Você tem dívidas atrasadas, está disposto a pagá-las e limpar seu nome na praça. Mas, na hora de negociar, a sua disposição quase sempre esbarra na má vontade do outro lado do balcão. Atendentes mal preparados, de mau humor e com pouca disposição para reduzir o valor da sua dívida e alongar o prazo de pagamento.
Em vez de receber apoio, a pessoa que está passando por um momento difícil em sua vida financeira acaba sofrendo constrangimento. Isso sem falar nas ligações insistentes de empresas de cobrança, a qualquer hora do dia e da noite, quase sempre com propostas que fogem da realidade de quem está devendo.
Atentas a esse problema, algumas companhias se especializaram em oferecer soluções para negociar dívidas pela internet, de forma rápida, simples e, principalmente, sem constrangimentos. Entenda como funciona o serviço e conheça algumas dessas plataformas digitais de negociação que facilitam a relação entre credores e devedores.
Cadastro inicial traz lista de dívidas
Em todos os sites, a pessoa deve fornecer o CPF, alguns dados pessoais e um e-mail ou telefone de contato, além de cadastrar uma senha para futuros acessos ao site. Feito o cadastro inicial, o site fornece uma lista das dívidas que a pessoa tem em seu nome. Essa lista pode variar de um site para outro, porque depende dos acordos comerciais que cada plataforma de negociação tem com bancos e empresas. Por isso, especialistas recomendam que você consulte mais de uma plataforma para localizar todas as dívidas.
“É comum um banco ou rede de varejo ‘fatiar’ sua carteira de crédito entre várias empresas de cobrança. Pode acontecer de dois sites terem acordo com o mesmo banco, mas a sua dívida aparecer apenas em um deles”, afirma Raphael Salmi, diretor de recuperação de crédito da Serasa Experian.
Negociação pode ser feita pela internet
A ideia das plataformas digitais de negociação de dívidas é que todo o processo ocorra on-line. Mas o grau de interatividade entre credores e devedores depende muito do acordo comercial e da estrutura tecnológica existente entre a plataforma e as empresas parceiras.
Em grande parte dos casos, ao ser informado sobre uma determinada dívida, você é direcionado a uma página da própria plataforma com propostas de renegociação pré-definidas. Caso você aceite alguma delas, o site gera um boleto para o pagamento da primeira parcela do acordo.
O processo é todo automatizado, sem necessidade de você conversar com um atendente por chat ou telefone. Mas se você considerar que a proposta ainda não é adequada, pode deixar um e-mail ou telefone para voltar a negociar em outro momento e tentar fechar um acordo melhor.
Alguns bancos mantêm suas próprias estruturas de negociação. Nesse caso, a plataforma irá redirecionar você para a estrutura do banco, onde normalmente um atendente irá oferecer as propostas por meio de um chat ou enviá-las para o seu e-mail. Há um grau maior de interação e é possível fazer contrapropostas na hora.
E há empresas que são parceiras das plataformas digitais, mas não dispõem de estrutura online. Nesse caso, você pode manifestar o interesse em negociar a dívida e escolher o canal para que a empresa entre em contato, como e-mail ou telefone, indicando o melhor dia e horário para conversar.
Valor de dívida antiga pode ser reduzido em até 80%
Se a dívida já se arrasta há anos e virou uma bola de neve, não se desespere. Os especialistas que cuidam das plataformas de renegociação afirmam que, dependendo do caso, é possível fazer contrapropostas e obter descontos de até 80% no valor a pagar. “Quanto mais antiga a dívida, maior é o desconto. Na média, a redução fica em torno dos 50% para dívidas acima de um ano”, diz Raphael Selmi, da Serasa Experian.
Serviço é gratuito e seguro
O serviço prestado pelas plataformas de negociação é gratuito para quem está devendo. Elas são remuneradas pela empresa credora, que paga uma comissão por cada dívida renegociada. As negociações ocorrem em um ambiente protegido na internet, o que garante o sigilo dos dados do devedor. Mesmo que a pessoa não tenha internet em casa, ela pode acessar a plataforma do computador do trabalho ou de um amigo com segurança para negociar.
Conheça plataformas digitais para negociar dívidas:
– Limpa Nome
Foi desenvolvida pela Serasa Experian, empresa que possui uma das maiores bases de informações do país sobre a situação de crédito de consumidores e empresas. Por meio da plataforma é possível negociar dívidas com mais de 200 empresas e bancos de todo o país. Boa parte das negociações é feita online ou por meio das estruturas próprias dos bancos. “Como somos um ‘bureau’ (central de informações) de crédito, a pessoa vai encontrar aqui a relação de todas as dívidas que ela possui, mesmo que a empresa credora não seja parceira do Limpa Nome”, afirma Raphael Salmi, diretor de recuperação de crédito da Serasa Experian.
Onde encontrar: www.serasaconsumidor.com.br/limpa-nome-online/
– Consumidor Positivo
É a plataforma de negociação criada pela Boa Vista, que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Assim como a Serasa, a Boa Vista funciona como uma central de informações de crédito. Ou seja, você encontrará lá a relação de todas as suas dívidas. Se a empresa ou banco for parceiro da Boa Vista, haverá na plataforma uma proposta de negociação “estática”, com condições de pagamento pré-determinadas, independentemente do seu caso. Se você concordar com as condições oferecidas, basta pagar o boleto disponível no sistema para fechar o acordo. Mas se você preferir negociar, a plataforma informa os dados de contato da empresa ou banco credor.
Onde encontrar: www.consumidorpositivo.com.br/limpar-meu-nome/
– Kitado
Fundado em 2014, o Kitado já fechou mais de 550 mil acordos, ajudando a recuperar cerca de R$ 330 milhões em dívidas atrasadas. A empresa apostou na tecnologia, usando e-mails personalizados para avisar os clientes sobre suas dívidas. “Optamos por mensagens direcionadas e transparentes, sem o tom agressivo e invasivo utilizado por algumas empresas de cobrança”, afirma Paulo De Tarso, um dos criadores da plataforma. A lista de parceiros inclui os cartões Credicard, Hipercard, Tricard e FortBrasil; os bancos Itaú Unibanco, Santander, Pan e Tribanco; as financeiras BV, Omni, Portocred e Sicredi; e a rede varejista Magazine Luiza.
Onde encontrar: www.kitado.com.br
– Quero Quitar!
O Quero Quitar! promete ajudar a renegociar dívidas em apenas 10 minutos, conseguindo acordos com desconto de até 80% do valor devido. Dependendo do credor e do tamanho da dívida, é possível parcelar a conta em até 36 vezes. Entre os parceiros da plataforma estão os bancos Santander, Sofisa e Tribanco, a construtora MRV, a Porto Seguro e o colégio paulistano São Luís. Caso a empresa para a qual você está devendo não seja parceira da plataforma, é possível cadastrar uma proposta no site para que o Quero Quitar entre em contato com o credor.
Onde encontrar: www.queroquitar.com.br
– Acordo Certo
O Acordo Certo faz a ponte entre credores e devedores. A plataforma oferece opções online para quitar as dívidas e limpar o nome rapidamente. Entre os parceiros do site estão o banco Santander, o cartão Tricard, as operadoras NET, Claro e Embratel, e a empresa de monitoramento de veículos Carsystem.
Onde encontrar: www.acordocerto.com.br
Fontes:
Texto: economia.uol.com.br
(Por Téo Takar)
Foto: Thinkstock
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]]>Para o empreendedor conseguir recuperar um negócio que está indo mal, é preciso planejamento. Mas, antes de pensar em salvar a empresa, ele deve dar um passo ainda mais difícil: perceber que o seu empreendimento não caminha bem. Estagnação nas vendas, falta de capital de giro, estoques cheios e excesso de financiamentos são características comuns entre empresas mal sucedidas.
Na opinião de João Carlos Natal, consultor do Sebrae-SP, a falta de organização financeira é a principal causa para os empresários demorarem a identificar o declínio de um negócio. “Uma empresa se fundamenta em números. Sem um controle básico, o empreendedor não consegue dar os primeiros passos para a mudança.”
E para que ela aconteça, o empreendedor precisa colocar no papel todas as suas dívidas – prática que além de ajudar negócios que correm riscos, também pode garantir a saúde financeira de qualquer empresa. Dessa forma, o empreendedor que está no vermelho reconhecerá seus maiores problemas e desenvolverá um plano de ataque para resolvê-los.
Antes de renegociar as dívidas com os bancos e os fornecedores, por exemplo, o empreendedor deve realizar um planejamento financeiro. “É importante para saber se possui fôlego para os pagamentos. Muitos renegociam sem saber se vão conseguir pagar.” Outro passo essencial é saldar todos os financiamentos realizados pelo empreendedor como pessoa física. “As taxas são muito maiores que as de pessoa jurídica”, diz o consultor do Sebrae-SP.
Além dessas dicas, Natal também listou outras recomendações relevantes para quem deseja mudar a história de um negócio que está indo mal. Segundo o especialista, “toda empresa tem jeito, desde que o empreendedor queira”.
1. Organize-se
Antes de qualquer ação, o empreendedor deve arrumar a casa, organizando financeiramente o seu negócio por completo. Dessa forma, ele tem a chance de estruturar o processo de retomada, descobrindo por onde começar e avaliando quanto isso vai lhe custar.
2. Contabilize
Aprofundando-se na organização financeira do seu negócio, o empreendedor deve contabilizar todos os seus débitos, listando por completo as dívidas da empresa – e as pessoais que estejam relacionadas ao negócio. O recomendável é separá-las por categoria, como bancária, trabalhista, tributária, fornecedores, e por formato, como cheque especial, cartão de crédito ou empréstimo. Essa organização permite analisar se os gastos podem ser substituídos por outros mais baratos.
3. Ataque os mais importantes
Definir as prioridades é um bom caminho para colocar sua empresa de volta nos trilhos. Por exemplo, o não pagamento do financiamento de um equipamento pode acarretar na paralisação das atividades da empresa. Ou deixar de pagar as prestações de um financiamento realizado em pessoa física (com taxas mais caras) também pode dificultar a tentativa de retomada do negócio. “Para visualizar um futuro, é necessário se planejar.”
4. Renegocie suas dívidas
Para que as renegociações sejam proveitosas, é importante, mais uma vez, possuir um bom planejamento financeiro. Dessa forma, na hora de negociar, o empreendedor vai conseguir comprovar para os bancos e fornecedores a capacidade de saldar todas as suas dívidas. “É importante demonstrar a capacidade e a seriedade de garantir os pagamentos.” Assim, fica inclusive mais fácil conseguir reduções consideráveis nos valores.
5. Corte os desperdícios
Para o consultor, o empreendedor não deve pensar logo de cara em cortar os funcionários de sua equipe. “É importante ter um plano de ação para adequar as despesas com a nova realidade de receita. Mas, não necessariamente com demissões”, diz Natal.
Para isso, é importante eliminar tudo que for considerado desperdício. “Não deixar luz acesa, diminuir a conta telefônica e gastar menos água.” Caso os custos com o aluguel estejam altos, o empreendedor também pode pensar em trocar de loja física, pesquisando novos pontos com preços mais acessíveis. “É uma forma boa de economizar.”
6. Faça uso da sua reserva
Recomenda-se que todo empreendedor divida o seu lucro em três partes iguais: uma para reinvestir na empresa, outra para a sociedade e o terceiro para a reserva do capital de giro. Essa reserva é muito importante para um momento de crise da empresa. “Dá a chance do momento ser um pouco mais tranquilo. Pode ser que essas reservas ajudem a marca a se manter e até mesmo a trazer novos clientes”, diz Natal.
7. Dê um passo para trás
Apesar de ser uma decisão muito difícil, fechar o negócio momentaneamente pode ser, sim, uma boa saída. Para Natal, tudo depende do que o seu planejamento financeiro mostrar.
Se ele diz que o seu investimento não vai ser recuperado, o empreendedor pode diminuir o tamanho do negócio ou fechar a empresa para não queimar ainda mais recursos. “Um passo para trás e dois para frente”, diz. Esse momento é importante para refletir se o empreendedor não vai cometer os mesmos erros mais uma vez. “Será que ele não está batendo nas mesmas teclas? Se houver planejamento e vontade de fazer acontecer, a empresa tem jeito.”
Fontes:
Texto: revistapegn.globo.com
(Da Redação)
Foto: Reprodução/Pexels
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