Os últimos dez anos ratificaram a importância do varejo para a economia brasileira, tornando-se um dos principais empregadores e também o termômetro do consumo e da produção. Seja qual for o segmento, supermercados, drogarias, material de construção, roupas, eletroeletrônicos, cosméticos, entre outros, o varejo têm uma posição de destaque.
Porém, na mesma velocidade que o varejo cresceu, muito devido à estabilidade passada da Economia e a disponibilidade do crédito, o negócio em si não acompanhou este cenário. Isso implica em dizer que, para aproveitar esta oportunidade, as redes abriram novos pontos de venda, investiram em marketing, ampliaram o quadro de colaboradores mas nao se preocuparam em constituir um planejamento, reforçar estrutura, processos e controles.
As empresas de varejo que deram atenção a este fato, conseguiram garantir o controle que sustentou o volume de vendas, a adequação das despesas e o controle das perdas. Aquelas que não direcionaram seus esforços, viram suas vendas cair, os clientes indo embora, as despesas aumentando e as perdas tornando-se impactantes no resultado final.
Profissionalizar o varejo significa:
1) Ter um planejamento estratégico de curto, médio e longo prazo, contemplando uma missão clara, uma visão desafiadora e valores verdadeiros. Desenvolver este planejamento leva tempo e é um investimento para sua empresa.
2) Trabalhar os importantes elementos do Pentágono de Gestão de Varejo:
a) Processos: olhar para dentro da empresa e mapear todos os processos. Ter essa visão é importantíssimo para corrigir desvios, identificar oportunidade e ganhar desempenho. Conhecer a si mesmo é tão importante quanto conhecer a concorrência.
b) Pessoas: as pessoas devem saber o que fazer na sua empresa, por isso os processos devem ser escritos. E devem saber também que estas rotinas devem ser executadas com disciplina. Isso significa capacitação constante, pessoas envolvidas e comprometidas com a missão é visão.
c) Auditoria: o controle interno das operações garante governança e também a gestão educativa dos negócios. Isso também acarreta em uma avaliação constante dos processos, que com diversas mudanças ambientais internas e externas, podem levar a melhorias em busca de melhor desempenho e maiores resultados.
d) Tecnologia: os investimentos em tecnologia garantem ao varejista, sistemas de gestão, proteção de ativos, acompanhamento de resultados, interação com clientes, entre outros. O uso estratégico da tecnologia dá meio e forma à operação e à governança dos negócios.
e) Indicadores: um dos segredos do planejamento é ter um painel de controle que indique se a empresa está no caminho certo. Ter os indicadores certos garantirão um acompanhamento eficiente de toda a operação da empresa e isso auxilia na previsão de cenários, na meritocracia, na mudança de rotas, entre outras ações de gestão. Olhar somente um indicador, como vendas, não diz nada sobre sua empresa.
Profissionalizar o varejo é uma série de ações que são melhor trabalhadas com métodos e visão externos. Além do fato da mudança cultural e do choque de gestão necessários. Todas as empresas que querem ter continuidade em seus negócios passarão por isso. As que optarem por não passar, não estarão vivas para contar história.
Sobre Anderson Ozawa – possui experiência de 20 anos em Prevenção de Perdas, Gestão de Estoques, Gestão de Riscos, Auditoria Interna e Segurança, com resultados de redução de perdas de estoque em média na ordem de 20% ao ano, em todas as empresas de atuação, manutenção da garantia da receita e estruturação do departamento. Atualmente, é Diretor de Prevenção de Perdas e Gestão de Varejo em importante empresa brasileira de consultoria e auditoria, conduzindo projetos e serviços de prevenção de perdas em diversos segmentos do varejo e também na indústria. Criador da metodologia exclusiva Pentágono de Perdas® para gestão de prevenção de perdas e processos no varejo. Como executivo, entre diversas passagens expressivas, atuou como Gerente de Prevenção de Perdas em empresa do varejo farmacêutico em que foi responsável pelo planejamento, gestão e aplicação de estratégias com o objetivo de reduzir os índices de perdas de estoque – inventários e quebras, das perdas financeiras, das perdas de crédito, das perdas de produtividade e garantir a segurança dos ativos, através de auditorias, treinamentos, tecnologia e gestão dos riscos corporativos. Professor convidado da FIA – Fundação Instituto de Administração, para cursos de Pós Graduação e MBA e professor da Anhanguera Educacional, para cursos de pós graduação e graduação, nas disciplinas relacionadas à Administração e Gestão de Empresas. http://www.andersonozawa.com.br/
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Fontes:
Texto: Office3
(Por Carolina Lara)
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]]>A prosperidade econômica dos últimos anos elevou os rendimentos do comércio, mas teve um efeito negativo. A bonança levou muitos varejistas, especialmente os pequenos, a terem sucesso mesmo deixando de lado cuidados importantes na gestão. O resultado é que as perdas no setor subiram de 1,68% sobre o faturamento líquido, em 2004, para 2,89%, em 2014, segundo mostram os resultados preliminares da 15ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar).

A alta também pode ser explicada por uma mensuração mais minuciosa por parte das empresas, que agora voltam-se para enxugar custos e otimizar resultados, para sobreviver ao período de recessão econômica e à inflação que deve chegar a 10% este ano. Comparativamente a outros países, o índice brasileiro é bem alto. Na América do Norte, a média fica em 1,49%; na Europa, 1,27%; na América Latina é de 1,60%; e na Ásia Pacífico, 1,16%. O país está acima inclusive da média global, de 1,36%.
O custo disso é alto e não pode mais ser menosprezado diante da conjuntura do mercado. “Esse desempenho é influenciado por dois elementos importantes. De um lado, estão as características estruturais do próprio varejo, com a intensificação da questão da segurança; e, de outro, uma preocupação maior em medir e saber o que está acontecendo”, afirma Cláudio Felisoni de Angelo, Presidente do Conselho do Ibevar/Provar, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira.
Maiores perdas entre micro e pequenos
Entre supermercados, lojas de materiais de construção e farmácias, as principais causas de perdas são erros operacionais, como os de inventário; quebras operacionais; furtos cometidos por funcionários, por consumidores; e fraudes de terceiros. Já as micro e pequenas empresas de diversos ramos de atividade consultadas sofrem com a inadimplência, os produtos danificados, assaltos, problemas com cheques, itens vencidos, furto externo e erros administrativos, nesta ordem de relevância.
Os índices de perdas são maiores neste grupo, chegando a 4,44%. Depois aparecem os supermercados, com 2,98%. Destas redes de alimentos e outros produtos, apenas 36,28% afirmaram possuírem área de prevenção a perdas. São diversas as medidas adotadas pelas varejistas dos variados setores. “Com o dinheiro entrando pela janela, a administração ficou um pouco de lado. Já quando o vento para de soprar dessa forma, a gestão muda. O olhar do balcão para dentro passa a ser mais relevante. A tecnologia tem papel essencial em todo esse processo de controle”, aponta Felisoni.
Entre os recursos adquiridos para reduzir as perdas estão circuitos internos de televisão, cofres e alarmes, assim como cabos e correntes de fixação de produtos; coletor de dados para realização do inventário; e softwares de monitoramento e acompanhamento das perdas. Outras atividades também são implementadas, como a introdução de processos mais cuidadosos de recrutamento e seleção, participação nos lucros atrelada aos resultados de perdas, adoção de um telefone de denúncia, treinamentos para colaboradores e concursos de redução de perdas com premiações.
Mudanças em processos
As empresas também vêm ajustando processos internos para minimizar os custos com essas perdas. Eles se referem a controles de trocas de produtos por clientes, de recebimentos e de transferências entre lojas. Há ainda aquelas que vêm investindo em auditorias do inventário e dos procedimentos operacionais. A adoção do cliente oculto é mais uma ferramenta que tem garantido um maior controle e até a redução de perdas. Até a utilização de saco de lixo transparente foi apontado por alguns dos entrevistados como parte da solução.
A amostra da 15ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro contou com mais de três mil lojas, que reúnem juntas mais de seis milhões de metros quadrados em área de vendas e um faturamento bruto de R$ 131 milhões. A quantia representa pouco menos de 10% do total de venda de bens no país. O levantamento foi realizado com a parceria do Sebrae, da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).
Fontes:
Texto: www.mundodomarketing.com.br
(Por Renata Leite – renata.leite@mundodomarketing.com.br)
Foto: Divulgação
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]]>As vendas no varejo recuaram 0,5 por cento em setembro sobre o mês anterior, registrando a maior sequência de taxas negativas ao bater o oitavo mês seguido de perdas, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

(Foto: Divulgação)
Na comparação com um ano antes houve perda de 6,2 por cento, a leitura mais fraca para o mês na série histórica iniciada em 2000.
Embora os resultados tenham sido melhores do que a expectativa de analistas em pesquisa da Reuters –de queda de 0,75 por cento na comparação mensal e de 7,3 por cento sobre um ano antes–, a fraqueza das vendas é generalizada.
O resultado também levou ao recuo de 3 por cento no terceiro trimestre sobre os três meses anteriores, pior resultado desde o primeiro trimestre de 2003, mostrando que o setor veio perdendo força ao longo do ano após quedas de 2,4 por cento no segundo trimestre e de 2,0 por cento no primeiro na mesma base de comparação.
“Ao longo de 2015 o quadro de piora está se acentuando como mostra a trajetória trimestral. Isso tem a ver com restrição de crédito, renda menor e inflação mais alta”, destacou a economista do IBGE Isabella Nunes.
FUNDO DO POÇO
Segundo o IBGE, seis das oito atividades pesquisadas no varejo restrito registraram queda no volume de vendas em setembro em relação ao mês anterior, sendo a de maior magnitude, de 3,8 por cento, em outros artigos de uso pessoal e doméstico.
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, setor com maior peso na estrutura do comércio varejista, foi o único que apresentou ganho, de apenas 0,1 por cento, repetindo a taxa de setembro. A comercialização de móveis e eletrodomésticos ficou estável.
“Os alimentos são essenciais e as pessoas não podem abrir mão. Já a estabilidade de móveis não agrega e não repõe as perdas de 7 meses”, completou Isabella.
O varejo ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, teve perdas de 1,5 por cento em setembro sobre o mês anterior, com destaque para a queda de 4,0 por cento em Veículos e motos, partes e peças.
O comércio varejista brasileiro vem enfrentando um ano de confiança do consumidor em mínimas recordes diante da economia em recessão e piora do mercado de trabalho, agravados pela crise política no país.
“A sensação de que estamos chegando no fundo do poço está mais próxima, o que enxergamos é que nos próximos meses que veremos estancamento”, avaliou o economista da consultoria Tendências Rodrigo Baggi.
“Existe queda da renda real ao mesmo tempo que há condições de crédito muito negativas, tudo isso capitalizado por um pessimismo quase que sem precedentes”, completou.
Para este ano a projeção de economistas na pesquisa Focus do Banco Central já é de contração de 3,10 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e de 1,90 por cento para 2016, destacando a dificuldade de recuperação da economia.
Fontes:
Texto: br.reuters.com
(Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira)
Foto: Internet
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