O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta de 0,23 por cento neste mês, depois de subir 0,45 por cento em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Pesquisa Reuters mostrava expectativa de alta de 0,35 por cento.
No acumulado em 12 meses até setembro, a alta somou 8,78 por cento, desacelerando sobre os 8,95 por cento do mês anterior e também abaixo da expectativa de 8,91 por cento. Mesmo assim, permaneceu acima do teto da meta do governo, de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.
“Com expectativa de inflação para os próximos períodos mais benigna…, manutenção de menos pressão nos itens de alimentos, além do efeito favorável do câmbio, um corte na Selic em outubro se mostra mais provável”, afirmou o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves, por meio de nota, acrescentando que a redução já pode ser de 0,5 ponto se houver “sinais de redução da incerteza sobre ajustes na área fiscal”.
O BC vem mantendo a taxa básica de juros em 14,25 por cento há mais de um ano, com seus membros mostrando satisfação com o progresso nas perspectivas de desinflação.
A perda de força do IPCA-15 neste mês reforçaram também as apostas no mercado de DI de que o BC vai reduzir a Selic em outubro, próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom).
ALIMENTAÇÃO E SERVIÇOS
Segundo o IBGE, o maior responsável pelo resultado do IPCA-15 deste mês foi o grupo Alimentação e Bebidas, cujos preços mostraram variação negativa de 0,01 por cento, depois de alta de 0,78 por cento em agosto.
Entre os alimentos que vinham pressionando com força a alimentação, os preços do feijão-carioca recuaram 6,05 por cento neste mês e do leite longa vida, 4,14 por cento.
Por outro lado, as frutas tiveram alta de 4,01 por cento, tendo o maior impacto sobre o IPCA-15 do mês.
A expectativa de especialistas é de que os preços dos alimentos continuem favorecendo a inflação até o final do ano. “A inflação começa a arrefecer mais forte no último trimestre também em função da alimentação…, trazendo boa queda em 12 meses e favorecendo o corte de juros”, disse o analista da Tendências Consultoria Marcio Milan, projetando alta do IPCA em 7,20 por cento neste ano.
O arrefecimento da pressão de serviços é mais um fator favorável para que a inflação ceda e, somado ao câmbio estável e perspectiva de reformas, justificaria o BC promover o corte já em outubro, segundo o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani.
“Essa combinação de eventos ajuda muito as expectativas de inflação e os e próprios modelos do BC. Acho que o ciclo de afrouxamento começa com 0,5 ponto em outubro e vai até o final do ano que vem, até a Selic chegar a 9,75 por cento”, afirmou.
Nos cálculos de Padovani, a inflação de serviços no IPCA-15 desacelerou a 0,43 por cento em setembro, sobre 0,55 por cento no mês anterior, favorecida pelo esfriamento do mercado de trabalho.
Na última pesquisa Focus realizada pelo BC junto a economistas, a estimativa para a alta do IPCA este ano havia caído a 7,34 por cento, com a Selic encerrando a 13,75 por cento.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Camila Moreira)
Foto: Internet
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]]>O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,54 por cento em julho, contra alta de 0,40 por cento em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
No acumulado em 12 meses até julho, o indicador teve alta de 8,93 por cento, desacelerando sobre o avanço de 8,98 por cento no mês anterior. Ainda assim, permanece bem acima do teto da meta do governo –de 4,5 por cento pelo IPCA, com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou menos.
A expectativa de economistas em pesquisa da Reuters era de alta de 0,46 por cento na base mensal e de 8,84 por cento em 12 meses, segundo a mediana das projeções.
Segundo o IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas registrou alta de 1,45 por cento nos preços neste mês, maior avanço para o mês desde 2008 (1,75 por cento), e respondendo sozinho por 0,37 ponto percentual do IPCA-15 inteiro de julho.
Os preços do feijão-carioca continuaram pressionando fortemente a inflação, com alta de 58,06 por cento no mês e com maior impacto no IPCA-15 (0,18 ponto percentual) no período. Também se destacaram os preços de vários outros alimentos, como o arroz (3,36 por cento) e o leite (15,54 por cento).
Na véspera, o Banco Central manteve a taxa básica de juros em 14,25 por cento, repetindo não haver espaço para corte nos juros tão cedo e apontando riscos para o cenário de inflação. No seu comunicado, a autoridade monetária já havia destacado que os preços dos alimentos poderiam se mostrar persistente, responsáveis também pela inflação acima do esperado no curto prazo.
De modo geral, especialistas acreditam que o BC começará a cortar a Selic somente em outubro. Nesta manhã, os contratos de juros futuros mais curtos e intermediários subiam, reforçando essas apostas com base na decisão do BC na noite passada e pelo resultado do IPCA-15.
Na pesquisa Focus do BC, os especialistas consultados calculam que o IPCA encerrará este ano com alta de 7,26 por cento, desacelerando para 5,30 por cento no final de 2017.
O IBGE destacou que, em contraposição a Alimentação e bebida, a maioria dos demais grupos mostrou desaceleração na inflação.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Patrícia Duarte)
Foto: Internet
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]]>O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta de 0,92 por cento em janeiro, após subir 1,18 por cento em dezembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
A alta acumulada do IPCA-15 em 12 meses, com isso, foi a 10,74 por cento, acelerando ligeiramente sobre os 10,71 por cento com que o índice fechou 2015.
Apesar do enfraquecimento na comparação mensal, a taxa foi a mais alta para meses de janeiro desde 2003 (1,98 por cento), enquanto o acumulado de 10,74 por cento representa o maior patamar desde novembro de 2003 (12,69 por cento).
O resultado deixa a inflação ainda mais longe do teto da meta do governo, que é de 4,5 por cento pelo IPCA com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou menos. O IPCA acumulou em 2015 alta de 10,67 por cento, estourando o teto da meta pela primeira vez desde 2003.
Os números de janeiro do IPCA-15 ficaram em linha com as expectativas em pesquisa da Reuters.
Mesmo desacelerando em relação a dezembro, a alta dos preços de Alimentação e Bebidas foi a que exerceu a maior influência para o resultado de janeiro, com impacto de 0,42 ponto percentual após alta de 1,67 por cento no período.
Essa foi a maior alta entre os grupos, seguida pelo avanço de 1,0 por cento nos preços de Despesas Pessoais.
Apesar das expectativas persistentemente altas de inflação, o Banco Central decidiu na última quarta-feira manter a taxa básica de juros em 14,25 por cento em meio a pressões para que não mexesse na Selic devido à forte recessão econômica.
A pesquisa Focus do BC, com cerca de uma centena de economistas, aponta que a expectativa é de alta do IPCA este ano de 7,0 por cento, desacelerando a 5,40 por cento em 2017, quando a meta também é de 4,5 por cento porém com tolerância de 1,5 ponto.
Fontes:
Texto: br.reuters.com
(Por Camila Moreira)
Foto: Internet
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