BRASÍLIA (Reuters) – O Banco Central reduziu nesta quarta-feira a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual pela segunda vez seguida, a 12,25 por cento, menor nível em dois anos, diante da fraca atividade econômica e sinais favoráveis para a inflação, e deixou a porta aberta para acelerar o passo em breve.
O BC ressaltou que a economia, que nos últimos dois anos viveu forte recessão e ainda dá sinais mais tímidos de recuperação, terá forte peso nas decisões daqui para frente.
“Uma possível intensificação do ritmo de flexibilização monetária dependerá da estimativa da extensão do ciclo mas, também, da evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação”, afirmou o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em comunicado.
A decisão era amplamente esperada pelo mercado. Em pesquisa Reuters, 53 de 54 analistas consultados previram redução de 0,75 ponto percentual para a Selic.
“O mercado tende a reagir com redução de taxas… embutindo probabilidade maior de corte de 1 ponto na próxima reunião (do Copom)”, afirmou o economista-chefe do banco Santander, Maurício Molan, acrescentando que o BC indicou “claramente que a 9 por cento, que é o que o mercado projeta, a meta (de inflação) está cumprida”.
Ao reduzir sua projeção de inflação a cerca de 4,2 por cento em 2017 no cenário de mercado, ante 4,4 por cento, e mantendo a visão de alta do IPCA a 4,5 por cento no ano seguinte, o BC ressaltou que esses cenários embutem hipótese de que a Selic alcance 9,5 e 9 por cento ao final de 2017 e 2018, respectivamente.
E, diferentemente dos outros comunicados sob a gestão de Ilan Goldfajn, o BC não fez projeção para a inflação pelo cenário de referência.
Com a investida, o BC fez sua quarta redução na Selic, após dois cortes de 0,25 ponto percentual cada e um de 0,75 ponto, no mês passado.
Para o economista-chefe do banco J.Safra, Carlos Kawall, o BC mostrou confiança na trajetória da inflação e indicou que vê riscos mais equilibrados.
“Eu diria que abriu-se uma porta para um movimento de (corte de) 1 ponto percentual na próxima reunião”, disse Kawall, que acredita que uma tramitação positiva da reforma da Previdência poderá ser um fator decisivo nesse sentido. Ele segue, contudo, prevendo outro corte de 0,75 ponto na Selic em abril.
A manutenção da velocidade agora veio após o BC ter apontado em suas últimas comunicações que este seria o novo ritmo de afrouxamento, diante da inflação mais disseminada, expectativas de inflação ancoradas e atividade econômica aquém do esperado.
A queda recente do dólar frente ao real e dados ainda mais positivos sobre o avanço de preços na economia vêm despertando apostas de nova aceleração no ritmo de cortes daqui para frente.
O BC também ponderou no comunicado que “a extensão do ciclo de flexibilização monetária dependerá das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira, que continuarão a ser reavaliadas pelo comitê ao longo do tempo”.
“Veio um comunicado bastante neutro, mas nada que impeça um corte maior na próxima reunião. O ponto que chamou a atenção é a questão da taxa de juros neutra. Isso passa a mensagem de que ele está mais preocupado com o tamanho do afrouxamento do que com o ritmo propriamente dito”, avaliou o economista do banco Brasil Plural Raphael Ornellas.
Em relação aos riscos que avaliará de perto, o BC apontou o alto grau de incerteza no cenário externo, o choque de oferta favorável nos preços de alimentos e recuperação da economia “mais (ou menos) demorada e gradual que a antecipada”.
No comunicado, o BC repetiu que a convergência da inflação para a meta de 4,5 por cento no horizonte relevante –2017 e com peso cada vez maior o ano de 2018– é compatível com o processo de flexibilização monetária.
Mais cedo, foi divulgado que a prévia da inflação oficial mostrou maior pressão do que o esperado em fevereiro, mas ainda assim atingiu o menor nível para o mês em cinco anos, acumulando 5,02 por cento em 12 meses.
A meta do governo é de inflação de 4,5 por cento pelo IPCA neste ano e no próximo, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
(Com reportagem adicional de Silvio Cascione)
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Marcela Ayres)
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SÃO PAULO (Reuters) – A expectativa para a taxa básica de juros em 2018 voltou a cair nesta segunda-feira na pesquisa Focus do Banco Central, em que os economistas realizaram pequenos ajustes em suas projeções.
A projeção para a Selic no ano que vem agora é de 9 por cento, contra 9,38 por cento antes, na quarta semana seguida de redução. Para este ano, a conta permaneceu em 9,50 por cento, com os especialistas consultados vendo na reunião de fevereiro do BC um corte de 0,75 ponto percentual na Selic, atualmente em 13 por cento.
O Top-5, que reúne as instituições que mais acertam as projeções, entretanto, veem a Selic a 9,5 por cento tanto este ano quanto no próximo.
A expectativa para a alta do IPCA em 2017 foi ajustada para baixo em 0,01 ponto percentual, a 4,70 por cento. Já para 2018 permaneceu sendo de 4,5 por cento. Para os dois anos, a meta é de 4,5 por cento, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Já as contas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) não foram alteradas, com perspectiva de expansão de 0,50 por cento em 2017 e de 2,20 por cento em 2018.
Fontes:
Texto: Reuters
(Da Redação)
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]]>A projeção na pesquisa Focus do BC para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 29 e 30 de novembro, continua sendo de um corte de 0,50 ponto percentual, com a Selic encerrando este ano a 13,50 por cento.
Para 2017, o levantamento divulgado nesta segunda-feira mostra que os economistas consultados ainda veem a taxa básica de juros a 11 por cento.
Na semana passada, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 14 por cento, deixando aberta a possibilidade de acelerar em breve o ritmo de cortes deste ciclo de afrouxamento iniciado agora, desde que veja maior desinflação do setor de serviços e mais avanços no ajuste fiscal.
Agora, os investidores aguardam a divulgação da ata desse encontro na terça-feira para calibrar suas expectativas.
O Top-5, com os economistas que mais acertam as previsões, também não mudou suas perspectivas, estimando a Selic a 13,50 por cento no fim deste ano e a 11,25 por cento em 2017.
Para a inflação, o Focus voltou a mostrar queda na expectativa de alta do IPCA este ano, pela sexta semana seguida. A projeção agora é de 6,89 por cento, 0,12 ponto percentual abaixo da semana anterior. Para o ano que vem, a projeção caiu a 5,0 por cento, de 5,04 por cento.
Em outubro, o IPCA-15, prévia da inflação oficial desacelerou a alta a 0,19 por cento, menor nível para o mês desde 2009, acumulando alta em 12 meses de 8,27 por cento, após 8,78 por cento de setembro.
Para a atividade econômica, a expectativa de retração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 agora é de 3,22 por cento, sobre queda de 3,19 por cento antes. A pesquisa ainda mostra recuperação em 2017, porém menor, de 1,23 por cento contra 1,30 por cento anteriormente.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Camila Moreira)
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]]>Os economistas ouvidos semanalmente pelo Banco Central na pesquisa Focus passaram a ver a Selic a 11 por cento no final do ano que vem, contra 11,25 por cento na semana anterior. Para este ano, eles continuam vendo a taxa básica de juros, atualmente em 14,25 por cento, a 13,75 por cento.
O grupo de economistas que mais acerta as previsões no levantamento, o Top-5, também prevê a Selic a 13,75 por cento este ano, mas continua vendo a taxa a 11,25 por cento no fim de 2017.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC manteve a Selic em 14,25 por cento ao ano e retirou de seu comunicado a expressão de que não há espaço para corte de juros, usada nos últimos meses.
Diante disso, o mercado de juros futuros passou a mostrar apostas divididas entre a possibilidade de corte da Selic no mês que vem e a manutenção em 14,25 por cento.
A expectativa agora gira em torno da divulgação da ata dessa reunião na terça-feira, quando os investidores buscarão mais pistas sobre os próximos passos da política monetária.
Para a inflação, o Focus divulgado nesta segunda-feira mostrou que a expectativa de alta do IPCA em 2016 continua em 7,34 por cento, mas para o ano que vem a estimativa chegou a 5,12 por cento, 0,02 ponto percentual a menos do que no levantamento anterior.
A estimativa de contração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano agora é de 3,20 por cento, sobre queda de 3,16 por cento na semana anterior. Mas a expansão esperada em 2017 melhorou e é de 1,30 por cento, ante 1,23 por cento.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Camila Moreira)
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]]>Pesquisa Focus do BC também mostrou que o Top 5 –grupo que mais acerta as previsões– voltou a ver que a autoridade monetária vai reduzir a Selic, hoje a 14,25 por cento, neste ano.
O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, mostrou que a estimativa para a alta do IPCA este ano subiu para 7,34 por cento, sobre 7,31 por cento na pesquisa anterior, estourando ainda mais a meta do governo, de 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Para 2017, as expectativas sobre o IPCA subiram pela primeira vez após dez semanas, para 5,14 por cento, frente a 5,12 por cento do Focus anterior.
Apesar de recentemente ter perdido um pouco da força, os preços dos alimentos continuavam colocando pressão sobre a inflação. O IPCA-15, prévia do indicador oficial, mostrou alta próxima de 9 por cento em 12 meses acumulados até agosto.
Para a Selic, segundo o Focus, a projeção para o fim de 2017 subiu a 11,25 por cento, sobre 11 por cento na semana anterior, o primeiro movimento de alta após oito semanas de estabilidade.
A estimativa para a taxa básica de juros ao final deste ano foi mantida em 13,75 por cento.
O Top 5, por sua vez, voltou a ver a Selic no fim deste ano a 13,75 por cento, após indicar na semana passada que não haveria corte do juros básico até o fim do ano. Para 2017, a projeção permaneceu em 11,25 por cento.
O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne esta semana para definir o rumo da Selic e a expectativa é que seja mantida nos atuais 14,25 por cento.
O Focus mostrou ainda que a expectativa dos economistas para a retração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano passou a 3,16 por cento, sobre 3,20 por cento na semana anterior. Para 2017, a expansão esperada era de 1,23 por cento, ante 1,20 por cento na semana passada.
Houve forte queda nas projeções de expansão da produção industrial de 2017, que passou a 0,50 por cento, sobre 1,05 por cento.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Flavia Bohone)
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]]>Segundo o Focus, a mediana de médio prazo do Top 5 mostrou que a Selic vai encerrar este ano a 14,25 por cento, mesmo patamar que está há mais de um ano. Até então, esse grupo acreditava que a taxa fecharia 2016 a 13,75 por cento. Para 2017, foram mantidas as estimativas de a Selic chegará a 11,25 por cento.
O Top 5 também passou a ver mais inflação neste ano, com alta do IPCA a 7,51 por cento, sobre 7,41 por cento no Focus anterior, estourando a meta do período –de 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos. Para 2017, manteve a conta de alta de 5,25 por cento.
Os preços de alimentos continuaram pressionando a inflação. Em julho, o IPCA subiu 0,52 por cento, acima do esperado em pesquisa Reuters, e acumulando alta de 8,74 por cento em 12 meses.
A pesquisa Focus mostrou ainda que, na mediana geral dos economistas consultados, a projeção para a Selic tanto em 2016 quanto em 2017 não mudaram, a 13,75 e 11 por cento, respectivamente.
Sobre a alta do IPCA, as estimativas para o IPCA em 2017 recuou para 5,12 por cento, sobre 5,14 por cento na semana anterior. A meta de inflação para o próximo ano é de 4,5 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual
Para 2016, a estimativa do mercado para a alta do IPCA foi mantida pela segunda semana seguida em 7,31 por cento.
A inflação persistentemente elevada tem levado o BC a reiterar que não há espaço para corte na taxa básica de juros no curto prazo.
A expectativa dos economistas no Focus para a retração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano permaneceu em 3,20 por cento. Para 2017, a projeção melhorou, com expansão de 1,20 por cento, sobre 1,10 por cento na semana passada.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Flavia Bohone)
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]]>A estimativa agora é que a Selic –em 14,25 por cento há mais de um ano– encerre o ano em 13,75 por cento, sobre 13,50 por cento na semana anterior. Para o fim de 2017, a projeção foi mantida em 11 por cento.
O ciclo de corte da taxa terá início em outubro com redução de 0,25 ponto percentual, mesmo cenário mostrado no Focus anterior. O que mudou foi o recuou seguinte, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC no ano, em novembro, que passou a ser visto como de 0,25 ponto e não mais de 0,5 ponto. O próximo encontro acontece no final de agosto.
A pesquisa Focus mostrou que a flexibilização monetária continuaria ao longo de 2017, mas com maior intensidade, com cinco cortes de 0,50 ponto percentual em cada reunião entre janeiro e julho, para desacelerar o ritmo e encerrar o ano com a Selic a 11 por cento.
A estimativa para a inflação medida pelo IPCA este ano subiu a 7,31 por cento, sobre 7,20 por cento na semana anterior. Para 2017, a projeção foi mantida em 5,14 por cento, após recuar por seis semanas seguidas. A meta para o próximo ano é de 4,5 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual.
A elevação na projeção para o IPCA este ano veio na esteira dos dados mais recentes que mostraram resistência da inflação. Em julho, o IPCA subiu 0,52 por cento, acumulando alta de 8,74 por cento em 12 meses, ainda sob a forte influência dos maiores preços de alimentos.
O BC reiterou, na última ata do Copom que não há espaço para corte na Selic, diante de importantes riscos, como o fiscal.
O Top 5 –grupo que mais acerta as projeções no Focus– manteve a projeção para a Selic ao fim do ano em 13,75 por cento e em 11,25 por cento para 2017. Para a inflação este ano, a mediana subiu para 7,41 por cento, ante 7,20 por cento. Para 2017, a estimativa subiu para 5,25 por cento após 4,97 por cento na semana anterior.
A expectativa dos economistas para a retração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano passou a 3,20 por cento, ante queda de 3,23 por cento na semana anterior. Para 2017 a projeção permaneceu em crescimento de 1,10 por cento.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Flavia Bohone)
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]]>Pesquisa Focus do BC, que ouve semanalmente uma centena de especialistas, mostrou nesta segunda-feira que a Selic encerrará 2016 a 13,50 por cento, sobre os 13,25 por cento esperados no levantamento anterior, na primeira queda em quatro semanas. Para o fim de 2017, a projeção para a Selic permaneceu em 11 por cento.
Segundo o levantamento, pelas expectativas o BC começaria ainda em outubro a reduzir a taxa básica de juros, mas com corte menor, de 0,25 ponto percentual, e não mais de 0,5 ponto.
Na semana passada, o BC afastou na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) a possibilidade de corte na taxa básica de juros, em 14,25 por cento ao ano há um ano, no curto prazo. No documento, também estimou a inflação pelo IPCA em torno de 6,75 por cento para 2016.
Diante de uma política monetária menos expansionista, o Focus mostrou que as expectativas para a alta do IPCA em 2017 recuou pela quinta semana seguida, a 5,20 por cento, contra 5,29 por cento antes. A meta para o período é de 4,5 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual.
Para 2016, os especialistas consultados mantiveram a estimativa para a inflação em 7,21 por cento, acima do teto da meta –de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais.
O Top 5 –grupo que mais acerta as projeções no Focus– manteve a projeção para a Selic ao fim do ano em 13,75 por cento e em 11,25 por cento para 2017. Já para a inflação este ano, a mediana recuou para 7,16 por cento, ante 7,20 por cento, enquanto a desaceleração foi mais acentuada para 2017, recuando a 4,97 por cento, sobre 5,29 por cento.
O Focus mostrou ainda que a expectativa para a contração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano agora é de 3,24 por cento, sobre recuo de 3,27 por cento na semana anterior. Para 2017 a projeção permaneceu em crescimento de 1,10 por cento.
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Texto: Reuters
(Por Flavia Bohone)
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]]>“Tomados em conjunto, o cenário básico e o atual balanço de riscos indicam não haver espaço para flexibilização da política monetária”, informou o BC em comunicado com novo formato, mais extenso e pelo qual apontou riscos para o cenário de inflação, entre os quais a permanência de “incertezas quanto à aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia”.
O BC também salientou que a inflação acima do esperado no curto prazo, em boa medida decorrente de preços de alimentos, pode se mostrar persistente, e que um período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta pode reforçar mecanismos inerciais e retardar o processo de desinflação.
Por outro lado, chamou atenção para fatores que, se concretizados, podem ajudá-lo na tarefa de combater a alta de preços na economia.
“Os ajustes na economia podem ser implementados de forma mais célere, permitindo ganhos de confiança e reduzindo as expectativas de inflação; e o nível de ociosidade na economia pode produzir desinflação mais rápida do que a refletida nas projeções do Copom”, trouxe o comunicado.
Pesquisa Reuters mostrou que 42 de 43 economistas consultados previram que a Selic não seria mexida agora, com avaliações de que o Copom sob a batuta de Ilan poderia reforçar o tom mais duro na condução da política monetária.
Com a decisão, a Selic segue no mesmo patamar desde julho de 2015, o mais alto em quase uma década e no período mais longo de estabilidade desde que o regime de metas foi implantado em 1999.
Ilan já vinha reforçando que o objetivo do BC é fazer com que a inflação encerre este ano dentro da meta –de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais– e que caia para o centro do objetivo em 2017, quando a banda de oscilação foi estabelecida em 1,5 ponto.
De modo geral, especialistas acreditam que o movimento de corte da Selic deve começar apenas em outubro, o que levaria o Copom a repetir a manutenção da taxa no encontro de agosto.
Em 12 meses até junho, o IPCA acumulava alta de 8,84 por cento.
No comunicado, o Copom informou que projeções sobre a inflação permaneceram “relativamente estáveis nos horizontes relevantes para a condução da política monetária desde sua última reunião”, mas caíram sobre os números divulgados no último Relatório de Inflação. No cenário de referência, completou o BC, a projeção para a inflação de 2017 encontra-se em torno da meta de 4,5 por cento.
Economistas, por sua vez, estimam que esse avanço do IPCA será de 5,3 por cento em 2017, conforme pesquisa Focus mais recente.
Fontes:
Texto: Reuters
(Por Marcela Ayres)
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]]>Quem está minimamente ligado no noticiário econômico do País já ouviu ou leu sobre a taxa Selic várias vezes. Atualmente, a meta está estabelecida em 14,25% ao ano (1,12% ao mês) – e muito se especula sobre seu futuro, norteado pela política monetária. Mas, afinal, o que ela revela e por que é tão importante entender tais números?
O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) é um sistema informatizado destinado ao registro, custódia e liquidação dos títulos públicos federais emitidos pelo Banco Central e pelo Tesouro Nacional tais como Letra do Tesouro Nacional e Nota do Tesouro Nacional. O acesso ao Selic é restrito a instituições credenciadas no mercado financeiro.
De onde vem a Selic?
No mercado entre os bancos do País, ao longo do dia, acontecem operações de financiamento, ou seja, os bancos realizam empréstimos uns aos outros durante um curtíssimo prazo de tempo, geralmente para o prazo de um dia. Nessas operações, as instituições bancárias oferecem títulos públicos como garantia (lastro) pelo caixa emprestado, a fim de reduzir riscos associados a essas operações. Essas transações, conhecidas como compromissadas, são registradas no Selic.
Com tudo isso, é gerada a chamada “taxa overnight do Selic”, que é o resultado da média ponderada pelo volume das operações compromissadas realizadas em determinado dia, tomando como base a forma anual de 252 dias úteis. Apesar de não ser exatamente fixa, variando praticamente todos os dias, a tendência é que se aproxime da meta ao longo do dia, pois o Banco Central do Brasil pode intervir, injetando ou retirando dólar do mercado, por exemplo, o que força a taxa a se aproximar da meta.
A Selic é a taxa usada como referência para outras taxas de juros do mercado – o que significa que ela é a “base” para a definição dos juros no País.
No site do Banco Central do Brasil, é possível consultar a Taxa Selic Diária, com informações específicas tais como a taxa percentual ao ano, a base de cálculos e as estatísticas. A metodologia utilizada para o cálculo da taxa overnight Over/Selic também é divulgada.
A meta para a taxa Selic é estabelecida e divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que determina a taxa Selic anual oito vezes por ano, a cada 45 dias, conforme uma regulamentação do início dos anos 2000.
Estimativas para a Selic
O Banco Central precisa fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para tanto, utiliza a Selic – entre outras manobras – para influenciar a atividade econômica.
Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, porém, a expectativa das instituições financeiras para a taxa ao final de 2016 subiu de 13% para 13,25% ao ano. Já no fim do ano que vem, a previsão é de que chegue a 11% ao ano.
Fontes:
Texto: economia.ig.com.br
(Por Brasil Econômico)
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