A projeção para a alta do IPCA em 2016 ficou em 7,26 por cento após duas semanas de quedas, segundo o levantamento divulgado nesta segunda-feira, continuando assim acima do teto da meta do governo, de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais.
Para 2017 a estimativa permanece dentro da tolerância de 1,5 ponto para a meta de 4,5 por cento ao cair para 5,30 por cento, contra 5,40 por cento na semana anterior.
Em relação à política monetária, os especialistas consultados não alteraram a visão de que a Selic será mantida em 14,25 por cento na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom), a primeira sob o comando de Ilan Goldfajn.
O BC tem reafirmado que não há condições de reduzir a taxa básica de juros ainda, com declarações de Ilan de que seu objetivo é levar a inflação ao centro da meta em 2017.
Para o final deste ano, o levantamento com uma centena de economistas mostra que a expectativa para a Selic é de que encerre a 13,25 por cento e que em 2017 fique em 11 por cento, sem mudanças
Porém o Top 5 –grupo que mais acerta as projeções no Focus– vê a taxa básica de juros a níveis mais altos, ainda que tenha reduzido a perspectiva para 2016. Para este ano, a expectativa do grupo caiu a 13,75 por cento de 14 por cento, e para 2017 ficou em 11,25 por cento.
A queda do Produto Interno Bruto (PIB) projetada para este ano foi a 3,25 por cento, contra recuo de 3,30 por cento no levantamento anterior.
Em maio, a economia brasileira voltou ao vermelho, com queda de 0,51 por cento sobre abril segundo o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), mostrando que o cenário de recessão ainda não havia dado sinais consistentes de recuperação.
Para 2017 houve melhora da expectativa após quatro semanas de estabilidade, sendo esperado agora crescimento de 1,10 por cento, contra 1 por cento antes.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Camila Moreira)
Foto: Divulgação
Quer publicar um release em nosso portal? Entre em CONTATO.
]]>O BC manteve o discurso de cautela, mostrou a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quinta-feira, ao repetir que apesar dos avanços obtidos até agora no combate à inflação, especialmente quanto à contenção dos efeitos de segunda ordem dos ajustes de preços relativos, ainda não pode cortar a Selic.
“(O comitê) considera que o nível elevado da inflação em doze meses e as expectativas de inflação distantes dos objetivos do regime de metas não oferecem espaço para flexibilização da política monetária”, trouxe a ata.
Na semana passada, o BC manteve a Selic em 14,25 por cento ao ano, patamar que segue desde julho de 2015, em decisão unânime pela primeira vez depois de três votações rachadas, indicação de que está pavimentando o caminho para afrouxar a política monetária só mais à frente.
O IPCA-15, prévia da inflação oficial do país, acumulou alta de 9,34 por cento nos 12 meses até abril, desacelerando sobre 9,95 por cento de março, mas ainda distante da meta do governo para este ano –4,5 por cento pelo IPCA, com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
O BC já havia informado esperar queda de dois pontos percentuais na inflação no primeiro semestre, embalada por fatores como a forte deterioração da economia e do mercado de trabalho, além da menor valorização do dólar frente ao real.
Em seu cenário de referência, o BC considerou o dólar em 3,55 reais, próximo ao patamar atual e já distante do nível de 3,95 reais considerado na reunião anterior do Copom.
Na pesquisa Focus mais recente, realizada pelo BC com uma centena de economistas todas as semanas, a projeção de alta para o IPCA em 2016 caiu pela oitava vez consecutiva, a 6,94 por cento; para 2017, ela estava em 5,72 por cento. Já a expectativa para a Selic é de 13,25 por cento no final deste ano e de 11,75 por cento de 2017.
No mercado de juros futuros, a curva aponta para o início do ciclo de afrouxamento da política monetária em agosto.
O comunicado (da decisão do Copom) já tinha matado a queda dos juros em junho (próximo encontro do Copom). Agora diminuiu muito a probabilidade de queda em julho, mostrando a preocupação com o fiscal”, afirmou o sócio-gestor da Modal Asset, Luiz Eduardo Portella, que prevê corte na Selic apenas na reunião do fim de agosto.
Na ata, o BC acrescentou “o processo de distensão no mercado de trabalho” entre os fatores importantes do contexto em que as decisões futuras de política econômica serão tomadas, repetindo outros vetores que já havia citado antes, como a perspectiva de um hiato de produto mais desinflacionário que o inicialmente previsto.
O documento formalizou ainda mensagem que o diretor de Política Econômica do BC, Altamir Lopes, já havia sublinhado em março, sobre balanço do setor público em zona expansionista, em contraposição à posição de neutralidade vista antes.
O BC passou a considerar em seus cálculos os números mais recentes apontados pelo governo, de déficit primário equivalente 1,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e de 0,9 por cento do PIB em 2017. Até a reunião anterior do Copom, o BC ainda contava com superávit primário de 0,5 por cento do PIB em 2016 e de 1,3 por cento do PIB em 2017.
Com a provável troca de governo por conta do afastamento da presidente Dilma Rousseff, o vice Michel Temer deve assumir o comando do país e já indicou que o ex-presidente do BC Henrique Meirelles será seu ministro da Fazenda. Nos bastidores, é dito que o presidente do BC, Alexandre Tombini, pode permanecer no cargo por um período de transição.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Marcela Ayres)
Foto: Internet
Quer publicar um release em nosso portal? Entre em CONTATO.
]]>SÃO PAULO – Economistas de instituições financeiras revisaram as suas estimativas para diversos aspectos da economia brasileira, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central revelada nesta segunda-feira (24).
A previsão de retração do PIB (Produto Interno Bruto) em 2015 caiu de 2,01% para 2,06%. Para 2016, os economistas reduziram a projeção do crescimento do PIB de -0,15% para -0,24%.
De acordo com o documento divulgado nesta segunda-feira, 24, pelo BC, a mediana das previsões do mercado financeiro para o IPCA de 2015 caiu de 9,32%, para 9,29%, ainda acima do teto da meta estabelecida pela autarquia de 6,5% ao ano. Já para 2016, a previsão subiu de 5,44% para 5,50%.
No caso da taxa básica de juros, a previsão da Selic para 2015 foi mantida em 14,25%. Para 2016, a previsão também foi levemente elevada de 11,88% para 12%.
Para o câmbio, as previsões foram elevadas de dólar a R$ 3,48 no fim de 2015 para R$ 3,50. Já para 2016, a previsão foi mantida em R$ 3,60.
Por fim, a previsão para a balança comercial em 2015 se manteve em US$ 8,00 bilhões. Já para 2016, a projeção foi elevada de US$ 15,19 bilhões para US$ 16,80 bilhões.
Fontes:
Texto: www.infomoney.com.br
(Por Ricardo Bonfim) Matéria Original:
http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/4238153/economistas-reduzem-previsao-inflacao-para-2015-veem-queda-pib-mais?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=nlmercados
Foto: Divulgação
Quer publicar um release em nosso portal? Entre em CONTATO.
]]>