Coaching: 4 sinais de que você na verdade precisa de um psicólogo

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Terapeuta e pesquisador das diferenças entre as duas práticas orienta a escolha do profissional ideal.

A explosão da oferta de coaching no Brasil tem atraído a atenção e causado confusão sobre a diferença entre essa prática e a psicoterapia. O risco da escolha errada vai além do desperdício de tempo e dinheiro: pode acentuar os problemas em vez de resolvê-los. Segundo o psicólogo Guilherme Barati (www.clinicadotrabalhador.psc.br), que tem 19 anos de experiência na área, o coaching deve ser mais pontual e voltado, principalmente, à carreira, enquanto o terapeuta mergulha profundamente na complexidade humana, tanto na vida profissional quanto na pessoal.

“Uma pessoa razoavelmente satisfeita com seu viver, que precisa de ajuda para colocar em prática os seus objetivos, pode procurar um coach. Mas se algo dói, esse incômodo indica a necessidade de um acolhimento cuidadoso e de um tratamento que aborde essa dor como motor de transformação, com um psicólogo”, compara Barati. O especialista, que já atuou nas duas áreas, aponta quatro casos em que o psicólogo deve ser procurado em vez do coach:

  1. Quando é preciso uma pausa
    As pessoas precisam de uma pausa para serem escutadas, reservar um tempinho para elas próprias, para falarem sobre si e sobre sua história. “Na correria do dia a dia, muitas vezes, elas ficam cansadas e precisam de alguém que as ouça e as ajude a refletir sobre suas vidas. Ao procurarem o coach, vão encontrar um direcionamento focado em mais metas, e, às vezes, é exatamente isso que tem trazido uma vida tensa e estressada”, aponta Barati. Ter um momento para falar sobre o que tem acontecido ajuda a exteriorizar os sentimentos, “a dar voz às vontades emudecidas”.
  2. Quando o seu objetivo é uma mudança significativa
    Se você precisa se planejar para realizar algo já definido, pode procurar por um coach. Mas, se vê a necessidade de grandes mudanças, pretende deixar de repetir os mesmos padrões e busca uma vida com mais sentido, o profissional recomendado é o psicólogo. Ele permite uma reflexão profunda ao provocar questionamentos. “Muitas vezes, o que se busca não é alguém que te direcione a trilhar um caminho de forma rápida e pragmática, papel muito ligado ao coach, mas que estimule a descoberta de respostas em si mesmo e possa criar novos rumos”, explica Barati.
  3. Quando se quer sair da caixinha
    Em uma sociedade que dita os padrões de felicidade, a psicoterapia trabalha com esse sentimento de forma personalizada, diferente para cada um. A prática é voltada às pessoas dispostas a irem além do clichê de sucesso para descobrirem o que vale a pena para elas, “para além da aquisição do apartamento próprio, carro do ano ou de uma promoção no trabalho, que são vistos socialmente como indicadores de sucesso”.
  4. Quando não deu certo com o coach
    Se o processo com o coach não obteve resultados satisfatórios ou, ainda, se o objetivo foi conquistado, mas a pessoa permanece insatisfeita, é a hora de recorrer a um psicólogo. “Ele fará uma análise mais completa para desatar os nós”, finaliza Barati.

Sobre Guilherme Barati
Guilherme Barati é psicólogo e doutor pelo núcleo de estudos em trabalho, saúde e subjetividade da Unicamp. Tem 19 anos de experiência em desenvolvimento de pessoas e atuou como coach no preparo de jovens talentos e executivos. Atualmente dedica-se à psicoterapia, focado principalmente em questões profissionais, com consultório em São Paulo, à rua Barão do Triunfo, 88, conj. 1.008, Brooklin. www.clinicadotrabalhador.psc.br.

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Fontes:
Texto: Press Works
(Da Redação)
Foto: Divulgação

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