Porém, o empreendedor precisa saber que existe uma série de exigências, taxas e condições contratuais. É importante ainda conhecer o mercado onde se vai atuar, colher o máximo de informações sobre a marca escolhida e tomar alguns cuidados para não sair no prejuízo.
Veja as 5 principais taxas das franquias
Taxa de franquia

Valor pago pela assinatura do contrato e adesão ao sistema de franquia. Quanto maior o reconhecimento da franquia no mercado, mais alto é o valor cobrado.
Instalação

Valor que envolve toda a adaptação necessária ao espaço físico onde a unidade vai funcionar. Vai desde a aquisição da mobília até o projeto arquitetônico. Geralmente, o franqueador indica os fornecedores para o empreendedor. Ele pode buscar outros prestadores de serviço, mas fica sujeito à aprovação do franqueador.
Capital de giro

Reserva de dinheiro em conta para garantir sobrevivência da empresa no período inicial sem a necessidade de mexer no caixa. Na maioria dos casos, as franquias pedem capital de giro para seis meses, mas há algumas que pedem o valor para manutenção da empresa durante um ano.
Royalties

Taxa referente ao uso da marca e do know how da empresa. É uma espécie de licença para usar o nome do franqueador e reproduzir seus processos. É cobrada mensalmente e pode ser uma porcentagem sobre o faturamento bruto ou líquido ou um valor fixo.
Taxa de publicidade

Refere-se à divulgação do nome e dos produtos da empresa. Pode ser cobrada mensalmente uma porcentagem sobre o faturamento, um valor fixo ou um rateio, ou seja, só é cobrada uma quantia quando há campanhas de divulgação de novos produtos ou promoções. No caso de rateio, no restante dos meses são isentos da taxa.
Calcule o total de recursos para iniciar
Segundo a consultora jurídica e estratégica especializada franchising, Melitha Novoa Prado, o primeiro passo para o empreendedor se tornar um franqueado é fazer uma avaliação das próprias habilidades. Ao definir o seu perfil, ele tem mais condições de buscar empresas compatíveis com os seus ideais.
Na escolha da marca, é importante conhecer e comparar as taxas e calcular o total de recursos para iniciar. Os principais custos para inaugurar uma unidade franqueada são a taxa de franquia, uma adesão ao sistema de franchising e os gastos com a instalação da empresa, que vão desde a compra dos móveis e equipamentos até o projeto arquitetônico do local.
Além disso, é necessário ter e comprovar capital de giro e uma reserva em dinheiro para suprir as necessidades iniciais da empresa.
Verifique as taxas mensais
Já com a unidade franqueada em funcionamento, há ainda duas taxas mais comuns, a de publicidade, referente às ações de divulgação da marca e dos produtos, e os royalties, uma espécie de licença para continuar utilizando o nome do franqueador.
Normalmente, estas cobranças são mensais, porém, cada franquia tem autonomia para recolher estes recursos de outras maneiras.
“A taxa de publicidade, por exemplo, pode ser um rateio. O franqueado paga um valor ao franqueador apenas quando há campanhas promocionais ou lançamentos de produtos. No restante do tempo, ele é isento da taxa”, declara a consultora.
Compare os gastos com os ganhos
Após conhecer os gastos, é preciso avaliar também se os ganhos compensam e como deve ser feita a gestão. Para isso, o empreendedor deve conhecer o faturamento médio, a lucratividade e o prazo de retorno do valor investido, além de saber como funciona o fluxo de caixa.
O empreendedor não deve apenas contar com as informações oferecidas pela franquia, é bom ir a campo e visitar donos de unidades para ouvir sua opinião. “É importante conversar com franqueados e descobrir quais problemas eles enfrentam. Um grande erro é se tornar um franqueado sem ter noção do que é este modelo de negócio.”
Faça contato com o franqueador
Quando um empreendedor identifica uma franquia compatível com seu perfil, o primeiro contato informando o interesse em se tornar um franqueado pode ser via telefone ou e-mail. Será necessário o envio de algumas informações e documentos, como RG, CPF, comprovante de capital para investir, imposto de renda e outros, conforme a negociação avançar.
Durante esse processo, a consultora recomenda pedir informações claras sobre as taxas a serem pagas. Dependendo da área de atuação e da localização, algumas são cobradas e outras não.
Além disso, a forma de cobrança é variável e pode ser um valor fixo ou uma porcentagem sobre o faturamento bruto ou líquido. “É importante questionar o franqueador no processo de seleção e buscar o maior número de informações possíveis.”
Contrato deve ser avaliado com cuidado
O presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e franquias, Batista Gigliotti, alerta que o empreendedor deve ler na íntegra toda a documentação do contrato.
Se houver dificuldade para entendê-la, é aconselhável procurar auxílio de um advogado. “Existem empresas franqueadoras que não estão regulamentadas na ABF e podem oferecer riscos maiores.”
De acordo com Gigliotti, o empreendedor também deve se atentar ao tempo de existência das empresas no mercado e desde quando elas aderiram ao sistema de franchising. Uma franquia com pouco tempo de adesão à modalidade tende a oferecer mais riscos.
“O empreendedor paga mais caro para ser franqueado de uma marca consolidada, porém recebe maior expertise de mercado”, diz.
Outro cuidado importante, segundo o presidente da Fran Systems, é não acreditar que, por ter o suporte do franqueador, o negócio vai crescer sozinho sem que haja esforço na administração. “São os olhos do dono que engorda o gado. O empreendedor tem de estar presente e fazer a empresa funcionar”, afirma.
Fontes:
Texto: economia.uol.com.br
(Por Afonso Ferreira)
Foto: Internet
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]]>Taxa de franquia: antes de assinar o contrato, o franqueado deve saber se a taxa é compatível com o negócio (Foto: Ivelin Radkov/ThinkStock)
Escrito por Lyana Bittencourt, especialista em franquias
A taxa de franquia é o valor pago para adesão do candidato à rede de franquias, tornando-se um franqueado.
De uma forma geral, essa taxa deve cobrir os custos que o franqueador precisa arcar para colocar um franqueado em operação, tais como: seleção do franqueado, assessoria para questões pré-operacionais – abertura de empresa, identificação e negociação do ponto comercial, transferência de know-how (manuais e capacitação) para o franqueado e eventualmente da equipe – e também, assessoria para implantação efetiva da unidade franqueada – montagem da loja, equipamentos, estoque inicial, insumos e outros bens e serviços que o franqueado deverá adquirir, além da assistência na inauguração.
No entanto, a valoração dessa taxa, deve ser apoiada em estudo de viabilidade. Tal estudo deve incluir as simulações financeiras de resultado do franqueado, onde será demonstrada a evolução de resultado do empreendedor desde o primeiro mês de operação até o mês em que retornará o capital investido.
Como a taxa de franquia compõe os investimentos que deverão ser realizado pelo franqueado para abrir o negócio, ela tem um impacto direto no prazo de retorno do investimento. Este prazo deve ser plausível, com base em projeções fidedignas, de forma que, no prazo contratual, o franqueado possa recuperar o valor investido e obter lucro.
Ao obter o prazo de retorno, a análise a ser feita é em relação à competitividade do negócio em relação a outros existentes no mercado, com o mesmo valor de investimento, o que com certeza vai influenciar na decisão do empreendedor em qual negócio investir.
A taxa de franquia pode representar abusividade ou não ser considerada adequada se não cumprir com sua finalidade, que é o apoio inicial ao franqueado, que envolve a transferência de know-how e um conjunto de serviços que caracterizam uma franquia. Ao optar por uma franquia o empreendedor espera receber apoio da franqueadora e um modelo de negócio comprovadamente de sucesso. Se isso não acontece a cobrança da taxa pode ser questionada.
O alerta para o empresário que quer franquear o negócio é para fazer um bom plano de negócio e avaliar mais de um cenário em relação à taxa de franquia que comporta na equação financeira da operação do franqueado. No franchising se fala muito na relação ganha-ganha e é ela que atrai e mantêm franqueados para a rede. Por outro lado cabe ao potencial franqueado analisar essa questão antes de assinar qualquer contrato ou efetuar qualquer pagamento.
Esclarecer todas as dúvidas quanto às possibilidade de ganho nesse momento é o mais recomendado. Nada cai do céu, existe um esforço grande das partes envolvidas, franqueador e franqueado, que deve ser aplicado para que o negócio de franquia se sustente, gere lucro e engajamento de todos envolvidos no sistema.
Portanto, recomenda-se que, ao escolher uma franquia, o candidato esteja atento às projeções financeiras apresentadas e ao assessoramento inicial que a franqueadora se propõe.
Lyana Bittencourt é especialista em franchising e diretora de Marketing e Desenvolvimento do Grupo Bittencourt.
Fontes:
Texto: EXAME.com
(Por Mariana Desidério, de EXAME.com) Matéria Original:
http://exame.abril.com.br/pme/noticias/o-que-e-uma-taxa-de-franquia-e-como-saber-e-ela-e-justa
Foto: Ivelin Radkov/ThinkStock
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