Vender uma ideia de negócio a investidores não é uma missão simples. O empreendedor precisa estar bem preparado para responder a questões avançadas tanto sobre a própria empresa quanto a respeito do mercado e dos concorrentes. Em um artigo recente para o site da revista Inc., o empreendedor AJ Agrawal, CEO da Alumnify – serviço usado por escolas para aumentar o engajamento com alunos – lista dez informações que não podem faltar em um pitch matador. Para chegar a esses pontos, Agrawal conversou com a equipe da incubadora americana 25k Startups, que realiza eventos de pitches com frequência. Veja os dez pontos que não podem faltar em um pitch:
Descrição do negócio – Procure responder em no máximo duas frases o que o seu negócio faz. Mais de duas frases assustam e afastam o investidor, porque a ideia pode parecer complicada demais.
Problema, necessidade, desejo ou inovação – Explique o problema que sua ideia resolve, a necessidade que está sendo atendida ou a inovação que foi gerada. Não é preciso parecer que seu negócio é inédito. Muitas empresas se tornam competitivas ao entrar em um mercado com demanda reprimida dos consumidores
Vantagem competitiva – O que torna o seu negócio relevante? Diga brevemente o que os clientes vão encontrar na sua ideia que é melhor que a oferta atual, a ponto de isso se tornar uma solução para o problema que eles têm.
Mercado-alvo – Saiba exatamente quem são seus clientes. Seja específico. Identifique o grupo de pessoas, a idade, o gênero, a faixa salarial, a localização etc. Graças a plataformas sociais como Facebook e LinkedIn e a anúncios pagos em buscadores, está cada vez mais fácil atingir um público específico.
Plano de marketing – Como você vai atingir seus clientes? É importante dar informações precisas. Se a ideia for fazer anúncios em mídias sociais e buscadores, por exemplo, identifique quais são as plataformas recomendadas para o seu negócio.
Geração de receitas – Como sua ideia vai gerar dinheiro? O faturamento será gerado por vendas diretas, propaganda, assinatura, geração de leads etc? Já existe um modelo de negócio? Talvez sua estratégia seja baseada em outra forma de crescimento, como base de usuários, downloads de aplicativo etc.
Margens de lucro – Quais são as margens projetadas e os custos já existentes? Fale sobre folha de pagamentos, despesas com escritório e todos os outros custos envolvidos para gerenciar e entregar seu produto ou serviço.
Plano de estratégia e crescimento para três anos – Nesse ponto, é importante ser honesto e realista. Qual é o plano para fazer o negócio crescer de forma escalável em seis ou 12 meses? Como o negócio vai atingir um faturamento de R$ 3 milhões, R$ 5 milhões ou até mesmo R$ 100 milhões em três anos? Quais são as estratégias de venda ou de saída para os investidores?
Parcerias estratégicas – Esse é um item mais raro em apresentações a investidores. Quando aparece, está relacionado ao marketing ou ao crescimento do negócio. Como sua ideia vai atingir o público-alvo e gerar massa crítica?
Potencial de atrair a atenção da mídia – Essa é outra área que não costuma surgir muito, mas ter uma ideia clara do potencial do negócio aparecer na mídia demonstra um pensamento crítico. Por que uma revista como a Pequenas Empresas & Grandes Negócios se interessaria por fazer uma reportagem?
Além desses dez pontos, também é interessante identificar os obstáculos que o negócio poderá enfrentar. O que pode dar errado? Mostre aos investidores que a equipe está disposta a ir até o limite para fazer a ideia dar certo.
Fontes:
Texto: revistapegn.globo.com
(Da Redação)
Foto: ThinkStock
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]]>Os sócios Alexandre Monteiro (à esq.), Felipe Amaral e Stéfano Assis (à dir.) (Foto: Divulgação).
A alta do dólar está ajudando o negócio. “A desvalorização do real faz com que as pessoas pesquisem mais antes de comprar moeda estrangeira”, diz Assis. O site está no ar há três meses e apresenta as cotações de nove moedas em cerca de 80 corretoras nas principais cidades do país. Uma ferramenta de busca coleta as cotações das corretoras parceiras em tempo real e disponibiliza na página.
Para pechinchar, o usuário informa a quantidade de moeda que pretende comprar, em espécie ou em cartão pré-pago, e diz quanto gostaria de pagar. As informações são repassadas para as corretoras, que escolhem se aceitam a oferta ou não. Quanto maior o volume a ser comprado, maior é o poder de barganha do consumidor, segundo os empresários.
Eles dizem que essa espécie de leilão virtual é o que diferencia a empresa de concorrentes como o Exchange Money e o Jooin, comparadores que surgiram entre o fim de 2014 e meados de 2015. “Se fosse só um comparador, as corretoras que não praticam os menores preços poderiam ver desvantagem em aparecer ao lado das concorrentes e querer sair da plataforma”, afirma Assis.
Sócio vendeu carro para abrir empresa
Para fundar a start-up, os sócios investiram cerca de R$ 50 mil: Assis trocou o carro por uma moto, e Amaral resgatou investimentos que tinha. Agora, eles buscam investimento-anjo ou de fundos de capital para ajudar a empresa a crescer.
Os próximos passos, segundo os sócios, são aumentar a equipe de funcionários –hoje, são cinco sócios, mas apenas os fundadores se dedicam integralmente–, ampliar o número de corretoras parceiras e de cidades atendidas. Eles também estudam expansão para países que fazem fronteira com o Brasil.
Antes de investir na ideia, eles fizeram uma pesquisa informal na internet e constataram que muitas pessoas estavam dispostas a pagar por um serviço de comparação de cotações. O serviço, hoje, é grátis para o consumidor.
A empresa trabalha com três modelos de negócio: o primeiro e principal é o de comissionamento, similar ao adotado por agências de turismo. Eles entram em contato com o usuário após sua pesquisa para saber se a venda foi concretizada. Se sim, depois cobram uma comissão da corretora (o valor não foi divulgado).
O segundo é uma taxa cobrada por cada oferta que a corretora aceita, independentemente de ter realizado a venda ou não. Neste caso, eles dizem que a vantagem é a visibilidade alcançada pela corretora. O terceiro modelo é para empresas que não participam do leilão, apenas listam suas cotações no site: elas pagam uma mensalidade, cujo valor também não foi informado.
Negócio é copiável; desafio é crescer rápido
Marcelo Nakagawa, professor de empreendedorismo do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) diz que comparação de preços e comércio online são tendências e devem se estender a todo tipo de produto, inclusive moeda estrangeira. O desafio da empresa, no entanto, será conquistar um grande volume de fornecedores e de clientes, para se tornar referência na área.
“Esse negócio é facilmente copiável. Se chegar um concorrente com mais dinheiro para investir na divulgação da marca e numa plataforma mais amigável para o usuário, pode roubar o mercado deles”, diz. Outro ponto sensível do negócio, segundo ele, é a qualidade dos fornecedores, para evitar a venda de moeda falsa, por exemplo.
Antonio Carlos Porto Gonçalves, professor da Escola de Economia e Finanças da FGV (Fundação Getúlio Vargas), diz que toda ferramenta digital que ajuda a melhorar a competição em mercados é positiva. Ele diz que combinar o serviço a outros relacionados que já existem, como comparadores de preços de passagens aéreas e de hotéis, pode ser uma boa estratégia para expandir o negócio.
Fontes:
Texto: economia.uol.com.br
(Por Larissa Coldibeli, Colaboração para o UOL) /Matéria Original:
http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2015/10/16/site-compara-dolar-e-outras-moedas-e-deixa-cliente-pechinchar-melhor-preco.htm
Foto: Divulgação
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