Seja qual for o momento em que a sua empresa se encontra, há uma técnica de administração específica para qualificar o desempenho e contribuir para a concretização do seu planejamento estratégico. Ao gestor, cabe escolher aquela que mais combina com o objetivo definido. Conheça detalhes de sete boas opções para o seu negócio.
Quando há necessidade de definir um diferencial competitivo para a empresa ou de propor ações que ao mesmo tempo corrijam vulnerabilidades e destaquem potencialidades, uma ferramenta bastante precisa é a Análise SWOT, que em português recebe o nome de FOFA, acrônimo para Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças.
A sua aplicação permite ao gestor identificar pontos positivos e negativos atuais e também projetar uma visão de futuro, entendendo o que se coloca como tendência. Basicamente, as conclusões da análise são obtidas a partir de quatro questionamentos:
Criada pela consultoria americana Boston Consulting Group, a Matriz BCG se propõe a analisar o ciclo de venda de produtos e serviços, permitindo identificar quais geram melhores resultados com menores esforços.
Ao considerar a taxa de crescimento e a participação do produto ou serviço no mercado, o método alcança quatro grupos:
Ao encontrar a classificação adequada para aquilo que vende, o gestor pode monitorar o que acontece com o produto após a fase de interrogação, que marca o seu lançamento. Se vira um “abacaxi”, é provável que mereça ser descontinuado. Se vira uma “estrela”, a meta é chegar a uma “vaca leiteira”. Como esse movimento é constante, a avaliação deve ser repetida periodicamente.
Essa técnica de administração mede o desempenho da empresa, identificando o alinhamento atual com seus objetivos estratégicos previamente estabelecidos. Sua aplicação pode se dar a partir da definição de indicadores, que analisarão os resultados a partir de quatro perspectivas que estão relacionadas:
O empreendedor deve comparar as ações com os resultados obtidos, identificando o que foi realizado daquilo que estava previsto. A partir daí, pode traçar uma espécie de mapa estratégico para cada área da empresa, determinando onde empregar reforço de recursos físicos, financeiros e humanos para melhorar o desempenho.
Método proposto pelo pensador americano Michael Porter, é utilizado para entender a concorrência e traçar uma estratégia para superá-la. Ele é baseado em cinco forças competitivas:
Essa análise possibilita ao gestor identificar onde estão as principais ameaças ao seu negócio e também onde residem as melhores chances de ajustes que proporcionem bons resultados. Ela dará subsídios para ações mais agressivas, tanto na política de preços como na negociação com fornecedores e na criação de apresentação de novas ideias.
Observar a concorrência, aprender com ela e propor uma estratégia para superá-la. Essa é a ideia central do benchmarking, outra das técnicas de administração de empresas voltada para a melhoria dos resultados e o aumento da competitividade.
Não se trata de ir ao mercado e encontrar as melhores práticas para copiá-las, pois isso não acarretaria em nenhum diferencial para o seu negócio. O objetivo é efetivamente comparar o que você tem feito em termos de produtos, serviços, metodologias e táticas empresariais daquilo que é realizado pelos rivais, absorvendo boas ideias e as adequando à sua realidade.
O benchmarking pode ser:
Geralmente empregado na fase embrionária de uma empresa, a metodologia Business Model Canvas (BMC) pode ser aplicada também para avaliar e modificar o modelo de negócios.
Consiste em um quadro formado por nove blocos, que devem ser preenchidos com adesivos autocolantes trazendo ideias e permitindo que elas sejam movimentadas. Por ser bastante visual, espera-se que facilite ao gestor o planejamento dos próximos passos.
Os nove blocos do BMC são:
Encerrando a nossa relação de técnicas de administração de empresas, esta ferramenta ajuda a entender o momento em que seu colaborador se encontra e do que ele precisa para trabalhar mais motivado e focado nos objetivos do negócio.
O modelo, também chamado de Teoria das Necessidades Humanas, foi desenvolvido pelo psicólogo americano Abraham Maslow. Ele parte da ideia que as pessoas possuem necessidades diferentes, umas mais básicas e prioritárias do que outras. Ao preencher uma, a motivação passa à seguinte.
Do topo à base (onde estão as demandas mais urgentes), a Pirâmide de Maslow é dividida em cinco fases:
Para aplicar o conceito, o gestor deve realizar uma análise profunda sobre o seu colaborador, buscando posicioná-lo em uma das áreas da pirâmide. Se ele não está satisfeito com sua jornada de trabalho, essa é uma necessidade que se sobrepõe ao desejo de estabilidade no emprego, por exemplo. Vale lembrar que a motivação é fundamental para que um funcionário se mostre mais produtivo.
Este artigo trouxe sete técnicas de administração que podem ser aplicadas em sua empresa. Obviamente, muitas outras existem, possivelmente também adequadas ao seu tipo de negócio. A dica que deixamos é que procure se informar mais sobre essas metodologias, estudar seus conceitos e adequação à sua realidade, pois os resultados obtidos podem ser realmente transformadores.
Fontes:
Texto: blog.contaazul.com
(Por Marcio Roberto Andrade)
Foto: Divulgação
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