
Saiba qual modelo é mais eficiente para tornar uma franquia internacional
Exportação, licenciamento, franquia, propriedade direta e joint venture; veja as vantagens e desvantagens de cada modelo
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O franchising brasileiro está em contínuo movimento de expansão para o mercado internacional. Seja para diversificar a operação ou mesmo apostar em um país que ofereça melhores condições de mercado, para 2016 são esperadas 180 marcas franqueadoras nacionais operando fora das fronteiras.
O processo de internacionalização pode ser feito de diversas maneiras, estando ou não fisicamente instalado em outro país. Os mecanismos mais utilizados são: Exportação, Licenciamento, Joint Venture, Franquias e Propriedade Direta (lojas próprias).
“São projetos diferentes, com riscos maiores ou menores para cada tipo de rede, que devem ser ponderados”, explica o diretor internacional da ABF (Associação Brasileira de Franchising), André Friedheim.
Mecanismos de internacionalização no franchising
| Mecanismos | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|
| Exportação | Simples; risco financeiro mínimo | Pode ser menos lucrativa do que outros mecanismos |
| Licenciamento | Desembolso de capital é mínimo; útil para servir países com restrições a importações | Difícil de controlar licenciados; quando o contrato de licenciamento termina, o licenciado pode tornar-se um concorrente; pode ser menos lucrativo do que outros mecanismos |
| Franquias | Tipo de parceria que gera sinergias entre as partes, objetivando o sucesso, crescimento e controle do negócio | Semelhante ao licenciamento, e ainda requer uma supervisão e controle do negócio à distância, em caráter pró-ativo |
| Joint Venture | Risco limitado à quota de participação da empresa no empreendimento; o parceiro contribui com a experiência que falta à organização; útil quando o país anfitrião limita a propriedade estrangeira | Divide o controle com o parceiro no empreendimento; o parceiro pode aprender tecnologia ou segredos e usá-los para competir com a organização |
| Propriedade Direta | Controle máximo sobre as operações; possibilidade de estar perto dos clientes | Alto custo inicial; requer conhecimentos amplos dos mercados externos e contatos no exterior |
Fonte: CATEORA e ABF
Licenciamento, Exportação e Franquias (iGUi)
Um exemplo de franquia que ilustra três desses processos é a iGUi Piscinas, que começou licenciando comerciantes já consolidados no mercado sul-americano – na Argentina, majoritariamente – e, com isso, iniciou a venda dos seus produtos fora do Brasil.

Cada loja da iGui vende, em média, 150 piscinas por ano (Foto: Divulgação)
Além disso, a marca também exportou piscinas para países como o Paraguai, usando as fábricas em território brasileiro. No entanto, posteriormente com fábricas sendo construídas fora do Brasil (atualmente são cerca de 40), a iGui passou a franquear para estrangeiros e, inclusive, mantém estruturas de gestão nestes países.
Por conta do desenvolvimento gradativo e experiência em vários mecanismos de internacionalização, a iGUi foi considerada, recentemente, como a marca de franquias mais internacionalizada do Brasil pela Fundação Dom Cabral.
Propriedade Direta (Giraffas)
Em 2006, o Giraffas passou a estudar o mercado americano de alimentação e, em julho de 2011, inaugurou sua primeira loja na Flórida, Estados Unidos. O modelo escolhido foi o de Propriedade Direta (lojas próprias), em uma estratégia de solidificar a marca antes de expandí-la.

Segundo a Fundação Dom Cabral, o Giraffas é a 10ª franquia brasileira mais internacionalizada (Foto: Divulgação)
O abastecimento dos restaurantes nos EUA é realizado por meio de uma empresa de logística que centraliza praticamente 100% dos insumos comprados pelos restaurantes. O Giraffas não importa nada diretamente do Brasil. Mesmo alguns itens típicos como guaraná, farinha, cerveja e vinhos são importados por distribuidores locais estadunidenses e revendidos para a franqueadora.
Mesmo após quase 5 anos no mercado, das 10 unidades Giraffas em território norte-americano, seis ainda são unidades próprias da franqueadora. O movimento de transferência para franquias começou no ano passado e pretende continuar fortalecido em 2016. Atualmente, segundo a Fundação Dom Cabral, o Giraffas é a 10ª franquia brasileira mais internacionalizada.
Joint Venture (Ahoba Viagens e Innperium)
A rede de franquias Ahoba Viagens existe há menos de um ano – apesar de já ter 57 unidades franqueadas – e decidiu se unir comercialmente à Innperium, uma das principais redes de revenda de pacotes de viagem em todo o País.

O objetivo é expandir ainda mais em 2016, para dentro e fora do Brasil. Por meio do mecanismo Joint Venture, as empresas se juntarão em uma só para explorar o mercado estrangeiro ainda no primeiro semestre do próximo ano. A Ahoba entrará com a operação e a Innperium será a responsável pela expansão da rede com o capital humano.
Explicando: parte da rede de profissionais da Innperium se tornarão franqueados Ahoba, como se fossem consultores, e ajudarão na expansão da marca ao mesmo tempo que terão a oportunidade de fechar mais viagens.
O foco inicial é o mercado europeu, especialmente Portugal, pela não existência da barreira linguística que demandaria a atualização de toda a plataforma de vendas online da Ahoba.
Fontes:
Texto: economia.ig.com.br
(Por Luis Philipe Souza)
Foto: Internet
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