O acesso ao capital antes da consolidação de uma marca ou produto é uma das principais dificuldades dos empreendedores. Tal desafio tende a acentuar-se ainda mais dentro de um contexto macroeconômico de recessão, como o enfrentado pelo Brasil hoje. Assim, a presença de investidores anjo pode ser uma verdadeira benção para quem sonha em transformar seus planos em um empreendimento sólido e rentável.
Anjos para os empreendedores podem ser mais do que entidades celestiais. Quem são eles?
Os investidores anjo costumam ser executivos e empreendedores bem sucedidos, com profundo conhecimento de mercado, visão estratégica, capacidade de identificar oportunidades de negócio e donos de capital próprio acumulado. Além do dinheiro, eles possuem experiência suficiente para orientar os novos empreendedores, e boas redes de relacionamento que podem abrir portas para o empreendedor.
O valor de um investimento assim acaba sendo bem variado, em média de R$ 50 mil a R$ 500 mil, dependo de fatores como: nível de maturidade de empresa, modelo de negócio e plano de crescimento.
No Brasil a prática não é tão difundida como em outros países. Isto acontece devido à ausência de fomento e projetos do governo. Os incentivos tributários e as regulamentações para esse tipo de transação nos Estados Unidos, por exemplo, protegem o patrimônio pessoal do investidor de dívidas da empresa investida. Assim, muitas pessoas se interessam por este tipo de iniciativa.
Já no Brasil, o investidor anjo acaba muito exposto ao risco, e em geral possui uma participação minoritária no negócio, sem cargos executivos e atuando mais como um mentor ou conselheiro. Este tipo de investimento apresentou expansão de 0,6% do PIB em 1999 para 2,1% em 2013. Porém em outros países ele chega a ser quase o dobro, um exemplo é o valor no Reino Unido, que equivale a 4,7%.
Estes números indicam que cada vez mais vamos encontrar organizações interessadas em investir desta maneira. Algumas delas, com presenças regionais fortíssimas, como a Gávea Angels (RJ), que investe em empresas como Descomplica e Nutrebem, a Anjos do Brasil (organização sem fins lucrativos baseada em São Paulo, que faz a ponte entre investidores anjos e empreendedores) e a Curitiba Angels (PR), que tem no portfólio a Contabilizei, empresa de serviços contábeis online.
Porém, antes de buscar esse tipo de investimento, o empreendedor tem que se preparar. É preciso atentar-se a alguns fatores antes de optar por investimentos anjo, e estudar principalmente aqueles que tenham mais afinidade com seu negócio. Busque conversar com outras empresas que receberam esse tipo de incentivo para entender como é a experiência dessa interação entre investidor e investido antes de decidir.
Para se preparar, o empreendedor pode buscar informações no portal Anjos do Brasil, que possui diversos conteúdos voltados para o tema e é referência sobre o assunto no Brasil, e também na página da Endeavor, que possui conteúdos gratuitos sobre o assunto!
E aí? O que você está esperando para ir atrás do seu anjo da guarda?
Fontes:
Texto: EXAME.com
(Por Mariana Desidério)
Foto: Thinkstock
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]]>Ouço isso o tempo todo: “Eu tenho uma ideia de milhões de dólares, eu só preciso de investidores para me ajudarem a colocar ela em prática”.
Em primeiro lugar, é importante que você seja claro; os investidores não apostam em ideias. Eles investem em empresas e empreendedores.
Antes de sair à procura de um investidor para a sua startup de tecnologia, aqui estão as 3 principais coisas que eu recomendo que você faça antes de tentar encontrar um investidor profissional:
Você não sabe o que as pessoas querem até que você prove que você tenha atingido o ajuste produto/mercado. Como você sabe se atingiu o produto/ajuste de mercado? Se você questionar os clientes que atualmente usam o seu produto e perto da metade deles indicarem que ficariam “muito decepcionados” se não pudessem continuar a usar o seu produto, você alcançou o santo graal de um produto, construiu algo que é um “must-have”. Durante a fase de MVP e na fase de ajuste de produto/mercado, você deve fazer todo o possível para manter os custos baixos. Isto leva-me a o terceiro ponto.
Bootstrap por tanto tempo quanto puder. Bootstrapping é o ato de ser extremamente engenhoso para suportar os momentos iniciais do negócio enquanto sobrevive com a menor quantidade de dinheiro possível. Em alguns casos pode ser necessário tocar em suas economias ou tirar dinheiro dos 3 F ‘s Friends, Family and Fools (amigos, família e tolos). Faria isso antes de chegar aos investidores profissionais, a menos que você tenha tração significativa, mensurável ou uma alça clara sobre suas métricas-chave de negócios e como cultivá-las.
Se durante a sua fase de ajuste de produto/mercado, o produto começa a decolar e você tem indicações claras de que há uma demanda enorme para o que você está construindo, recorrer a um investidor faz sentido. No entanto, tenha em mente que de acordo com o Startup Genome Report (um relatório que analisa por que startups fazem sucesso):
“STARTUPS PRECISAM 2-3 VEZES MAIS TEMPO PARA VALIDAR O SEU MERCADO DO QUE A MAIORIA DOS FUNDADORES IMAGINAM. ESTA SUBESTIMAÇÃO CRIA A PRESSÃO PARA ESCALAR PREMATURAMENTE”.
Ok, vocês passaram pelas três etapas acima. Como atrair a atenção dos investidores? A que tipo de investidores você deve recorrer?
Eu priorizaria os investidores anjo primeiro. Os anjos são indivíduos de alta renda que normalmente investem em startups durante uma fase de alto risco (no início do ciclo de vida da empresa). A minha experiência é que os melhores anjos são os empresários que construíram empresas de sucesso. Eu daria prioridade a eles, levando em consideração:
A diferença entre alguém rico e alguém rico com experiência de investidor anjo
Trazer um investidor é um grande negócio. É uma parceria que provavelmente vai durar um longo tempo e você quer ter a certeza de que não vai trazer a pessoa errada.
QUAIS SÃO OS SINAIS DE QUE UM INVESTIDOR ANJO PODERIA IMPACTAR NEGATIVAMENTE SUA STARTUP?
O segundo tipo de investidor que normalmente vem depois de um anjo é uma empresa de Venture Capital (VC). A maior parte do tempo, você vai trabalhar com um VC para ajudá-lo a escalar suas operações. Este post não é um olhar exaustivo, em todos os aspectos de levantar dinheiro. Eu não estou cobrindo valorização, diluição, folhas de prazo ou lugares no conselho. Todos estes tópicos merecem seus próprios artigos, mas vamos primeiro dar uma olhada no que não se deve fazer quando você se envolver com um VC:
Uma confissão: tentei a maioria dessas táticas e falhei. Provavelmente enviei dezenas de mensagens no LinkedIn para potenciais investidores. Eu recebi absolutamente ZERO respostas. Isto provavelmente te machuca mais do que te ajuda.
Qual é a melhor maneira de se apresentar a um investidor?
Obter uma apresentação do CEO de uma empresa que recebeu financiamento do investidor que você está mirando. Esta é de longe a melhor maneira de chamar a sua atenção. Os investidores têm uma regra não escrita de quase nunca falar com (e muito menos investir em) uma empresa, a menos que ela venha através de algum tipo de indicação. É o seu filtro de qualidade.
Como você pode obter referências?
Olhe para carteira de empresas dos investidores. Tente identificar se você tem contatos mútuos com um fundador ou um executivo-chave em uma dessas empresas. A probabilidade de receber uma resposta de um empreendedor conhecido é bem maior do que de um investidor. Lembre-se, estes empreendedores estiveram no seu lugar antes. Quando você chegar até eles, tente encontrar algo em comum entre vocês.
Talvez vocês tenham frequentado a mesma escola, talvez tenham nascido na mesma cidade. Tente encontrá-los na mídia social primeiro, se esforce um pouco para um networking. Não basta enviar-lhes uma solicitação, mostre-lhes que você sabe muito sobre o que eles têm feito e conheça o produto deles bem.
Além de obter uma apresentação do CEO de uma empresa da carteira do investidor que está mirando, você também pode tentar construir relacionamento com os advogados ou contabilistas de startup. Se o prestador de serviços vê algo interessante no que você está construindo, eles podem ser um canal para que você alcance os investidores.
Independentemente disso, certifique-se de que você tem um e-mail curto a ponto de bala, pronto para enviar para facilitar qualquer apresentação.
Depois de obter uma resposta e marcar uma reunião, NÃO lhes peça para assinar um NDA (Non-Disclosure Agreement) para ver o seu investor deck (apresentação que você faz para os investidores). Muitos empreendedores pensam que os investidores vão roubar a sua ideia. Pedindo para o VC assinar um NDA é um sinal imediato de que você é um novato completo.
Fontes:
Texto: endeavor.org.br
(Por Brian Requarth, VivaReal CEO)
Foto: Divulgação
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]]>Três em cada dez brasileiros adultos entre 18 e 64 anos possuem uma empresa ou estão comprometidos com a criação de um negócio próprio. Em 10 anos, a taxa de empreendedorismo saltou de 23%, para 34,5%. Entretanto, a crise deixa muitos empresários em alerta, principalmente os iniciantes.
Dessa forma, os empreendedores que já perceberam o momento e precisam de ajuda para tirar a ideia do papel ou ampliar os negócios buscam o auxilio de um investidor. O investidor-anjo faz mais do que apenas investir financeiramente na empresa, ele apoia as decisões, questiona e discorda quando necessário.
“Conquistar a confiança de um profissional desse porte é difícil. Mas depois é um aprendizado diário. Você recebe um suporte do investidor em todas as decisões e, eles têm uma imensa bagagem sobre diversos segmentos relacionados à visão e estratégias de mercado”, destaca a CEO da 33e34, Tânia Gomes que já conquistou neste ano dois aportes [João Kepler e Grupo MIA].
O portfólio de um investidor-anjo é impressionante, por exemplo, João Kepler, integrante do Anjos do Brasil, possui mais de 40 startups das quais fornece suporte financeiro e administrativo. “Eu invisto em modelos de negócio B2B ou B2B2C em estágio validado e pronto para o mercado; Que sejam inovadores; resolvam problemas existentes de forma específica; sejam relevantes socialmente e escaláveis. Empreendedores humildes e especialistas no assunto; agregue valor e seja sinérgico ao meu portfolio”, afirma Kepler.
Ainda segundo Kepler, o investidor deve se sentir seguro na hora de apostar em um negócio que é pouco ou nunca foi explorado por outras empresas, afinal o investidor também será dono de uma parte do negócio. Kepler é Co-Founder da 85 Labs, foi eleito como “Melhor Investidor-Anjo do Ano” pela Spark Awards 2015, a maior premiação do ecossistema de Startups e Empreendedorismo. O executivo foi finalista na mesma premiação em anos anteriores; 2013 e 2014.
Sobre a Loja 33e34
O e-commerce especializado em numerações 33 e 34 oferecem à mulher brasileira mais de 170 modelos diferentes e exclusivos. A loja virtual possui sapatos para todos os estilos e idades passando pelo ethnic, basic, minimal, rocker, romantic e modern. A loja 33e34 trabalha com mais de 14 marcas, entre elas: Luiza Barcelos, Bárbara Krás, Divalest, Perky, Cecconello, entre outras.
Fontes:
Texto: www.segs.com.br
(Por Aline Matos)
Foto: Internet
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