Em grande parte das vezes, isso acontece porque, ao terem acesso a diferentes coisas ao mesmo tempo, as pessoas optam por realizar aquilo que dá um prazer imediato em vez de fazer algo que talvez dê um retorno a longo prazo. Ou seja, por não conseguirem fazer uma ligação do hoje com o amanhã, elas não conseguem visualizar o desejo e acabam adiando as atividades em função do prazer atual. Aliás, esse é um ponto que coincide com a conclusão da pesquisa feita para o meu livro “Equilíbrio e resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer?”, que fala sobre procrastinação e como executar melhor as tarefas.
Para exemplificar o problema, pense naquele dia em que você precisa fazer um relatório, mas, quando percebe que ele é muito chato, resolve adiar até o último instante. Isso mostra que, a partir do momento em que a pessoa não pensa na importância daquilo que está fazendo, ela não tem uma sensação de bem-estar. Para reverter isso, pense no que está por trás de sua atividade, como um trabalho que até o presidente da empresa vai ler ou que ajudará a gerar um resultado positivo para toda a equipe.
Um exercício bom para fugir do problema é avaliar aquilo que você fez hoje, o que não conseguiu concluir e também os benefícios que essas tarefas trarão. Quando existe um desejo de chegar lá, você traz a vontade de concluir para o presente. Ao fazer isso, é possível ter muito mais prazer na execução do que simplesmente pensar na tarefa atual.
Então, quando for fazer alguma coisa que tem adiado há tempos, como um livro que nunca consegue terminar de ler, pense da seguinte forma: quando eu terminar essa leitura, o que isso vai agregar para a minha vida e carreira? Imagine o momento positivo e traga a experiência do futuro para o tempo presente. Dessa forma, você vai saber que terminar aquilo vai ajudar a trazer um sentimento bom.
Claro que a procrastinação é um assunto gigantesco, tem vários fatores que podem ajudar a procrastinar menos, mas esse é um ponto que foi identificado tanto no artigo que li como na pesquisa feita para o meu livro. Pense na vontade por trás da tarefa, isso vai te ajudar a sair do lugar e fazer muito mais.
*Christian Barbosa – Maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é CEO da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros “A Tríade do Tempo”; “Você, Dona do Seu Tempo”; “Estou em Reunião”; co-autor do “Mais Tempo, Mais Dinheiro”; e “Equilíbrio e resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer?”. Sua mais recente obra: “60 Estratégias práticas para ganhar mais tempo”.
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Fontes:
Texto: Grupo Image
(Por Carolina Decresci)
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]]>Muitas pessoas enfrentam dificuldades em seu cotidiano por estarem fortemente conectadas a um aspecto mental que alguns estudiosos chamam de “enfermidade do amanhã”. Outros designam apenas como procrastinação, que consiste no adiamento quase doentio das coisas que precisam ser feitas.
Basicamente é o seguinte: sempre se deixa para depois (ou para amanhã) o que se pode (ou se deve) fazer/começar hoje. É como chegar na venda do Seu Joaquim e ver a placa de alerta: “fiado só amanhã”. O aviso vai estar lá todos os dias, mas o amanhã nunca chega.
Ninguém promete a si mesmo começar uma dieta hoje. Sempre é para segunda-feira (e, na terça, desiste ou deixa para a próxima segunda). Porque fazer a faxina que a casa precisa há tempos justamente no domingo, o dia criado por Deus, nosso Senhor, para descansar? “Descanso hoje e no próximo eu faço a faxina”. E por aí vai.
Enquanto existem pessoas que acumulam coisas físicas (latas, garrafas, jornais, embalagens, etc), o procrastinador é uma espécie de acumulador de pendências mentais. Sem saber, ele vai perdendo energia preciosa conforme vai adiando o que precisa ser feito. A maioria não tem muito claro em sua mente o que é prioridade e o que é urgência (duas coisas diferentes). Conforme as pendências vão aparecendo, sempre surge uma desculpa para deixar para depois. Desde o mais usado “estou cansado” até o insólito “hoje não é dia de fazer isso”, tudo é válido para deixar para depois, de preferência, para amanhã.
Quando as coisas começam a sair de controle, o procrastinador fica aborrecido e culpa o mundo, a via láctea, os terroristas árabes, o efeito estufa ou os esquilos ingleses, que permitiram que determinada situação chegasse ao ponto que chegou. Aí é o jeito fazer, reclamando mais que siri na lata.
Tem solução para procrastinação? Claro que sim. Mas, como a maioria dos problemas causado por uma mente preguiçosa ou hiperativa, a pessoa precisa querer mudar.
Imagine como seria bom “se livrar” das pendências que estão acumuladas. Pode parecer simplista, mas basta lembrar das últimas vezes em que algo for resolvido/concluído. Lembre-se da sensação de dever cumprido, da carga que saiu de sua costa. É tão bom resolver o que precisa ser resolvido. Pergunte a si mesmo se a desculpa que você dá para não iniciar ou concluir é suficientemente convincente ou se é somente uma forma conveniente para justificar sua preguiça (muitas vezes, é só isso) ou seu receio.
Faça uma forcinha para iniciar. Não pense no trabalho e sim na satisfação e alívio que vai sentir quando concluir. Dando o primeiro passo, fica mais fácil. Por exemplo: a casa precisa de uma limpeza urgente. Não pense que vai levar horas (em certos casos, até dias) para limpar tudo. Fragmente a atividade. Comece limpando uma parte da casa. Que tal o quarto? Comece arrumando a cama, o armário, tirando o pó das coisas. Inclua uma “trilha sonora” na atividade. Não pense no todo, pense no específico. “Agora vou arrumar a cama”! Pronto. Concentre sua atenção nesta tarefa. Cante (ou tente cantar) enquanto arruma a cama. Finalizou? Agora vá para o armário. Nada mais interessa, a não ser organizar as roupas. Toda sua atenção passa a estar no armário.
Já experimentou começar uma limpeza em uma estante (por exemplo) e, quando menos percebe, já limpou a casa toda e até o lado externo? Uma coisa puxa a outra.
A estratégia vale para quase tudo, inclusive carreira e negócios. Comece fazendo e, conforme vai avançando, a vontade de continuar aparece e se fortalece. No princípio, pode ser um pouco doloroso. Você vai ter que enfrentar aquela (forte) vontade de adiar. Entretanto, quando o hábito de não deixar nada para amanhã ficar cristalizado, você já vai estar viciado na sensação de alívio e paz que uma pendência sanada traz para sua mente.
Fontes:
Texto: administradores.com
(Por Marco Antonio)
Foto: iStock
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