda dos juros, atingindo o maior nível desde o final de 2014, informou a Fundação Getúlio Vargas em dados divulgados nesta terça-feira.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) atingiu 81,8 pontos em fevereiro depois de subir 2,5 pontos, o maior patamar desde dezembro de 2014, quando chegou a 86,4 pontos.
“A segunda alta consecutiva da neste ano parece estar relacionada à aceleração do ajuste orçamentário das famílias. A velocidade dessa melhora tem sido heterogênea entre as diferentes classes de renda: consumidores com maior poder aquisitivo são os que se mostram efetivamente mais satisfeitos com a situação financeira no momento e otimistas em relação aos próximos meses”, explicou a coordenadora da pesquisa, Viviane Seda Bittencourt, em nota.
Em janeiro, o indicador havia subido 6,2 pontos, a 79,3 pontos, após terminar 2016 com menor nível desde junho passado depois de duas quedas mensais seguidas.
Os dados da FGV mostraram que o Índice da Situação Atual (ISA) teve alta de 2,2 pontos, para 70,3 pontos, o maior nível
desde agosto de 2015.
O Índice de Expectativas (IE) também teve forte alta, avançando 2,5 pontos, para 90,6 pontos, a máxima desde outubro de 2014.
Entretanto, Viviane alertou que uma recuperação mais sustentável da confiança ainda depende “de notícias favoráveis sobre o mercado de trabalho, que ainda não vieram”.
Após anos de recessão e desemprego alto, a confiança de modo geral apresentou melhora no início de 2017. Entretanto, a prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) mostrou recuo em fevereiro, mesma tendência apresentada pela confiança da construção que a FGV também divulgou nesta quarta-feira.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Thaís Freitas)
Foto: Internet
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]]>Segundo a FGV, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 2,7 pontos em abril e foi a 64,4 pontos.
O destaque para o resultado foi o recuo de 3,2 pontos do Índice de Expectativas (IE), pra 65,8 pontos. O Índice da Situação Atual (ISA) também mostrou piora, de 1,6 ponto, para 64,7 pontos, nova mínima histórica.
“O resultado decorre de um cenário econômico e político que parece difícil de ser resolvido rapidamente”, disse a coordenadora da sondagem do consumidor da FGV, Viviane Seda Bittencourt, em nota.
O cenário de incerteza na economia brasileira, que enfrenta forte recessão, vem sendo agravado pela perspectiva de troca de governo depois que a Câmara dos Deputados aprovou a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
O Senado agora decide se aceita ou não o processo. Dilma será afastada do cargo se o pedido de impeachment seguir em frente na Casa.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Camila Moreira)
Foto: Internet
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