Cunhados transformam queima de estoque a R$10 em negócio milionário

A rede Barato Express foi criada em 2016, faturou R$5 milhões em 2017; previsão é de 17 unidades até o final do ano.

Em 2016, no auge da crise que atingiu o Brasil em cheio, Alexandre Stamm, dono de uma loja de roupas populares, encontrou dificuldades para fazer o negócio funcionar. Com a inflação e o desemprego em alta pediu a ajuda do cunhado, Sebastian Raimondi, para resolver o problema. Em um mês dentro da operação, o empresário, que é administrador de empresas, tentou diversas soluções, mas nada funcionava. A fala de uma cliente, no entanto, mudou o rumo do estabelecimento que mais tarde viria a se chamar Barato Express.

“Troquei os produtos de lugar, contratei carro de som e tentei motivar os funcionários. Mas nada adiantou. Um dia, dentro da loja, escutei uma senhora dizer que achava aquilo ali muito caro. Ela se referia a uma blusinha que custava R$30. Chamei o Alexandre, expliquei a situação e resolvemos queimar todo o estoque por R$10 antes que tivéssemos ainda mais prejuízo”, explica Sebastian, sobre a ação que mudou o rumo da loja.

A solução imediata para dar ao fim ao negócio, no entanto, se mostrou um caminho para seguir em frente. Com preços mais baixos e o aumento da procura, a dupla passou a pensar em como transformar a queima de estoque em um negócio perene.

“Vendemos R$ 30 mil em apenas três dias. A loja ficou abarrotada e quanto mais gente entrava mais as outras pessoas ficavam curiosas. Analisando aquilo tudo pensei se não era possível vender aquele volume de peças todos os dias. Levei a ideia em frente, buscamos apoio dos fornecedores, com pedidos maiores, opções de peças importadas com custos mais baixos e, é claro, diminuímos a margem de lucro”, explica Sebastian sobre a origem do negócio que virou uma rede com oito lojas e faturou R$ 5 milhões no ano de 2017.

A ideia do negócio criada pela dupla é simples. O segredo está no preço único. A rede começou comercializando vestuário a R$ 10, mas hoje conta com uma gama de produtos variados que vão de cama, mesa e banho, passando por roupas e até mesmo acessórios.

Negócio evoluiu e aderiu ao franchising

“A demanda por produtos mais sofisticados também aumentou e tivemos que readequar a ideia passando a cobrar R$20 pelos itens. Hoje temos jaquetas e macacões, por exemplo, vendidos abaixo do que o consumidor encontra por aí. A nossa ideia é sempre manter uma filosofia de preço baixo com qualidade”, explica Raimondi.

O sucesso da empreitada fez os cunhados transformarem a ideia em franquia. A previsão é que até o final do ano o número chegue a 17 operações.

“Se pararmos para observar a realidade econômica do brasileiro, veremos que faz todo sentido trabalhar com preços baixos e únicos. Trouxemos mais qualidade para um modelo de negócios que foi muito popular no país durante o final da década de 1990 e início dos anos 2000”, finaliza Alexandre.

 

 

Fontes:
Texto: Passo Avanti
(Por Marcus Santana)
Foto: Divulgação

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