Pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta quinta-feira, o BC também argumentou que há incertezas no campo fiscal e que atrapalham as expectativas.
“Ressalte-se a importância de se garantir uma trajetória de resultados primários que permita a estabilização e a posterior redução do endividamento público em relação ao PIB, medida crucial para reforçar a percepção positiva sobre o ambiente econômico, para melhorar a confiança dos agentes e para contribuir para a ancoragem das expectativas de inflação”, trouxe a ata
Na semana passada, o BC manteve a Selic em 14,25 por cento ao ano, mesmo patamar desde julho de 2015, na última reunião com Alexandre Tombini à frente da autoridade monetária. O atual presidente, Ilan Goldfajn, assumiu o posto há uma semana e, por isso, a ata ainda não reflete sua gestão.
O BC informou que, pelo cenário de referência, elevou suas estimativas para a inflação em 2016 e que ela continua acima do centro da meta, 4,5 por cento pelo IPCA. Para 2017, por outro lado, cotou suas contas, projetando que a inflação fique no centro do objetivo.
O cenário de referência leva em consideração o dólar constante a 3,60 reais e a Selic em 14,25 por cento.
A ata repetiu também que o BC adotará as medidas necessárias para levar a inflação ao limite de tolerância da meta em 2016 –de 4,5 por cento, com margem de dois pontos para mais ou menos–, fazendo-a convergir para o centro do alvo em 2017.
Em seus dois discursos públicos até agora, Ilan não especificou o horizonte de tempo para que a meta volte ao centro da meta, mesmo reforçando que seu objetivo é que isso aconteça.
Em maio, a inflação medida pelo IPCA voltou a acelerar, acumulando alta de 9,32 por cento em 12 meses. Na mais recente pesquisa Focus realizada semanalmente pelo BC com uma centena de economistas, a projeção é que encerrará o ano em 7,19 por cento e 2017 a 5,5 por cento.
O BC reiterou na ata que “o nível elevado da inflação em doze meses e as expectativas de inflação distantes dos objetivos do regime de metas não oferecem espaço para flexibilização da política monetária”.
Também acrescentou que o IPCA vem sendo influenciado por “choques temporários de oferta no segmento de alimentação”.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Marcela Ayres)
Foto: Internet
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]]>As expectativas para a taxa básica de juros no fim de 2016 subiram após o Banco Central indicar que pode elevar a Selic se entender necessário, ao mesmo tempo em que as estimativas para a inflação no próximo ano chegaram praticamente ao teto da meta na pesquisa Focus do Banco Central. O levantamento com uma centena de especialistas mostrou que permanece em 14,25% a projeção para a Selic no fim deste ano, mas a projeção para 2016 alcançou 13,25%, contra 13% anteriormente.
O diretor de Política Econômica do BC, Altamir Lopes, passou na semana passada a mensagem de que o BC fará o que for preciso para levar a inflação ao centro da meta em 2017. E apesar de seguir acreditando na manutenção do atual patamar da Selic para ter sucesso na tarefa, poderá elevá-la se entender necessário, mesmo diante da fraqueza econômica.
Para a inflação, a pesquisa mensal mostrou que os economistas consultados agora veem alta de 6,47% do IPCA em 2016, 0,18 ponto percentual maior do que o avanço previsto na semana anterior. Com isso, a alta dos preços praticamente atingiria o teto da meta do governo, que é de 4,5% com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para este ano, a piora na estimativa de alta do IPCA, a oitava seguida, foi de 0,08 ponto percentual, para 9,99%. A projeção para o aumento dos preços administrados chegou a 17% neste ano, contra 16,5% no levantamento publicado na semana passada, e a 6,95% em 2016, ante 6,75%.
Em outubro, o IPCA acelerou a alta a 0,82%, maior nível para o mês em 13 anos, pressionado principalmente pelo reajuste dos preços de combustíveis e pela valorização do dólar. O cenário para a economia também continua se deteriorando, em um ambiente atual de forte recessão, turbulências fiscais e políticas e desemprego em alta.
A expectativa de contração do Produto Interno Bruto neste ano agora é de 3,10%, contra queda de 3,05% no levantamento anterior. Para 2016 é esperada uma retração de 1,90%, maior do que o recuo de 1,51% estimado previamente.
Fontes:
Texto: epocanegocios.globo.com
(Por Camila Moreira – Reuters)
Foto: SHUTTERSTOCK
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