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A fórmula ponto de equilíbrio é um cálculo que todo empreendedor deve conhecer e fazer. É ela que identifica o faturamento mínimo, ou o mínimo de produtos que será necessário vender, para que a empresa possua fundos suficientes para cobrir todos seus custos e despesas, tanto fixos quanto variáveis, e para não haver prejuízos. É a partir desse ponto, quando o dinheiro que entrou foi usado para pagar todas as despesas – ou seja, o lucro e o prejuízo estarão na “estaca zero” –, que a empresa finalmente começará a gerar lucro. Para chegar à fórmula ponto de equilíbrio, basta dividir os custos fixos pela margem de contribuição e então multiplicar por 100 para achar a porcentagem. Da mesma forma como o sonho de qualquer empreendedor é ter uma empresa que lhe traga lucros (e, consequentemente, sucesso), o pesadelo é exatamente o contrário: ter tanto prejuízo a ponto de ter que fechar as portas de seu negócio. Para que isso não aconteça, é necessário muito planejamento e uma boa gestão financeira. Mas, além disso, é preciso também fazer alguns cálculos específicos para se certificar de que sua empresa está dentro da média em questão à lucratividade e que irá atingir uma boa margem de lucro. Um desses cálculos – e provavelmente o principal e mais essencial de todos – é a fórmula ponto de equilíbrio. É através dela que se identifica o valor mínimo que sua empresa irá precisar lucrar para que não haja prejuízo. Entenda exatamente o que é a fórmula ponto de equilíbrio e como calculá-la! O que é ponto de equilíbrioAssim como seu próprio nome sugere, o ponto de equilíbrio é o ponto em que tanto as despesas da empresa, sejam elas fixas ou variáveis, e suas receitas totais (ou seja, o tanto que lucrou) fica em total equilíbrio, uma vez que ambos o lucro e o prejuízo estarão no “zero”. Isso significa que, após pagar todas as despesas e não ter mais prejuízo, é quando você sabe o quanto irá lucrar. Os empreendedores iniciantes podem achar isso estranho, pois, ao abrir uma empresa, o grande objetivo é ter o máximo de lucro possível. No entanto, a fórmula ponto de equilíbrio não significa que não haverá lucro e, sim, que para não ter prejuízos – ou seja, ficar no negativo – é necessário, no mínimo, lucrar o suficiente para cobrir todas as despesas administrativas. Assim, se você lucrar o suficiente de modo a nunca deixar de pagar cada despesa que a empresa possuir, pelo menos ela nunca irá à falência. A partir daí, ao definir onde acabam seus prejuízos, é que você saberá onde começa sua lucratividade. Para entender melhor, despesas e custos fixos são os tipos de gastos que continuam sempre os mesmos independentemente do volume de produção. Algumas das principais delas são:
Já os custos e despesas administrativas variáveis (que podem variar dependendo do volume de demanda e produção) são:
Outro ponto que vale a pena ressaltar é que custos são diferentes de despesas. Os custos estão ligados diretamente à produção (matéria-prima, mão de obra, etc.) e as despesas estão relacionadas à manutenção da empresa (aluguel, materiais de limpeza, contas de luz, água, etc.). Ou seja, o empreendedor terá que estabelecer e separar um valor mínimo de todo o seu lucro e usá-lo para pagar essas despesas citadas acima. Se não houver lucro suficiente para cobrir tudo isso, consequentemente, a empresa ou ficará no negativo, ou terá que usar lucros “futuros” das próximas vendas, mas, de qualquer forma, irá arcar com prejuízos. No entanto, se houver uma quantia mais que suficiente de lucros, a empresa poderá pagar todas essas despesas, não ter mais nenhum prejuízo e ainda sobrará – essa “sobra” será o lucro, ou a receita total. Aliás, há um termo para essa quantia que sobra: a margem de contribuição. A margem de contribuição é importante na fórmula ponto de equilíbrio, pois indica justamente se a receita total da empresa será suficiente para cobrir as despesas e, ainda assim, gerar lucros. Para calcular a margem de contribuição, é necessário subtrair da quantia da receita os custos variáveis. O resultado desse cálculo é usado na fórmula ponto de equilíbrio. A fórmula ponto de equilíbrio contábilEntre todos os tipos de fórmula ponto de equilíbrio, a fórmula ponto de equilíbrio contábil é a mais simples e usada, pois, com ela, basta ter uma receita suficiente para cobrir todos os custos e despesas fixas, tendo ambos lucro e prejuízo “zerados”. Desta forma, o cálculo da fórmula ponto de equilíbrio contábil também é muito simples: Ponto de equilíbrio contábil = Custos e despesas fixas ÷ Margem de contribuição Lembrando que, para chegar à margem de contribuição, basta fazer o cálculo: Receita – Custos e despesas variáveis. A fórmula ponto de equilíbrio financeiroÉ parecida com a fórmula de equilíbrio contábil, sendo que a única diferença é que, no cálculo, não é incluso nos custos e despesas fixas as depreciações e outros tipos de despesas que não requerem desembolsos, como, por exemplo, desvalorização de imóveis ou investimentos. Para que você possa entender melhor, a depreciação pode ser inclusa como um custo, pois em casos onde o ativo (ou seja, bens ou patrimônio de um indivíduo) costumava valer R$10 mil, mas baixou para R$7 mil, os R$3 mil “perdidos” acabam sendo considerados como um custo da empresa. No entanto, com o ponto de equilíbrio financeiro, isso não acontece. Por isso, a fórmula ponto de equilíbrio financeiro é a seguinte: Ponto de equilíbrio financeiro = Custos e despesas não desembolsáveis ÷ Margem de contribuição A fórmula ponto de equilíbrio econômicoFinalmente, o último tipo de fórmula ponto de equilíbrio é o ponto de equilíbrio econômico, que serve para indicar uma receita que não só cobre todos os custos e despesas fixas, mas também garante um lucro mínimo que você deseja atingir. Portanto, é diferente das outras fórmulas por isso – não indica apenas a receita suficiente para ter o lucro e o prejuízo “zerados”. A fórmula ponto de equilíbrio econômico é: Ponto de equilíbrio econômico = Custos e despesas fixas + Lucro mínimo ÷ Margem de contribuição Como calcular o ponto de equilíbrioAssim como vimos acima com as diferentes fórmulas e pontos de equilíbrio, há três formas de calcular o ponto de equilíbrio. No entanto, em todos esses casos, existem fatores indispensáveis, como os custos e despesas fixas e a margem de contribuição. Então, para calcular o ponto de equilíbrio da empresa, basta usar essa mesma fórmula simples: Custos e despesas fixas ÷ Margem de contribuição = Ponto de equilíbrio No entanto, para chegar a essa fórmula ponto de equilíbrio, será necessário antes fazer outros cálculos. Primeiramente, deve-se somar todos os custos e despesas fixas para chegar a um valor total; em seguida, soma-se também os custos e despesas variáveis para poder calcular a margem de contribuição através da fórmula mencionada anteriormente (Receita – Custos e despesas variáveis). Por exemplo, digamos que sua empresa irá vender produtos pelo valor de R$20 por unidade (ou seja, a receita do produto/unidade), mas os custos e despesas fixas são de R$3 mil por mês (esse valor pode incluir aluguel, salários, etc.), e os custos e despesas variáveis (como matéria-prima e mão de obra) são de R$10 por unidade. Isso significa que a margem de contribuição será de R$10 (R$20 da receita – R$10 de despesas e custos variáveis). A partir disso, é possível calcular o ponto de equilíbrio, que deve resultar em 300 unidades (R$3 mil de custos e despesas fixas ÷ R$10 da margem de contribuição). Ou seja, a empresa terá que vender 300 unidades desses produtos para atingir seu ponto de equilíbrio e não ter nenhum prejuízo. Porém é importante ter um apoio personalizado para que você tenha assertividade e agilidade na identificação do ponto de equilíbrio do seu negócio. E para isso você pode contar com o Contabilizei Experts, um serviço dedicado e especialista em gestão de rotinas administrativas, contábeis e principalmente financeiras. Através do Contabilizei Experts você terá a informação no momento certo, sem precisar calcular, por exemplo. Como aplicar a fórmula ponto de equilíbrioPara resumir, vimos que o ponto de equilíbrio é necessário para que seja possível “igualar” suas receitas com os custos e despesas fixas para que não haja prejuízos ou, pelo menos, diminua os riscos de prejuízo para a empresa. No entanto, para aplicar a fórmula ponto de equilíbrio, deve-se usar a porcentagem da margem de contribuição (basta multiplicar o resultado por 100). Desta forma, o empreendedor sabe, em termos mais realistas, como administrar as finanças de sua empresa, se deve diminuir ou aumentar os preços de seus produtos/serviços e ter uma boa gestão financeira. Por exemplo, se você vende um produto por R$15, mas gasta R$10 para produzi-lo, sua margem de contribuição será de R$5. Ou seja, R$5 dessa margem ÷ R$15 da receita do produto = R$0,33 x 100 para achar a porcentagem = 33% do valor de venda. Agora, se a empresa que vende esses produtos acaba gastando, no total, R$50 mil por ano para produzi-los e para continuar suas operações, e tem essa margem de contribuição de 33%, quer dizer que o ponto de equilíbrio dessa empresa é de aproximadamente R$151 mil. Para chegar a esse valor, basta fazer o cálculo: R$50.000,00 dos custos e despesas fixas ÷ pelos 0,33 (ou seja, 33%) da margem de contribuição. O resultado exato será de R$151.515,15. O que isso significa é que, para não ter nenhum prejuízo, a receita bruta anual de sua empresa deverá ser igual ou maior que esse valor. A importância da fórmula ponto de equilíbrio na gestão financeiraNo fim das contas, cálculos, porcentagens e um monte de números não importam se você não souber como aplicar tudo isso à sua empresa de forma rentável e saudável. Para atingir esse nível de sucesso, é imprescindível que você tenha uma boa gestão financeira. Para isso, a fórmula ponto de equilíbrio ajuda de muitas maneiras a empresa. Por exemplo, ela é o principal indicador do quanto a empresa terá que vender para não ter prejuízos e, assim, pode auxiliar o empreendedor a enxergar se haverá necessidade de redução ou aumento de custos e identificar a capacidade de produção de sua empresa. Além disso, ela também representa o nível de risco da empresa, pois quanto menor for o ponto de equilíbrio, menos arriscado é o negócio. Isso significa ainda que esse negócio poderá ter mais competitividade no mercado e, consequentemente, maior rentabilidade. Para alcançar exatamente isso com a fórmula ponto de equilíbrio e ter uma gestão financeira de qualidade, opte, se possível (ou se necessário), pelas reduções do custo do produto e dos custos e despesas fixas da empresa, para que possa aumentar a margem de lucro das vendas. Tudo isso faz com que o ponto de equilíbrio diminua, mantendo o mesmo valor do produto. Desta forma, você poderá cobrir todos os custos e despesas da empresa e ao invés de deixar o lucro e o prejuízo “zerados”, você apenas eliminará os prejuízos e começará a gerar lucro – um objetivo que todos os empreendedores desejam alcançar. Com essas informações, ficou claro que a fórmula ponto de equilíbrio é essencial para todas as empresas identificarem como cobrir todos seus gastos de forma a não restar nenhum prejuízo, poder continuar operando e, então, começar a lucrar. Ou seja, é a partir do ponto de equilíbrio que é possível identificar se sua empresa estará na zona de prejuízo ou na zona de lucratividade. Gostaria de apoio com a gestão financeira do seu negócio?Nós sabemos que é muito comum na vida de um empreendedor, autônomo ou profissional liberal ter que se desdobrar para cuidar não só de seus clientes mas também de todas as rotinas financeiras, contábeis e administrativas necessárias para garantir uma boa gestão do seu negócio. Foi por esse motivo que a Contabilizei criou uma nova solução visando ajudar os profissionais e empresários a ganharem mais tempo e garantir a boa gestão do seu negócio. Através da nossa nova solução Contabilizei Experts, você terá um Assessor Financeiro Especialista em seu segmento para cuidar das suas rotinas administrativas e financeiras! Terceirize as principais rotinas administrativas e financeiras e deixe com os Experts da Contabilizei desde fluxo de caixa até a gestão de contas a pagar e receber. 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Fontes:
Texto: www.contabilizei.com.br
(Por Guilherme Soares)
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Ponto de equilíbrio é quando a receita total da empresa é exatamente igual à soma de custos e despesas. Ele é calculado para saber quanto, em número de transações ou dinheiro, é preciso vender para bancar as operações sem ter prejuízo.
Vale ressaltar que o ponto de equilíbrio não é a meta de nenhuma empresa, e sim uma referência – o objetivo é ter lucro. Se o ponto de equilíbrio for ultrapassado em R$ 1 real, já quer dizer que a empresa está lucrando.
O ponto de equilíbrio contábil é o mais utilizado e mais simples. Nele, divide-se o valor dos custos e despesas fixas pela margem de contribuição. O resultado é a receita necessária para igualar os gastos.
Há duas variações do ponto de equilíbrio contábil. No ponto de equilíbrio financeiro, a única diferença é que são excluídos dos custos fixos a depreciação dos ativos e outras despesas não desembolsáveis. Isso porque algumas empresas, em seus balanços anuais, incluem a depreciação como custo – por exemplo, se têm um ativo que valia R$ 100 e agora vale R$ 70, esses R$ 30 perdidos entram na lista de custos ou despesas da empresa.
No ponto de equilíbrio financeiro, essa diferença é ignorada, porque apenas o que importa são os gastos que representam um desembolso de dinheiro do caixa da empresa.
A outra variação é o ponto de equilíbrio econômico, no qual o custo de oportunidade é acrescido à soma. Trata-se de uma correção monetária a ser considerada junto com as despesas fixas.
O raciocínio é o seguinte: se o empreendedor não investisse na empresa, ele poderia aplicar o seu dinheiro em um investimento que renderia, por exemplo, 15% ao ano. O ponto de equilíbrio econômico considera essa margem, ou seja, você só “empata” quando pagar as despesas e tiver uma remuneração compatível ao percentual que o dinheiro renderia parado no mercado financeiro.
Para encontrar o resultado do ponto de equilíbrio, primeiro você precisa apurar dois fatores:
Aqui, você vai considerar o custo que tem para manter a empresa em operação, seja qual for a sua produção. Isso inclui o aluguel do escritório ou ponto de venda; salário dos funcionários; água, luz e gás; materiais de escritório, higiene e limpeza; serviços de limpeza, manutenção e segurança; enfim, esse tipo de coisa.
O que não entra nesse cálculo são os seus gastos com os produtos que serão revendidos ou matéria-prima para a produção, impostos sobre as vendas e comissão dos vendedores. Esses custos já estarão embutidos no preço de venda do produto.
A margem de contribuição é o ganho bruto sobre as vendas. Além de ser útil para encontrar o ponto de equilíbrio, ela costuma ser usada para calcular o preço de venda dos produtos.
Você soma os custos de produção (produto ou insumos comprados do fornecedor) e as despesas variáveis (impostos sobre vendas e comissão dos vendedores) e acrescenta, sobre o resultado, o valor da margem de contribuição.
Esse excedente servirá, em primeiro lugar, para pagar as despesas fixas da empresa e, depois, para o lucro – remuneração do empresário.
O cálculo mais usado para chegar ao ponto de equilíbrio é muito simples. Você vai somar as despesas fixas do seu negócio e dividi-las pela margem de contribuição. A fórmula é essa:
Ponto de equilíbrio = Despesas fixas / margem de contribuição
No caso do ponto de equilíbrio financeiro, é só desconsiderar a depreciação e outros gastos não desembolsáveis na hora de apurar o montante correspondente às despesas fixas.
Já no ponto de equilíbrio econômico, você acrescenta, a essas despesas, um percentual. Por exemplo, se as despesas são de R$ 50 mil em um ano e você define o custo de oportunidade como 15% desse valor, os custos fixos totais serão de R$ 57,5 mil.
Você viu que o ponto de equilíbrio é quando as receitas igualam as despesas e não há lucro, e que a margem de contribuição é o valor usado para pagar as despesas fixas e o lucro, certo? A partir daí, é possível concluir que quando amargem de contribuição for igual aos gastos fixos, a empresa está no seu ponto de equilíbrio.
Mas não é por aí que se aplica a fórmula que você acabou de aprender. A margem de contribuição é usada na forma de percentual. Um exemplo: se você gasta R$ 10 para produzir o seu produto e o vende por R$ 13, a sua margem de contribuição é de R$ 3, que equivale a 23% do preço de venda.
Portanto, o primeiro passo a ser tomado é diminuir o custo de produção médio do preço de venda médio dos seus produtos, encontrando a margem de contribuição, e transformar o resultado em percentual. Depois, esse percentual deve ser transformado em um número decimal, para aplicar no cálculo. Isso quer dizer que 23% vira 0,23, assim como 30% viraria 0,3 e assim por diante.
Agora, vamos aplicar tudo isso em um exemplo. Queremos descobrir qual é o ponto de equilíbrio de uma empresa que gasta R$ 50 mil anualmente para seguir operando, e cuja margem de contribuição é de 23%. Vamos ao cálculo:
Despesas fixas = R$ 50.000,00
Margem de contribuição = 23%
Ponto de equilíbrio = Despesas fixas / margem de contribuição
PE = 50.000 / 0,23
PE = 217.391,30
O que isso quer dizer? Que, com esse resultado, para manter a empresa sem ter prejuízo, você precisaria de uma receita bruta de pelo menos R$ 217.391,30 no ano.
A partir do cálculo acima, você pode chegar a outras conclusões. Vamos seguir no exemplo do produto que vale R$ 13. Imaginemos que ele seja o único item que a empresa vende.
Nesse caso, ao dividir o ponto de equilíbrio, R$ 217.391,30, pelo preço do produto, R$ 13, descobre-se que é necessário vender 16.722,4 produtos para pagar suas despesas fixas.
Com esse tipo de número em mãos, o diagnóstico vai depender das particularidades da empresa. Caso o ponto de equilíbrio ou número de vendas necessárias seja muito alto, uma alternativa é mexer na margem de contribuição. Mas atenção, porque isso implica em um novo preço de venda.
Se ele diminuir, o número de vendas necessário para atingir o ponto de equilíbrio aumenta; se aumentar, o produto pode perder competitividade. Por fim, ainda há a possibilidade de apertar o cinto e reduzir as despesas fixas da empresa.
Seja qual for a saída, o fato é que o primeiro passo para a saúde financeira de um negócio é entender e aplicar as principais ferramentas de controle e monitoramento.
Fontes:
Texto: blog.contaazul.com
(Por Marcio Roberto Andrade)
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Sabemos o quanto é complicado equilibrar os ganhos e gastos de um negócio, principalmente em momentos de crise. Se você já possui um controle de caixa, a próxima etapa é gerenciar e aumentar o seu lucro, e para isso você deve conhecer o Ponto de Equilíbrio de sua empresa.
Esse indicador permite ter informações sobre a dinâmica da empresa com os volumes necessários para se vender e gerar lucro e por isso se torna tão importante.
Se você quer saber mais não deixe de ler esse post!
O que é o Ponto de Equilíbrio?
O Ponto de Equilíbrio (PE ou Break Even Point, em inglês) é o ponto de igualdade financeira entre as despesas e as receitas totais em um mesmo período.
Por meio dele, você saberá qual deve ser seu faturamento mínimo mensal para cobrir seus gastos fixos e variáveis. Esse número é que determinará qual será a quantidade de vendas a ser alcançada para obter lucro.
Existem algumas variações do cálculo para deixar o indicador mais coerente com o objetivo da empresa, veja os três principais;
Método Contábil
Esse é o método mais difundido e conhecido de cálculo, nele o cálculo leva em consideração que as receitas menos despesas devem ser zero.
Método Financeiro
No Ponto de Equilíbrio Financeiro ou de Caixa, os fatores que são contabilizados, porém não representam um desembolso do caixa no período de analise são retirados do cálculo, assim a visão fica compatível com o caixa da empresa.
As principais despesas que não são consideradas para fins de cálculo são a depreciação e a amortização.
Método Econômico
No Ponto de Equilíbrio Econômico, é considerada o custo de oportunidade do dinheiro aplicado, assim se tem uma visão do lucro mínimo aceitável pelo empreendedor tendo em vista que ele aplicou os seus recursos no negócio.
Para mim, esse é o melhor cálculo, pois em economia, a situação de equilíbrio dos mercados se dá no Ponto de Equilíbrio Econômico, pois os rendimentos da atividade produtiva tendem a se igualar em mercados concorrenciais aos rendimentos no mercado financeiro, desta forma fica fácil observar se a empresa vai bem, ou se não vai tão bem, mesmo que apresente um lucro contábil.
Informações importantes para o cálculo
Como descrito no começo, é preciso minimamente ter o controle financeiro da empresa, ou a contabilidade em diapara iniciar a análise, isso pois seus inputs são informações do negócio que o empreendedor precisa conhecer.
Ter com a ajuda do seu contador pode ser um divisor de águas para se ter um bom cálculo e garantir a acuracidade das informações, a seguir vou te contar algumas informações que você precisa ter.
Volume e Preços de Produtos
Ter uma projeção de receitas, ou ainda, o histórico de receitas de períodos anteriores será muito útil, principalmente se você não conhece o custo variável do produto.
As receitas são resultados dos preços individuais multiplicados pelo volume, por isso ao buscar saber sobre a receita,procure pelo preço e pelo volume, eles te trarão mais informações e um poder de analise melhor.
Separe custos variáveis dos custos e despesas fixas
Um erro comum entre gestores é o de buscar o Ponto de Equilíbrio financeiro considerando como despesas apenas os custos diretos de produção ou prestação de serviço (como folhas de pagamento, matéria prima, impostos, etc.), entretanto, é preciso entender a conexão entre receitas e gastos mais a fundo para saber quais são os preços a serem praticados a fim de se obter rentabilidade.
Desta forma, separe todos os custos variáveis, que são aqueles custos diretamente empregados para produzir um serviço ou produto. Eles são variáveis, pois vão se alterar de acordo com a quantidade produzida ou vendida, ou seja, quanto mais elevadas as vendas/produção, mais elevadas são os seus gastos.
Com as informações de vendas e de custos variáveis, se tem a Margem de Contribuição, ou seja, os recursos que são disponibilizados para o pagamento dos custos e despesas fixas e para o lucro.
Por fim, separe os custos e despesas fixas, que são aquelas que independentes do volume de vendas se manterão estáveis. É importante lembrar que elas estão associadas a uma capacidade produtiva, ou seja se eu elevar o nível de produção, somente poderei fazer até certo ponto, sem incorrer na assunção de novas despesas fixas.
Como calcular o Ponto de Equilíbrio da minha empresa?
Para calcular o indicador do seu empreendimento, siga os passos abaixo com cuidado, o exemplo foi calculado com o método Contábil:
1.Separe seus custos fixos e despesas de seus custos variáveis.
2.Divida o custo variável total pela receita total das vendas.
3.Subtraia 1 do resultado do passo anterior.
4.Divida o resultado do passo 3 pelo valor total dos custos fixos e despesas.
O resultado do passo 4 será seu Indicador de Equilíbrio.
Veja o exemplo:
Total do Custo Fixo e Despesas: 1.000,00
Total do Custo Variável: 3.000,00
Total das Vendas: 6.000,00
Percentual do Custo Variável: 3.000,00 / 6.000,00 = 0,50
1 – 0,50 = 0,50
PE Contábil = Custos e Despesas Fixas / Margem de Contribuição
PE Contábil = 1.000,00 (custo fixo e despesas) / 0,50 = 2.000,00
Isso significa que, para esse exemplo, seria necessário vender, no mínimo, 2 mil reais para que sua empresa ficasse no “zero a zero”, isto é, em seu Ponto de Equilíbrio. Porém, como seu objetivo não é esse, você precisa vender acima desse valor para lucrar!
O PE, portanto, não funciona como um objetivo a ser atingido, mas sim como um parâmetro para que sua empresa saiba de onde ela deve partir para obter lucro, e jamais prejuízo.
Formula para os outros métodos
Limitações do Modelo de Ponto de Equilíbrio
Como qualquer indicador, é preciso ter cautela e utilizar outros indicadores para a gestão da empresa, utilizar somente um indicador ou uma única visão pode levar a empresa a tomar decisões erradas.
Com o Ponto de Equilíbrio não é diferente, o modelo tem algumas limitações, o melhor é conhece-las e considera-las na análise.
Relação Estática de curto prazo
O modelo pressupõe uma estática comparativa de curto prazo, ou seja que as relações e as condições operacionais não se alteram no curto prazo.
Sabemos que a realidade é dinâmica, e durante um dia, fatores relacionadas as despesas e receitas se alteram constantemente, exigindo assim que a cada mudança sejam refeitos os cálculos.
Relação Linear entre Receitas e Despesas
Outro pressuposto é uma relação linear entre Receitas e Despesas, com uma visão restrita e focada isso é até é verdade, mas o modelo não considera as economias de escala com o aumento da produção, ou mesmo o momento da curva onde os custos variáveis se elevam mais do que a receita em um efeito que os economistas conhecem como a lei dos rendimentos descrentes.
Analise de vários produtos
Outra limitação do modelo é no tratamento de vários produtos. O cálculo considera uma Margem de Contribuição, então somente é possível trabalhar com a formula caso os produtos tenham a mesma margem de contribuição.
Existem, é claro, saída matemáticas para reduzir essa limitação, como trabalhar com as médias ou melhor ainda, considerar a proporção de produtos vendidos, mas ajustar o indicador nos leva a primeira das limitações, a da realidade estática, pois não é possível garantir que a proporção de vendas dos produtos no próximo período será exatamente a mesma daquela que originou o cálculo inicial.
Como podemos ver, a partir do momento em que estabelecemos um controle financeiro mínimo e temos a disposição os demonstrativos contábeis, conseguimos obter mais informações sobre a empresa que talvez no dia a dia da empresa não nos damos conta.
Informação ao empreendedor é essencial, já que a partir dela é possível fazer um planejamento e tomar decisões que levem a empresa para o caminho do crescimento, além disso não será mais possível determinar o futuro a partir do destino, ou seja o sucesso ou insucesso dependerá somente da sua capacidade gerencial.
Fontes:
Texto: capitalsocial.cnt.br
(Por Leandro Oliveira)
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Dois erros comuns ocorrem em muitos negócios: a atribuição de margem de lucro inadequada na precificação de produtos ou serviços e a inexatidão na projeção de resultados. Esses dois equívocos (e muitos outros) podem ser facilmente evitados com a análise de break even, que calcula o momento em que a empresa paga todas as suas despesas e passa a ter lucro.
A partir desse ponto de equilíbrio, torna-se mais fácil e seguro atribuir a porcentagem de lucro e demais adicionais, assim como planejar o alcance de objetivos e a saúde financeira empresarial em curto e médio prazos.
Percebeu a importância de encontrar esse ponto? Então, continue lendo e entenda por que chegar a ele, de que forma fazer isso e como utilizar a ferramenta internamente!
A expressão “break even” define o marco zero da organização, quando as operações somam exatamente o valor dos custos fixos e variáveis. Significa que o negócio está equilibrado e pode arcar com suas obrigações.
Caso as vendas ou prestações não alcancem os gastos (ou seja, o break even não seja atingido), há um desequilíbrio que põe em risco a continuidade das atividades.
Em primeiro lugar, quando o negócio chega a essa marca, já sabe que não está perdendo dinheiro. Ainda que não esteja ganhando, conseguir pagar todas as contas é o primeiro passo para sobreviver e posteriormente gerar lucro.
Definir os preços de produtos ou serviços depende de alguns elementos, como margem de lucro desejada, situação do mercado e despesas a serem suportadas.
Realizando a análise, essa precificação é mais segura e exata. Por exemplo, na percepção de que os custos são facilmente cobertos, pode ser possível reduzir minimamente o percentual de lucro desejado para ganhar competitividade entre a concorrência.
Um erro muito comum de empresários e gestores é avaliar o sucesso pela geração de receita. Porém, não adianta muito alcançar um faturamento anual de R$ 1 milhão que resulte apenas em R$ 50 mil de lucro líquido. Em uma hipótese como essa, a falta de uma análise de break even pode ser a causa do não reconhecimento do excesso de gastos ou da má precificação. E a consequência é a lucratividade baixa vigente.
Sabendo de quantas vendas ou prestações a empresa precisa para cobrir seus custos e ter lucro, e relacionando-as com o desempenho médio ou com um projeto de crescimento elaborado, os resultados previstos tornam-se mais confiáveis.
Tanto quem está começando a pensar em abrir uma empresa quanto o gestor que pretende adicionar novo produto ou serviço ao empreendimento podem analisar o ponto de equilíbrio antes mesmo de ter a atividade na prática. Por que? Para que saibam previamente o quanto investirão para isso e quanto deverão gerar em negócios para pagar as contas e depois ter resultado líquido.
O primeiro passo para estabelecer a marca é apurar as despesas fixas, como aluguel, e variáveis, como comissões, aquisições de materiais e mercadoria e impostos, que deverão ser cobertas. Depois disso, é preciso definir o período a ser analisado. Por fim, deve-se fazer a relação do resultado dos custos com volume de negócios, preço unitário ou outra forma de faturamento que sirva à avaliação da ocasião.
Para facilitar a explicação, um exemplo prático utilizando um escritório de contabilidade:
Ou seja, com 36 clientes a empresa consegue quitar suas obrigações fixas e variáveis consequentes da quantidade atendida. A partir disso, toda a renda gerada passa a ser lucro.
Como usamos um exemplo de projeção, um planejamento de aquisição de clientes pode modificar a análise. Então, os custos variáveis aumentariam proporcionalmente, mas os fixos não. Ao final, o ponto de equilíbrio seria maior junto ao resultado líquido proveniente do maior número de contratos.
Fontes:
Texto: blog.sage.com.br
(Da Redação)
Foto: Divulgação
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]]>O que é ponto de equilíbrio
Ponto de equilíbrio é quando a receita total da empresa é exatamente igual à soma de custos e despesas. Ele é calculado para saber quanto, em número de transações ou dinheiro, é preciso vender para bancar as operações sem ter prejuízo.
Vale ressaltar que o ponto de equilíbrio não é a meta de nenhuma empresa, e sim uma referência – o objetivo é ter lucro. Se o ponto de equilíbrio for ultrapassado em R$ 1 real, já quer dizer que a empresa está lucrando.
Ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico
O ponto de equilíbrio contábil é o mais utilizado e mais simples. Nele, divide-se o valor dos custos e despesas fixas pela margem de contribuição. O resultado é a receita necessária para igualar os gastos.
Há duas variações do ponto de equilíbrio contábil. No ponto de equilíbrio financeiro, a única diferença é que são excluídos dos custos fixos a depreciação dos ativos e outras despesas não desembolsáveis. Isso porque algumas empresas, em seus balanços anuais, incluem a depreciação como custo – por exemplo, se têm um ativo que valia R$ 100 e agora vale R$ 70, esses R$ 30 perdidos entram na lista de custos ou despesas da empresa.
No ponto de equilíbrio financeiro, essa diferença é ignorada, porque apenas o que importa são os gastos que representam um desembolso de dinheiro do caixa da empresa.
A outra variação é o ponto de equilíbrio econômico, no qual o custo de oportunidade é acrescido à soma. Trata-se de uma correção monetária a ser considerada junto com as despesas fixas.
O raciocínio é o seguinte: se o empreendedor não investisse na empresa, ele poderia aplicar o seu dinheiro em um investimento que renderia, por exemplo, 15% ao ano. O ponto de equilíbrio econômico considera essa margem, ou seja, você só “empata” quando pagar as despesas e tiver uma remuneração compatível ao percentual que o dinheiro renderia parado no mercado financeiro.
Como calcular o ponto de equilíbrio
Para encontrar o resultado do ponto de equilíbrio, primeiro você precisa apurar dois fatores:
1. Despesas fixas
Aqui, você vai considerar o custo que tem para manter a empresa em operação, seja qual for a sua produção. Isso inclui o aluguel do escritório ou ponto de venda; salário dos funcionários; água, luz e gás; materiais de escritório, higiene e limpeza; serviços de limpeza, manutenção e segurança; enfim, esse tipo de coisa.
O que não entra nesse cálculo são os seus gastos com os produtos que serão revendidos ou matéria-prima para a produção, impostos sobre as vendas e comissão dos vendedores. Esses custos já estarão embutidos no preço de venda do produto.
2. Margem de contribuição
A margem de contribuição é o ganho bruto sobre as vendas. Além de ser útil para encontrar o ponto de equilíbrio, ela costuma ser usada para calcular o preço de venda dos produtos.
Você soma os custos de produção (produto ou insumos comprados do fornecedor) e as despesas variáveis (impostos sobre vendas e comissão dos vendedores) e acrescenta, sobre o resultado, o valor da margem de contribuição.
Esse excedente servirá, em primeiro lugar, para pagar as despesas fixas da empresa e, depois, para o lucro – remuneração do empresário.
A fórmula
O cálculo mais usado para chegar ao ponto de equilíbrio é muito simples. Você vai somar as despesas fixas do seu negócio e dividi-las pela margem de contribuição. A fórmula é essa:
Ponto de equilíbrio = Despesas fixas / margem de contribuição
No caso do ponto de equilíbrio financeiro, é só desconsiderar a depreciação e outros gastos não desembolsáveis na hora de apurar o montante correspondente às despesas fixas.
Já no ponto de equilíbrio econômico, você acrescenta, a essas despesas, um percentual. Por exemplo, se as despesas são de R$ 50 mil em um ano e você define o custo de oportunidade como 15% desse valor, os custos fixos totais serão de R$ 57,5 mil.
Como aplicar
Você viu que o ponto de equilíbrio é quando as receitas igualam as despesas e não há lucro, e que a margem de contribuição é o valor usado para pagar as despesas fixas e o lucro, certo? A partir daí, é possível concluir que quando a margem de contribuição for igual aos gastos fixos, a empresa está no seu ponto de equilíbrio.
Mas não é por aí que se aplica a fórmula que você acabou de aprender. A margem de contribuição é usada na forma de percentual. Um exemplo: se você gasta R$ 10 para produzir o seu produto e o vende por R$ 13, a sua margem de contribuição é de R$ 3, que equivale a 23% do preço de venda.
Portanto, o primeiro passo a ser tomado é diminuir o custo de produção médio do preço de venda médio dos seus produtos, encontrando a margem de contribuição, e transformar o resultado em percentual. Depois, esse percentual deve ser transformado em um número decimal, para aplicar no cálculo. Isso quer dizer que 23% vira 0,23, assim como 30% viraria 0,3 e assim por diante.
Agora, vamos aplicar tudo isso em um exemplo. Queremos descobrir qual é o ponto de equilíbrio de uma empresa que gasta R$ 50 mil anualmente para seguir operando, e cuja margem de contribuição é de 23%. Vamos ao cálculo:
Despesas fixas = R$ 50.000,00
Margem de contribuição = 23%
Ponto de equilíbrio = Despesas fixas / margem de contribuição
PE = 50.000 / 0,23
PE = 217.391,30
O que isso quer dizer? Que, com esse resultado, para manter a empresa sem ter prejuízo, você precisaria de uma receita bruta de pelo menos R$ 217.391,30 no ano.
Base para outros cálculos
A partir do cálculo acima, você pode chegar a outras conclusões. Vamos seguir no exemplo do produto que vale R$ 13. Imaginemos que ele seja o único item que a empresa vende.
Nesse caso, ao dividir o ponto de equilíbrio, R$ 217.391,30, pelo preço do produto, R$ 13, descobre-se que é necessário vender 16.722,4 produtos para pagar suas despesas fixas.
Com esse tipo de número em mãos, o diagnóstico vai depender das particularidades da empresa. Caso o ponto de equilíbrio ou número de vendas necessárias seja muito alto, uma alternativa é mexer na margem de contribuição. Mas atenção, porque isso implica em um novo preço de venda.
Se ele diminuir, o número de vendas necessário para atingir o ponto de equilíbrio aumenta; se aumentar, o produto pode perder competitividade. Por fim, ainda há a possibilidade de apertar o cinto e reduzir as despesas fixas da empresa.
Seja qual for a saída, o fato é que o primeiro passo para a saúde financeira de um negócio é entender e aplicar as principais ferramentas de controle e monitoramento.
Fontes:
Texto: blog.contaazul.com
(Por Marcio Roberto Andrade)
Foto: Divulgação
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]]>O que é o Ponto de Equilíbrio?
O Ponto de Equilíbrio (PE ou Break Even Point, em inglês) é o ponto de igualdade financeira entre as despesas e as receitas totais em um mesmo período. Por meio dele, você saberá qual deve ser seu faturamento mínimo mensal para cobrir seus gastos fixos e variáveis. Esse número é que determinará qual será a quantidade de vendas a ser alcançada para obter lucro.
Entenda seus custos
Um erro comum entre gestores é o de buscar o Ponto de Equilíbrio financeiro considerando como despesas apenas os custos diretos de produção ou prestação de serviço (como folhas de pagamento, matéria prima, impostos, etc.), entretanto, é preciso entender a conexão entre receitas e gastos mais a fundo para saber quais são os preços a serem praticados a fim de se obter rentabilidade.
Os custos variáveis correspondem aos valores necessários para se produzir um serviço ou produto. Nesse caso, quanto maior for sua produção, mais elevadas os seus gastos.
Já os custos fixos se mantêm, em sua maioria, independentes do volume de vendas. Além dos custos fixos é necessário considerar todas as despesas da empresa.
Com isso você considerará a sua margem de contribuição, isto é, o gasto variável para se produzir uma unidade do que você vende. Para encontrá-la, você precisa subtrair o custo variável de produção do valor da venda. O que sobra desse valor é o que recebe o nome de margem de contribuição, pois representa o quanto cada produto contribui para pagar seus custos e despesas fixas e gerar uma margem de lucro.
Como calcular o Ponto de Equilíbrio da minha empresa?
Para calcular o Ponto de Equilíbrio financeiro do seu empreendimento, siga os passos abaixo com cuidado:
1.Separe seus custos fixos e despesas de seus custos variáveis.
2.Divida o custo variável total pela receita total das vendas.
3.Subtraia 1 do resultado do passo anterior.
4.Divida o resultado do passo 3 pelo valor total dos custos fixos e despesas.
O resultado do passo 4 será seu Ponto de Equilíbrio.
Veja o exemplo:
Total do Custo Fixo e Despesas: 1.000,00
Total do Custo Variável: 3.000,00
Total das Vendas: 6.000,00
Percentual do Custo Variável: 3.000,00 / 6.000,00 = 0,50
1 – 0,50 = 0,50
Ponto de Equilíbrio: 1.000,00 (custo fixo e despesas) / 0,50 = 2.000,00
Isso significa que, para esse exemplo, seria necessário vender, no mínimo, 2 mil reais para que sua empresa ficasse no “zero a zero”, isto é, em seu Ponto de Equilíbrio. Porém, como seu objetivo não é esse, você precisa vender acima desse valor para lucrar! O PE, portanto, não funciona como um objetivo a ser atingido, mas sim como um parâmetro para que sua empresa saiba de onde ela deve partir para obter lucro, e jamais prejuízo.
Fontes:
Texto: capitalsocial.cnt.br
(Por Leandro Oliveira)
Foto: Divulgação
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]]>Reflexo da crise no país, o indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), capaz de medir o número de empresas endividadas, apontou alta de 9,57% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Para não ser tão afetado pela situação econômica do país, o ideal é que o empresário tome medidas preventivas, como desenvolver um planejamento e ter o controle administrativo.
Um dos fatores que podem também atrapalhar a administração de uma empresa é não ter o fluxo de caixa realizado e previsto. A previsão é essencial para a tomada de decisões e correção da rota.
Outro erro muito comum cometido pelo empresariado é o desconhecimento a respeito da margem de contribuição. Esse termo que representa a diferença entre o valor das vendas e os custos necessários para gerá-las soa de maneira estranha aos ouvidos do empreendedor. Porém, é muito importante saber qual é a margem de contribuição para o negócio.
Além desses fatores, é necessário que o empresário tenha controle de estoque; saiba o ponto de equilíbrio da empresa, ou seja, qual é o faturamento mensal mínimo para cobrir os custos fixos; e não deixe de determinar um valor compatível com a capacidade financeira da empresa para o pró-labore, a remuneração do próprio empresário.
Não é possível fugir da crise, mas ao estar preparado para condições adversas, ficará mais fácil evitar os endividamentos e uma situação pior futuramente. Mantenha o foco em gastos realmente imprescindíveis, pois manter as contas em dia e o nome limpo é um fator importantíssimo para o bom funcionamento de qualquer negócio.
Dora Ramos é especialista em contabilidade e controladoria, além de fundadora e diretora responsável pela Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial.
Fontes:
Texto: administradores.com
(Por Dora Ramos) Matéria Original:
http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/como-o-empresario-pode-fugir-das-dividas/105236/
Foto: Internet
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Micronegócios, geralmente com um valor de investimento menor, conseguem prometer um prazo de retorno menor.
Foto: Monkey Business Images/Shutterstock
É importante ressaltar que os itens extras do investimento inicial influenciam na estimativa final do prazo de retorno, por isso é necessário especificar os dados com o franqueador.
Ponto de Equilíbrio X Retorno de Investimento
Muitos ainda confundem ponto de equilíbrio com retorno de investimento. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), ponto de equilíbrio é quando a operação da franquia deixa de exigir capital de giro, ou seja, receitas empatam com despesas, incluindo o projetado em cada mês para os pagamento de fim de ano, como 13º salário, entre outras despesas.
Outra é o retorno do investimento: o franqueado obtém o retorno do investimento inicial mais o capital de giro utilizado para até a conquista do ponto de equilíbrio, considerando ainda os rendimentos que teria com esse dinheiro em uma aplicação conservadora em instituições financeiras e descontando o que o franqueado estipulou como pro labore , sua remuneração pelo trabalho que realizou (em geral média de mercado para contratar um profissional para o desempenho daquelas funções). Esse retorno é de médio a longo prazo.
O levantamento da ABF, feito em julho, listou as 20 franquias com prazo de retorno mais rápido . As informações foram fornecidas para o banco de dados da associação pelas próprias marcas.
1. Pão Natureza
Segmento: Comunicação, Informática e Eletrônicos
Localização: Barueri, São Paulo
Prazo médio de retorno: 4 meses
2. Unhas Express
Segmento: Beleza, Saúde, Farmácias e Produtos Naturais
Localização: Niterói, Rio de Janeiro
Prazo médio de retorno: 4 meses
3. RH Franquia Online
Segmento: Negócios, Serviços e Conveniência
Localização: Curitiba, Paraná
Prazo médio de retorno: 5 meses
4. Trata Igui Bem
Segmento: Negócios, Serviços e Conveniência
Localização: Cedral, São Paulo
Prazo médio de retorno: 5 meses
5. Míidia do Pão
Segmento: Comunicação, Informática e Eletrônicos
Localização: São José dos Campos, São Paulo
Prazo médio de retorno: 5 meses
6. Multicanalidade
Segmento: Negócios, Serviços e Conveniência
Localização: São Paulo, São Paulo
Prazo médio de retorno: 5 meses
7. Prafix
Segmento: Construção e Imobiliárias
Localização: São Paulo, São Paulo
Prazo médio de retorno: 5 meses
8. San Martin
Segmento: Negócios, Serviços e Conveniência
Localização: São José do Rio Preto, São Paulo
Prazo médio de retorno: 6 meses
9. Net Branding Treinamentos
Segmento: Educação e Treinamento
Localização: São Paulo, São Paulo
Prazo médio de retorno: 7 meses
10. The Best Chef
Segmento: Alimentação
Localização: Campinas, São Paulo
Prazo médio de retorno: 7 meses
11. Cabines VIP
Segmento: Entretenimento, Brinquedos e Lazer
Localização: Ibiporã, Paraná
Prazo médio de retorno: 7 meses
12. Quinta Valentina
Segmento: Acessórios Pessoais, Calçados e Tênis
Localização: São José do Rio Preto, São Paulo
Prazo médio de retorno: 7 meses
13. Bortoletto
Segmento: Cosméticos e Perfumaria
Localização: São Caetano do Sul, São Paulo
Prazo médio de retorno: 8 meses
14. Xtire
Segmento: Serviços Automotivos
Localização: São Paulo, São Paulo
Prazo médio de retorno: 8 meses
15. +Fácil Asfaltos
Segmento: Construção e Imobiliárias
Localização: São Paulo, São Paulo
Prazo médio de retorno: 8 meses
16. Kurten
Segmento: Construção e Imobiliárias
Localização: Curitiba, Paraná
Prazo médio de retorno: 8 meses
17. Doutor Lubrifica
Segmento: Negócios, Serviços e Conveniência
Localização: Taubaté, São Paulo
Prazo médio de retorno: 8 meses
18. Eventt Indoor Marketing TV
Segmento: Negócios, Serviços e Conveniência
Localização: São José dos Campos, São Paulo
Prazo médio de retorno: 8 meses
19. Emagrecentro
Segmento: Estética, Medicina e Odontologia
Localização: São Paulo, São Paulo
Prazo médio de retorno: 9 meses
20. Pet Cursos Franchising
Segmento: Educação e Treinamento
Localização: São José dos Pinhais, Paraná
Prazo médio de retorno: 9 meses
Fontes:
Texto: economia.terra.com.br
(Por Natália Mito) Matéria Original:
http://economia.terra.com.br/vida-de-empresario/franquias/veja-as-20-franquias-com-retorno-mais-rapido-e-garantido,95133d955b5702992107087bc4c6eea83r29RCRD.html
Foto: Internet
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