Produção da apicultura nacional passa por bom momento

Padrões GS1 dão novo impulso aos negócios de produtores de mel, que comemoram desempenho após adotarem padrões de automação orientados pela Associação Brasileira de Automação.

São Paulo, março de 2016 – O mel produzido no Brasil tem ultrapassado nossas fronteiras e conquistado consumidores em todo o mundo. A qualidade do produto, aliada ao uso da automação e à promoção comercial para expandir as vendas, coloca o país na 8ª posição do ranking global de exportadores em termos de valor, conforme dados consolidados de 2014 da área de inteligência comercial da Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel). Ao conquistar essa colocação, o Brasil avançou seis posições em relação à apuração anterior, na qual figurava na 14ª colocação. O mesmo se aplica à quantidade do mel exportado, quesito em que subiu três degraus, passando do 11º para o 8º lugar. Esses são os motivos de comemora&cce dil;ão e também de incentivo para os 350 mil apicultores atuantes no País – de acordo com números do Sebrae – e para a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, que trabalha em parceria com produtores. “Em março comemora-se o Dia Nacional do Mel e aproveitamos para reforçar o nosso papel de apoiar essa importante atividade do agronegócio brasileiro”, destaca o presidente da GS1 Brasil, João Carlos de Oliveira.

Em 2014, o Brasil embarcou em mel e derivados o equivalente a US$ 98.576.057,00, o que representa um incremento de 82% em relação a 2013 – os resultados de 2015 ainda não foram consolidados pela Abemel. A crescente participação da apicultura do País no rol dos principais exportadores revela que os produtores estão cada vez mais preocupados com a implantação de padrões de identificação globais que permitam esse avanço. A adoção de sistemas automatizados permite prosperar não só no exterior, mas também no mercado interno. Foi o que aconteceu com o gaúcho Vergilio Possebon que, após aposentar-se como policial, buscou novas oportunidades no Norte do Brasil. Ao mudar-se com a família para Rondônia, Possebon descobriu na apicultura não só uma atividade de lazer, mas uma nova fonte de renda.

O que começou com apenas uma caixa de abelhas se transformou em uma pequena agroindústria, a Apicultura Colonial. Na busca por novos nichos para comercializar as três toneladas de mel produzidas por safra, Possebon investiu na profissionalização da atividade. Com o auxílio da Secretaria Municipal de Agricultura de Vilhena, cidade rondoniense que escolheu para se fixar. Assim que obteve o Selo de Inspeção Municipal (SIM) e implementou o Programa de Verticalização da Agricultura Familiar (Prove Municipal), Possebon procurou o Sebrae Rondônia, e lá recebeu orientações sobre a importância de adotar o código de barras. Então, em 2012, associou-se à GS1 Brasil para receber a capacitação sobre a maneira correta de aplicação do código de barras. “Essa iniciativa mudou completamente nossa estrutura de vendas, pois agora podemos fazer negócios com qualquer grande mercado, o que seria impossível sem essa tecnologia, já que eles exigem identificação padronizada”, destaca o produtor. Além do mel in natura, a Apicultura Comercial também transforma a matéria-prima em xarope de mel, própolis e copaíba.

Além de abrir as portas a novos compradores, o apicultor destaca ainda que a medida intensificou a visibilidade da marca, que passou a ser mais competitiva com o diferencial do código. Virgílio explica que os consumidores compram o produto e levam para suas cidades, fazendo com que surjam pedidos de outros municípios. As boas práticas de gestão adotadas por Possebon levaram a Apicultura Colonial a receber, em 2013, o XVI Prêmio Automação, concedido pela GS1 Brasil, na categoria Pequenas Empresas. No ano passado, durante sua participação na 4ª Feira Rondônia Rural Show, Possebon divulgava aos visitantes o seu feito, destacando que o produto produzido por ele era o único representante de Rondônia a receber a distinção. A expectativa do produtor é que outros apicultores se inspirem para profissionalizar os negócios.

De acordo com o Sebrae de Santa Catarina, o crescimento da demanda por alimentos seguros à saúde e de origem conhecida também se aplica aos produtos apícolas, e, neste caso, a certificação e os meios de produção sustentáveis criam um ambiente favorável para aumentar ainda mais a procura. Informações como rastreabilidade, origem, características da produção, localização da propriedade, lote e características únicas de cada safra, que aumentam a credibilidade e a confiança dos consumidores, podem ser obtidas por meio do código de barras.

Com mais de seis bilhões de leituras por dia, o código de barras de identificação de produtos é o mais utilizado no mundo. É diante deste cenário que a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil – representante nacional da GS1 Global, a única entidade responsável pelo licenciamento de códigos de barras no mundo – aplica o Sistema de Identificação único e global GS1 em mais de 20 segmentos do mercado, seja para grandes, médios ou pequenos empresários.

Sobre a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil

A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, é uma organização multissetorial sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global. Em todo o mundo, a GS1 é responsável pelo padrão global de identificação de produtos e serviços (Código de Barras e EPC/RFID) e comunicação (EDI e GDSN) na cadeia de suprimentos. Além de estabelecer padrões de identificação de produtos e comunicação, a associação oferece serviços e soluções para as áreas de varejo, saúde, transporte e logística. A organização brasileira tem 58 mil associados. Mais informações em www.gs1br.org.

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Fontes:
Texto: DFreire Comunicação e Negócios
(Por Marcelo Danil)
Foto: Divulgação

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